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segunda-feira, 15 de abril de 2013

A CRISE DO SÉCULO XIV

A Peste Negra

A Peste Negra foi uma epidemia que atingiu a Europa, a China, o Médio Oriente e outras regiões do Mundo durante o século XIV (1347-1350), matando um terço da população da Europa e proporções provavelmente semelhantes nas outras regiões. A peste não só dizimou a população como largamente veio agravar as condições de vida de uma Europa já muito fustigada por fomes e guerras.


Durante o período de revolução e de catástrofe que causou, instituições milenares como a Igreja Católica foram questionadas, novas formas de religião místicas e de pensar prosperaram e minorias inocentes como os leprosos e os Judeus foram perseguidas e acusadas de serem a causa da peste.
A peste negra
era provocada pelas pulgas dos ratos.

A Peste Negra em Portugal

Em nome de Deus Amén.
Porque em o ano da era de 1386 (1348) anos veio a pestilência, a mor­tandade por todo o mundo foi tão grande que não ficou viva a dízima dos homens que então aí havia, e em todo o dito ano morreram o prior e o chantre (o mestre do coro) e todos os raçoeiros (os que recebiam parte da renda dos mosteiros) da igreja de S. Pedro de Almedina de Coimbra uns depois dos outros todos em um mês. Virgínia Rau, Un document portugais sur Ia peste noire de 1348, Separata de Annales du Midi, 1966
Físico que tratava das pessoas com peste negra.

Vê este powerpoint:

Viver no século XIV era ter a morte à espreita... morria-se de fome, de peste e na guerra. Por toda a Europa, a Peste Negra devastou populações inteiras de aldeias e cidades.

Quebra Demográfica

Os ratos transmitiam esta doença altamente contagiosa que matava em poucos dias. Todo este cenário de perigo aumentava com as guerras que pareciam intermináveis, como a Guerra dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra.

A peste, a guerra e as fomes também atingiram Portugal.

Quebra na agricultura

Para melhorar a situação da agricultura e evitar o abandono dos campos, D. Fernando publicou a Lei das Sesmarias: obrigava todos os donos de terras a fazê-las cultivar, sob pena de ficarem sem elas, e obrigava mendigos e vadios a trabalharem, sobretudo na agricultura.
Para proteger o comércio externo, fundou a Companhia das Naus: uma espécie de seguro destinado aos que perdessem os barcos.
Contudo, a situação do país agrava-se com a morte de D. Fernando, em 1383.

Após a morte de D. Fernando em 1383, instalou-se uma crise dinástica. Quem iria suceder-lhe no trono?

D. Beatriz, sua filha casada com o rei de Castela ou D. João Mestre de Avis, meio irmão do rei falecido?

A subida ao trono, em 1385, de D. João I e a derrota dos castelhanos em Aljubarrota, garantiram a independência de Portugal e a abertura de uma nova etapa da história nacional: a expansão marítima.

Batalha de Aljubarrota


O Século XIV em Portugal

1315/19 - Fome (devido à destruição de semen­teiras por chuvas abundantes)

1333 - Fome (seca)

1348 - Peste Negra

1355/56 - Crise de cereais (seca)

1361 - Epidemias

1364/66 - Peste e crise de cereais (falta de mão­-de-obra)

1371/72 - Crise de cereais (guerra e inunda­ções)

1384 - Surto de peste (um dos maiores de sempre no país)

1384/87 - Crise de cereais (guerra com Castela)

1391/92 - Crise de cereais (falta de mão-de-obra)

1394 - Fome (falta de mão-de-obra)

Soluções para a crise

Com vista a resolver os problemas do mundo rural, os reis portugueses tomaram várias medidas. D. Afonso IV, em 1349, enviou aos concelhos do Reino as "Leis do Trabalho" e D. Fernando, em 1375, publicou a Lei das Sesmarias .

De acordo com estas leis, determinou-se o seguinte:

. os proprietários rurais eram obrigados a cultivar as suas terras;

. todos os que abandonaram a agricultura deviam voltar aos trabalhos agrícolas;

. os salários eram tabelados, de modo a evitar abusos;

. a mendicidade era proibida, de forma a conseguir-se mão-de-obra para a agricultura.

