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segunda-feira, 14 de julho de 2014

14 de Julho de 1789: Revolução Francesa. Tomada da Bastilha.

14 de Julho de 1789: Revolução Francesa. Tomada da Bastilha. Os habitantes de Paris revoltam-se e assaltam a prisão, libertando os presos políticos. Começa a queda do Antigo Regime

Os parisienses desesperados pelas restrições e o imobilismo do rei Luís XVI revoltam-se. À procura de armas, invadem  o Hôtel des Invalides e depois  dirigem-se à prisão da Bastilha. O governador De Launay que possui as chaves da fortaleza é forçado a entregá-las aos insurgentes. Todavia, certos revolucionários conseguem atravessar as muralhas e De Launay ordena que se abra fogo. Mais de 80 parisienses são mortos. No final da tarde, o governador capitula e uma hora mais tarde é fuzilado. A tomada da Bastilha em 14 de Julho de 1789 assinala o ponto de partida da Revolução Francesa, uma década de distúrbios políticos e terror, em que o rei Luis XVI foi destronado e dezenas de milhares de pessoas inclusive a sua mulher Maria Antonieta foram executadas na guilhotina. O símbolo do arbítrio real cai. O Antigo Regime vai chegando ao fim.
A Bastilha foi originalmente construída em 1370 como uma fortificação para proteger as muralhas de Paris contra um ataque dos ingleses. Transformou-se mais tarde numa fortaleza independente e o seu nome “bastide” foi mudado para Bastille. A Bastilha foi utilizada primeiramente como prisão estatal no século XVII e as suas celas foram reservadas para os delinquentes das classes abastadas, para os agitadores políticos e para os espiões. A maioria dos prisioneiros estava ali sem que houvesse um julgamento sob ordens directas do rei. Medindo 35 metros de altura e rodeada por um fosso de quase 3 metros de largura, a Bastilha mostrava-se como uma imponente estrutura no panorama urbano de Paris. 


Por ocasião do Verão de 1789, a França movia-se rapidamente em direcção à revolução. Ocorreu severa escassez de alimentos naquele ano e o ressentimento popular contra o governo do rei Luis XVI transformara-se em verdadeira fúria. Em Junho, o Terceiro Estado que representava a plebe e o baixo clero, declara-se em Assembleia Nacional e clama pela redacção de uma constituição.
 Inicialmente parecendo ceder, Luis XVI legaliza a Assembleia Nacional porém cerca Paris de tropas e demite Jacques Necker, um ministro de Estado popular que defendia abertamente as reformas. Em resposta, multidões começam a manifestar-se nas ruas de Paris comandadas por líderes revolucionários.
Bernard-Jordan de Launay, o governador militar da Bastilha, temia que a sua fortaleza pudesse ser alvo dos revolucionários, tendo solicitado urgentes reforços. Uma companhia de soldados mercenários suíços chegou em sete de Julho a fim de reforçar a sua guarnição de 82 soldados.
O Marquês de Sade, um dos poucos prisioneiros da Bastilha à época, foi transferido para um asilo de loucos após a tentativa de incitar uma pequena multidão que se encontrava em frente à sua janela ao gritar: "Estão a massacrar os prisioneiros; vocês precisam vir e libertá-los." Em 12 de Julho, as autoridades reais transferiram 250 barris de pólvora para a Bastilha do Arsenal de Paris, que era muito vulnerável ao ataque. Launay trouxe os seus homens para dentro da Bastilha, erguendo as duas pontes levadiças.
Em 13 de Julho, revolucionários empunhando mosquetes começaram a atirar aos soldados que montavam guarda às torres da Bastilha e procuraram abrigar-se no pátio da fortaleza quando os homens de Launay passaram a responder. Naquela noite, multidões irromperam no Arsenal de Paris e outro depósito de armas e tomaram milhares de mosquetes. Ao amanhecer de 14 de Julho, uma grande multidão armada de mosquetes, espadas e diversas armas improvisadas começou a reunir-se em torno da Bastilha.
Launay recebeu uma delegação de líderes revolucionários, porém recusou-se a entregar a fortaleza e as suas munições como lhe era exigido. Mais tarde recebeu uma segunda delegação e prometeu não abrir fogo contra a multidão. Para convencer os revolucionários, mostrou-lhes que os canhões não estavam carregados.
Ao invés de acalmar a agitada multidão, a notícia de que os canhões não estavam activos encorajou um grupo de homens a escalar o muro externo, chegar ao pátio interno e baixar a ponte levadiça. Trezentos revolucionários invadiram a fortificação. Os soldados de Launay assumiram uma posição defensiva. Quando a multidão começou a tentar baixar a segunda ponte levadiça, Launay ordenou que os seus homens abrissem fogo. Cerca de 100 manifestantes morreram ou ficaram feridos.
Num primeiro momento, o contingente de Launay mostrou-se capaz de conter e afastar a multidão, contudo mais e mais parisienses convergiam para a Bastilha. Cerca de 3 horas da tarde, chega uma companhia de desertores do exército francês. Os soldados, ocultados pela cortina de fumo de uma fogueira alimentada pelos manifestantes, posicionaram cinco canhões e assestaram como alvo a Bastilha. Diante da circunstância, Launay ergueu uma bandeira branca de rendição numa haste da fortaleza. Launay e os seus homens foram feitos prisioneiros, a pólvora e os canhões foram tomados e os sete prisioneiros da Bastilha, libertados. Ao chegarem ao hotel de Ville, onde a prisão de Launay deveria ser ditada por um conselho revolucionário, o governador da Bastilha foi afastado dos seus acompanhantes por gente do povo e morto.
A Tomada da Bastilha simboliza o fim do Antigo Regime e proporcionou à causa dos revolucionários franceses um irresistível momento. Apoiados pela esmagadora maioria do exército francês, os revolucionários assumiram o controlo de Paris e a partir daí dos arredores, forçando o rei Luís XVI a aceitar um governo constitucional. Em 1792, a monarquia foi abolida e Luís XVI e sua mulher Maria Antonieta foram levados à guilhotina por traição em 1793.
Por ordem do novo governo revolucionário, a Bastilha foi derrubada. Em 6 de Fevereiro de 1790, a última pedra da odiada prisão-fortaleza foi apresentada à Assembleia Nacional. Actualmente, - o dia 14 de Julho – dia da Queda da Bastilha – é celebrado como o maior feriado de França. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

  Tomada da Bastillha  por Jean-Pierre Houël

Prisão do governador da Bastilha - Jean-Baptiste Lallemand


"É assim que vingamos os traidores" Gravura de 1789 que mostra os soldados que transportam as cabeças dos responsáveis pela Bastilha, entre eles o Marquês de Launay
Fonte:
http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2014/07/14-de-julho-de-1789-revolucao-francesa.html?spref=fb

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana

A formação do mundo como conhecemos levou muito tempo e muito sangue. Diversas guerras marcaram a história da humanidade. A busca pela domínio de uns povos sobre outros povos foi fundamental para a constituição de nações, idiomas e culturas. Hoje, vamos conhecer um pouco mais sobre a Guerra de Secessão, que aconteceu nos Estados Unidos, e teve início em 12 de abril de 1861.

CAUSAS DO CONFLITO

A Guerra de Secessão foi o confronto mais sangrento da história dos Estados Unidos. Foram mais de 600 mil mortos durante os quatro anos de combate. A principal motivação foi a discórdia entre a burguesia industrial, concentrada no norte do país, que não aceitava a escravidão para as novas terras do Oeste americano, e a aristocracia do sulista, adepta a utilização do trabalho escravo e o aumento de tarifas alfandegárias.
Outro propulsor da Guerra da Secessão foi o rápido desenvolvimento territorial, económico e populacional das colónias do norte na primeira metade do século XIX. As políticas expansionistas deram esperança a diversos imigrantes europeus que viram as terras na América como uma oportunidade de enriquecer. Todavia, a grande maioria preferia o povoamento da região norte o que ampliou o contraste entre o avanço nortista e o atraso sulista.
Enquanto a região norte – chamada de União – se preocupava em fortalecer a base industrial, as colónias do sul eram completamente dependentes da exploração agrícola. O problema surgiu quando os empresários do norte começaram a reivindicar uma política protecionista que dificultasse a importação de produtos industriais de outros países. Isso fez com que os estados do Sul – Confederação – se tornassem compradores dos produtos industriais do Norte a preços exorbitantes. Insatisfeitos, os latifundiários exportadores do Sul passaram a reivindicar uma política livre-cambista, que permitisse a escolha de produtos industrializados a preços mais baixos.
A situação permaneceu assim até a vitória presidencial de Abraham Lincoln, em 1860. Por ser um candidato do Partido Republicano e defensor dos interesses do Norte, causou a revolta dos sulistas que recorreram ao combate armado para defender os seus interesses.
A Guerra de Secessão terminou com a consolidação das políticas exigidas pelos nortistas e aproximadamente 600 mil mortos. A região Sul ficou devastada pela guerra.

TECNOLOGIA CONSAGRA A VITÓRIA

A vitória da União teve diversas consequências para a formação dos Estados Unidos. Os historiadores elegem alguns elementos que garantiram a vitória da União sobre a Confederação. A economia industrializada, por exemplo, permitiu que os exércitos do norte tivessem acesso a armas e suprimentos eficazes de maneira mais rápida e barata.

MALHA FERROVIÁRIA

Apesar de o Sul ter, ao longo da guerra, mais quilómetros de caminhos de ferro, os caminhos não formavam uma malha ferroviária consistente para o trânsito das tropas. Até então, os comboios era utilizados apenas para a movimentação do algodão – principal produto dos latifúndios – para os portos, de onde iam para a exportação. As tropas da União, por sua vez, dispunham de uma malha eficiente que garantiu o transporte rápido das tropas,  impulsionando a estratégia de guerra.

BLOQUEIO INDUSTRIAL

Conforme explicamos acima, a Confederação dependia dos produtos industrializados dos estados nortistas. Dessa forma, quando a guerra foi declarada, a comercialização territorial e naval foi interrompida, isolando-se o sul.

APOIO DA POPULAÇÃO

Neste tópico, vale a pena destacar alguns pontos importantes: o governo estável da União (com total apoio dos habitantes), o recrutamento de afro-americanos para as forças da União (a região norte era contrária ao uso de escravos na produção) e o número  de imigrantes, que garantiu às tropas da União a renovação do contingente.

SAIBA MAIS

Para quem quiser saber mais sobre a Guerra Civil Americana, aqui ficam alguns filmes que retratam o tema ou que têm o confronto como pano de fundo. 

A Batalha de Gettysburg

Em celebração do 150º aniversário da Guerra Civil, este especial do History Chanel, produzido pelos afamados Tony e Ridley Scott, narra de um ponto de vista visceral, o que na realidade ocorreu durante a importante Batalha de Gettysburg. Esta é a história de oito soldados que se enfrentaram nas linhas de combate, e que fala sobre a dor e o terror que vivenciaram cumprindo o seu dever e tentando sobreviver. Através da simulação em computador e imagens de arquivo, você poderá reviver intensamente a acção e a emoção de um dos combates mais sangrentos dos Estados Unidos.

http://www.youtube.com/watch?v=UPcpQuUNHeQ

Anjos Assassinos

Há 150 anos, exactamente nos dias 30 de Junho, 1 e 2 de Julho ocorria a mais sangrenta batalha da Guerra Civil Norte-Americana, a Batalha de Gettysburg. E há 21 anos, em 1993, era lançado “Gettysburg” (Os Anjos Assassinos), o filme que retratou esse terrível episódio da história dos Estados Unidos. 
Em 1974 Michael Shaara, escritor e professor de História da Florida University, escreveu “The Killer Angels”, sobre a Batalha de Gettysburg. O livro de Shaara foi premiado com o Prémio Pulitzer de Ficção e atraiu a atenção de Ronald F. Maxwell, um jovem e então desconhecido director de cinema e TV. O magnata da televisão Ted Turner, dono dos canais TNT, CNT, WTBS, acolheu o projecto de Maxwell e decidiu produzir o filme em cujo roteiro o próprio Maxwell trabalhava há mais de dez anos.
Deuses e Generais (2003)
Baseado no livro Gods and Generals,  Jeff Shaara, o filme conta a história das grandes batalhas da Guerra Civil Americana e tem como ponto principal o líder Robert E. Lee:
http://www.youtube.com/watch?v=X9NY-I6ypDE

LINCOLN
A longa-metragem Lincoln, produzida e realizada por um dos realizadores mais conhecidos dos EUA, Steven Spielberg, reavivou um grande interesse pela figura do presidente. Destaca-se a figura política como o garante da unidade dos EUA após a derrota dos confederados que aspiravam à secessão dos estados do Sul daquele Estado federal. É também uma figura que se destaca na História dos EUA por ter abolido a escravatura, e por ter dado a liberdade e a cidadania aos descendentes de populações imigrantes de origem africana, ou seja, a população negra que, naquele país, se designa por afro-americana.
Filme completo:
http://filmesonlinetocadoscinefilosvideos.blogspot.com.br/2013/06/lincoln-2012-direcao-steven-spielberg.html

TEMPOS DE GLÓRIA (1989)

Tempo De Glória – Dublado
Dirigido por Edward Zwick (Diamante de Sangue, Último Samurai), Tempos de Glória conta a história do 54° Regimento de Infantaria de Massachusetts, conhecido por ser o primeiro regimento negro independente que lutou na Guerra Civil Americana, pela União. O filme narra as batalhas travadas em campo e os conflitos que ocorriam internamente entre os soldados.

http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-tempo-de-gloria-dublado-online.html



Fonte:
http://pnld.moderna.com.br/2012/04/13/a-trajetoria-da-guerra-civil-americana/
http://westerncinemania.blogspot.pt/2013/04/anjos-assassinos-gettysburg-os-tres.html

http://cinemacomgustavofernando.blogspot.pt/2013/04/critica-do-filme-lincoln-2012bom-filme.html

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A Revolta do Manuelinho

No ano de 1637 dá-se a Revolta do Manuelinho  que foi um movimento popular também conhecido como as Alterações de Évora ou o Motim de Évora, na região do Alentejo central, em Portugal.

Este levantamento civil fez parte de uma sucessão de actos de insurreição designados como motins de fome por parte dos portugueses contra a Dinastia Filipina, dadas as difíceis condições de vida e o aumento dos impostos ordenados pelo domínio castelhano na zona desde 1580, convertendo-se no movimento de sublevação mais importante que iria culminar na Guerra de Restauração da independência portuguesa, desenrolada nos anos posteriores entre 1640 e 1668.


Antecedentes da Revolta do Manuelinho

O rei D. Filipe III, outorgou poderes plenipotenciários a Gaspar Felipe de Guzmán, Conde de Olivares e Duque de Sanlúcar la Mayor.
Este, exercendo como Primeiro-ministro ordenou uma série de drásticas medidas económicas com o fim de obter recursos para subvencionar os diferentes conflitos contra a Holanda, Reino Unido e a França, entre outros, países que tentavam quebrar a hegemonia da Espanha na política e na economia europeias.
Foi neste contexto histórico que o povo, descontente com as medidas políticas e económicas dispostas pelo império espanhol, começou a amotinar-se.
No ano de 1628, eclodiu no Porto a revolta conhecida como o “Motim das Maçarocas”, contra o imposto agravado do linho fiado. Neste distúrbio, as fiandeiras sublevadas atacaram à pedrada Francisco de Lucena, que era o encarregado de cobrar a taxa do novo imposto.
Dado no ano de 1637, a Revolta do Manuelinho foi um movimento popular também conhecido como as Alterações de Évora ou o Motim de Évora, na região do Alentejo central, em Portugal
Dado no ano de 1637, a Revolta do Manuelinho foi um movimento popular também conhecido como as Alterações de Évora ou o Motim de Évora, na região do Alentejo central, em Portugal
Já no ano 1631, o governo decretou também o pagamento de metade do salário anual (meia-anata) dos funcionários públicos do estado. Pela mesma época, estabeleceu o monopólio estatal sobre o sal, assim como a criação de um novo imposto sobre a água, já existente em Lisboa, mas agora generalizado a todo o território português, conhecido como o real de água.


O Povo de Évora e a Revolta do Manuelinho

Perante a indignação geral pelas medidas económicas adotadas no reino, o povo de Évora decidiu-se pela desobediência civil frente aos representantes do governo, neste caso o Corregedor André de Morais Sarmento e o desrespeito às instituições religiosas, na figura do Arcebispo.
Com o intuito de começar a revolta incitando aos eborenses, apareceram na cidade uns panfletos onde os revoltosos responsáveis assinaram sob o nome de Manuelinho, conhecido demente da região e contando com o apoio da Ordem dos Jesuítas da Universidade de Évora. Desta forma os impulsionadores do movimento, que ao que parece, eram o Escrivão e o Procurador do povo, ficavam protegidos pelo anonimato.
A multidão enfurecida atacou e queimou os livros dos assentos onde eram anotadas as contribuições, exigindo o fim do governo da Dinastia Filipina e o retorno de uma dinastia portuguesa.

Consequências da Revolta do Manuelinho
Rapidamente o movimento impulsionou por todo o país novas insurreições noutras localidades do Alentejo, do Algarve e em algumas povoações do Minho, em cidades como Portel, Faro, Albufeira, Vila Viçosa, Setúbal e Viana do Castelo, entre outras, até conseguir atingir a cidade de Porto.
O movimento revolucionário do Manuelinho foi reprimido pelas tropas castelhanas até princípios de 1638, sem se conseguir a queda do governo filipino em Lisboa, este foi o antecedente principal para o nascimento de um grupo nacionalista português conhecido como Os Conjurados, constituídos por cerca de cinquenta homens nobres, militares e clérigos. Este grupo dirigiria o povo lusitano para a vitória da revolução, onde finalmente aclamariam D. João IV, da Dinastia de Bragança, como novo soberano do território português, restaurando a sua independência do império espanhol, dando inicio à quarta e última dinastia portuguesa.

Fonte:
- See more at: http://www.historiadeportugal.info/revolta-do-manuelinho/#sthash.um1LD0CP.dpuf
http://www.jornalmapa.pt/2013/03/26/a-revolta-do-manuelinho/

Como eram criados os monstros nos mapas antigos?

No teu manual de HGP de 5º ano aparecem figuras de Monstros e seres Mitológicos que assustavam os marinheiros no tempo dos Descobrimentos. Podes ler mais sobre esse assunto.
A evolução dos montros marinhos nos mapas medievaisEntre os séculos X e XIV os oceanos seriam dominados por seres e criaturas grotescas, de acordo com diversos mapas. Imaginem o temor que marinheiros de primeira viagem sentiam quando se aventuravam por mares nunca antes navegados, como na época da chegada dos portugueses à América ou Ásia.
Não é de se duvidar que até pouco tempo antes da épica partida da corte portuguesa para o Brasil, numa viagem que durou quase dois meses (novembro de 1807 a janeiro de 1808), o medo do oceano e seus perigos assombrasse ainda as mentes de muitos dos membros da corte.
Agora, estes monstros marinhos esquecidos nos mapas voltam à vida nas páginas de um novo livro dedicado à análise destas figuras e de seu processo de criação pelos antigos ilustradores. “Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps” (Monstros Marinhos nos Mapas Renascentistas e Medievais, em uma tradução livre), de Chet Van Duzer (British Library, 2013) traça a evolução destas míticas criaturas.
A obra aborda o modo como os cartógrafos usavam a arte para ilustrar regiões misteriosas e inexploradas do planeta e seus possíveis perigos.
Livro explica como eram criados os monstros nos mapas antigos
Apesar de uma boa dose de imaginação, muitos destes seres fantásticos são inspirados em animais reais, que ganharam uma versão marinha grotesca. São os casos de serpentes marinhas engolindo barcos, bestas mitológicas, baleias e morsas, estes últimos seres considerados monstros pelos artistas medievais e renascentistas.
Também nota-se a presença de polvos gigantes e sereias sedutoras. Os mapas, apesar da presença de monstros, tinham seu valor científico e, de acordo com o autor do livro, em alguns casos as ilustrações das bestas marinhas até aumentavam o seu valor.
Retratos de baleias e outras criaturas tornaram-se mais realísticos no começo do século XVII. Depois disso, os navios começaram a ser desenhados exercendo domínio sobre estes seres míticos. Aos poucos, todas estas grotescas criaturas foram varridas dos mapas, mas talvez não da imaginação de quem vive no mar.
Livro explica como eram criados os monstros nos mapas antigos
Crédito: British Library, Add. MS 24065)
Livro explica como eram criados os monstros nos mapas antigos
(Crédito: British Library, Maps.C.2.c.5., map 45)
livro explica como eram criados os monstros marinhos dos mapas antigos
(Crédito: Library of Congress)
livro explica como eram criados os monstros marinhos dos mapas antigos
(Crédito: National Library of Sweden, shelfmark KoB 1 ab)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O estilo Barroco na BD de Luís Diferr

O álbum de BD "Portugal" de Luís Diferr pode ser também mostrado aos alunos para observarem os belos desenhos do Estilo Barroco, venham espreitar!
 
As grandes construções
O reinado de D. João V foi marcado pela construção de obras monumentais, possíveis devido ao ouro do Brasil.
O estilo da época é o Barroco que se caracteriza pela abundância de decoração e pelo uso de linhas curvas. Igrejas e palácios são decorados com talha dourada, azulejos e mármore.
 
 
Desenvolveu-se a ourivesaria, a cerâmica, a pintura, a azulejaria, o mobiliário, a música ...

 

O ESTILO BARROCO


O estilo barroco nasceu em Roma, Itália, e rapidamente se espalhou pela Europa. Era uma arte espectacular e faustosa, que serviu, admiravelmente, a necessidade que os os governos absolutistas, as igrejas cristãs e a burguesia sentiam de impressionar e deslumbrar o povo.


 
"Portugal" pág. 30 e 31, Convento de Mafra
O nome "barroco" tem origem na palavra espanhola barueco que significa "pérola de forma irregular.
Em Portugal, o estilo barroco atingiu o seu esplendor com D. João V,- barroco joanino - que, graças ao ouro do Brasil contratou artistas estrangeiros e mandou realizar várias obras de arte. As criações dos artistas portugueses é visível nos altares de talha dourada e nos painéis de azulejos, em azul e branco, que embelezam igrejas, salões, escadarias e jardins.


“PORTUGAL”, pág. 34, O Aqueduto das Águas Livres em Lisboa
Durante este período foram construídos, em Portugal, grandes obras de arte de que destacamos: o Convento e a Biblioteca do Convento de Mafra, a Torre dos Clérigos no Porto, a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, a Igreja e escadas do Bom Jesus de Braga, o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego, o Palácio do Freixo no Porto, o Aquedto das Águas Livres e o Solar de Mateus em Vila Real.
 

 





As belas ilustrações deste álbum de BD não deixam ninguém indiferente.
 
 
Fontes:
http://passadocurioso.blogspot.com/2008/11/estilo-barroco.html
http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/11.6.htm
http://criadoresdarte.blogspot.com/2011/03/portugal_14.html
http://luisdiferrart.blogspot.com/2011/03/portugal.html

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A CRISE DO SÉCULO XIV

A Peste Negra

A Peste Negra foi uma epidemia que atingiu a Europa, a China, o Médio Oriente e outras regiões do Mundo durante o século XIV (1347-1350), matando um terço da população da Europa e proporções provavelmente semelhantes nas outras regiões. A peste não só dizimou a população como largamente veio agravar as condições de vida de uma Europa já muito fustigada por fomes e guerras.


Durante o período de revolução e de catástrofe que causou, instituições milenares como a Igreja Católica foram questionadas, novas formas de religião místicas e de pensar prosperaram e minorias inocentes como os leprosos e os Judeus foram perseguidas e acusadas de serem a causa da peste.
A peste negra
era provocada pelas pulgas dos ratos.

A Peste Negra em Portugal

Em nome de Deus Amén.
Porque em o ano da era de 1386 (1348) anos veio a pestilência, a mor­tandade por todo o mundo foi tão grande que não ficou viva a dízima dos homens que então aí havia, e em todo o dito ano morreram o prior e o chantre (o mestre do coro) e todos os raçoeiros (os que recebiam parte da renda dos mosteiros) da igreja de S. Pedro de Almedina de Coimbra uns depois dos outros todos em um mês. Virgínia Rau, Un document portugais sur Ia peste noire de 1348, Separata de Annales du Midi, 1966
Físico que tratava das pessoas com peste negra.

Vê este powerpoint:

Viver no século XIV era ter a morte à espreita... morria-se de fome, de peste e na guerra. Por toda a Europa, a Peste Negra devastou populações inteiras de aldeias e cidades.

Quebra Demográfica

Os ratos transmitiam esta doença altamente contagiosa que matava em poucos dias. Todo este cenário de perigo aumentava com as guerras que pareciam intermináveis, como a Guerra dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra.

A peste, a guerra e as fomes também atingiram Portugal.

Quebra na agricultura

Para melhorar a situação da agricultura e evitar o abandono dos campos, D. Fernando publicou a Lei das Sesmarias: obrigava todos os donos de terras a fazê-las cultivar, sob pena de ficarem sem elas, e obrigava mendigos e vadios a trabalharem, sobretudo na agricultura.
Para proteger o comércio externo, fundou a Companhia das Naus: uma espécie de seguro destinado aos que perdessem os barcos.
Contudo, a situação do país agrava-se com a morte de D. Fernando, em 1383.

Após a morte de D. Fernando em 1383, instalou-se uma crise dinástica. Quem iria suceder-lhe no trono?

D. Beatriz, sua filha casada com o rei de Castela ou D. João Mestre de Avis, meio irmão do rei falecido?

A subida ao trono, em 1385, de D. João I e a derrota dos castelhanos em Aljubarrota, garantiram a independência de Portugal e a abertura de uma nova etapa da história nacional: a expansão marítima.

Batalha de Aljubarrota


O Século XIV em Portugal

1315/19 - Fome (devido à destruição de semen­teiras por chuvas abundantes)

1333 - Fome (seca)

1348 - Peste Negra

1355/56 - Crise de cereais (seca)

1361 - Epidemias

1364/66 - Peste e crise de cereais (falta de mão­-de-obra)

1371/72 - Crise de cereais (guerra e inunda­ções)

1384 - Surto de peste (um dos maiores de sempre no país)

1384/87 - Crise de cereais (guerra com Castela)

1391/92 - Crise de cereais (falta de mão-de-obra)

1394 - Fome (falta de mão-de-obra)

Soluções para a crise

Com vista a resolver os problemas do mundo rural, os reis portugueses tomaram várias medidas. D. Afonso IV, em 1349, enviou aos concelhos do Reino as "Leis do Trabalho" e D. Fernando, em 1375, publicou a Lei das Sesmarias .

De acordo com estas leis, determinou-se o seguinte:

. os proprietários rurais eram obrigados a cultivar as suas terras;

. todos os que abandonaram a agricultura deviam voltar aos trabalhos agrícolas;

. os salários eram tabelados, de modo a evitar abusos;

. a mendicidade era proibida, de forma a conseguir-se mão-de-obra para a agricultura.

CONTEÚDOS DE HISTÓRIA 8º ano:


* Crise do século XIV;
* Descobrimentos Europeus nos séculos XV e XVI;
* O Movimento Renascentista e a Reforma no mesmo período;
* Portugal e a Europa no Antigo Regime, séculos XVII e XVIII;
* A Revolução Industrial e as Revoluções Liberais no século XVIII;

JOGO DO LOTO DOS DESCOBRIMENTOS - Avaliação de cadernos

PERSONAGENS DA ÉPOCA DOS DESCOBRIMENTOS

CIENTISTAS, NAVEGADORES, HUMANISTAS, ESCRITORES
Para rever a matéria, levei aos alunos um jogo muito antigo que, de uma forma lúdica, ensina os principais personagens da época dos Descobrimentos. Tenho este jogo há mais de vinte anos, está velhinho mas esta geração ainda gosta de o jogar.
Caderno da Patrícia - Bom

Começo por mostrar os cartões com as personagens que eles vão desenhando no caderno juntamente com frases que caracterizam brevemente cada uma.

Este trabalho leva algumas aulas mas no final compensa, pois quando eu distribuo os cartões de loto por grupos e quando digo o nome do personagem que tenho na mão, eles falam da sua biografia e muitas vezes acertam em coro.
Caderno da Ana Pereira - MBom
Caderno da Raquel - MBom
Caderno da Patrícia - Bom
Fernão de Magalhães - Fez a primeira viagem à volta do mundo, viagem de circum-navegação;
- Grande historiador e humanista, chegou a ser preso pela Inquisição;Damião de Góis.
Duarte Pacheco Pereira - Foi um grande geógrafo e cosmógrafo, desenhava os mapas das viagens;
- Rei que incentivou muito os Descobrimentos Portugueses;D. João II.
D. Manuel I - Durante o seu reinado os portugueses foram à Índia e ao Brasil;
- Fez várias viagens ao serviço do Infante D. Henrique;Diogo Gomes.
- Escreveu várias crónicas de viagem;Gomes Eanes de Zurara.
João Gonçalves Zarco - Descobriu o arquipélago da Madeira;
Diogo Cão - Chegou à foz do Zaire e à costa de Angola;
- Médico e escritor, foi para a Índia para fugir à Inquisição;Garcia da Orta.
- Descobriu o caminho marítimo para a Índia;Vasco da Gama.
- Escreveu os Lusíadas;Luís de Camões.
- É o pai do teatro português;Gil Vicente.
D. João de Castro - Escreveu a obra “Roteiros”;
- Chegou ao Canadá e à Gronelândia, desapareceu num naufrágio;Gaspar Corte Real.
- Matemático e cientista, inventou o nónio;
- Descobriu o Brasil em 1500; Pedro Álvares Cabral.
- Passou o Cabo da Boa Esperança;Bartolomeu Dias
Infante D. Henrique - Fundou uma escola náutica em Sagres;
Fernão Mendes Pinto. - Foi um dos primeiros portugueses a chegar ao Japão, escreveu a obra “Peregrinação”.
- Chegou ao Cabo Verde e trouxe os primeiros escravos negros;
Dinis Dias.
- Escreveu a “Carta do Achamento do Brasil”; PêroVaz de Caminha.
- Passou o Cabo Bojador;Gil Eanes.
- Descobriu o arquipélago da Madeira;Tristão Vaz Teixeira
Estudem muito que há teste na próxima semana. Bom Trabalho!