CONTEÚDOS DE HISTÓRIA 8º ano:


* Crise do século XIV;
* Descobrimentos Europeus nos séculos XV e XVI;
* O Movimento Renascentista e a Reforma no mesmo período;
* Portugal e a Europa no Antigo Regime, séculos XVII e XVIII;
* A Revolução Industrial e as Revoluções Liberais no século XVIII;

JOGO DO LOTO DOS DESCOBRIMENTOS - Avaliação de cadernos

PERSONAGENS DA ÉPOCA DOS DESCOBRIMENTOS

CIENTISTAS, NAVEGADORES, HUMANISTAS, ESCRITORES
Para rever a matéria, levei aos alunos um jogo muito antigo que, de uma forma lúdica, ensina os principais personagens da época dos Descobrimentos. Tenho este jogo há mais de vinte anos, está velhinho mas esta geração ainda gosta de o jogar.
Caderno da Patrícia - Bom

Começo por mostrar os cartões com as personagens que eles vão desenhando no caderno juntamente com frases que caracterizam brevemente cada uma.

Este trabalho leva algumas aulas mas no final compensa, pois quando eu distribuo os cartões de loto por grupos e quando digo o nome do personagem que tenho na mão, eles falam da sua biografia e muitas vezes acertam em coro.
Caderno da Ana Pereira - MBom
Caderno da Raquel - MBom
Caderno da Patrícia - Bom
Fernão de Magalhães - Fez a primeira viagem à volta do mundo, viagem de circum-navegação;
- Grande historiador e humanista, chegou a ser preso pela Inquisição;Damião de Góis.
Duarte Pacheco Pereira - Foi um grande geógrafo e cosmógrafo, desenhava os mapas das viagens;
- Rei que incentivou muito os Descobrimentos Portugueses;D. João II.
D. Manuel I - Durante o seu reinado os portugueses foram à Índia e ao Brasil;
- Fez várias viagens ao serviço do Infante D. Henrique;Diogo Gomes.
- Escreveu várias crónicas de viagem;Gomes Eanes de Zurara.
João Gonçalves Zarco - Descobriu o arquipélago da Madeira;
Diogo Cão - Chegou à foz do Zaire e à costa de Angola;
- Médico e escritor, foi para a Índia para fugir à Inquisição;Garcia da Orta.
- Descobriu o caminho marítimo para a Índia;Vasco da Gama.
- Escreveu os Lusíadas;Luís de Camões.
- É o pai do teatro português;Gil Vicente.
D. João de Castro - Escreveu a obra “Roteiros”;
- Chegou ao Canadá e à Gronelândia, desapareceu num naufrágio;Gaspar Corte Real.
- Matemático e cientista, inventou o nónio;
- Descobriu o Brasil em 1500; Pedro Álvares Cabral.
- Passou o Cabo da Boa Esperança;Bartolomeu Dias
Infante D. Henrique - Fundou uma escola náutica em Sagres;
Fernão Mendes Pinto. - Foi um dos primeiros portugueses a chegar ao Japão, escreveu a obra “Peregrinação”.
- Chegou ao Cabo Verde e trouxe os primeiros escravos negros;
Dinis Dias.
- Escreveu a “Carta do Achamento do Brasil”; PêroVaz de Caminha.
- Passou o Cabo Bojador;Gil Eanes.
- Descobriu o arquipélago da Madeira;Tristão Vaz Teixeira
Estudem muito que há teste na próxima semana. Bom Trabalho!

Quem descobriu o Brasil?

Quem descobriu o Brasil?


frota.jpg
A Carta de Pêro Vaz de Caminha
“A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem caso de encobrir ou deixar de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa, nem lhes põe estorvo no falar, nem no comer e beber. (…)
Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta antes do que sobre-pente, de boa grandeza, rapados todavia por cima das orelhas. E um deles trazia por baixo da solapa, de fonte a fonte, na parte detrás, uma espécie de cabeleira, de penas de ave amarela, que seria do comprimento de um coto, mui basta e mui cerrada, que lhe cobria o toutiço e as orelhas. E andava pegada aos cabelos, pena por pena, com uma confeição branda como, de maneira tal que a cabeleira era mui redonda e mui basta, e mui igual, e não fazia míngua mais lavagem para a levantar.” (…)
Julio Pomar
interpretando a carta de
Pero Vaz de Caminha
...

...

Leste um excerto da carta e viste a pintura de Júlio Pomar.
Desenha no teu caderno as pessoas descritas por Pêro Vaz de Caminha.
Sabem que diariamente, recebemos neste blogue a visita de centenas de leitores brasileiros?
A eles um muito obrigada pelas visitas a este cantinho da nossa pátria comum - a língua portuguesa.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O Nosso Primeiro Rei

D. Afonso Henriques e a Formação de Portugal


Entre os séculos XI e XIII, as lutas entre cristãos e muçulmanos foram muito renhidas. Vários reinos e condados cristãos se formaram então.
Os reis cristãos da Península Ibérica pediam ajuda a outros reis da Europa que enviavam cavaleiros cristãos - os Cruzados.

Entre estes cruzados destacaram-se D. Henrique e D. Raimundo, dois cavaleiros franceses.

A Árvore Genealógica de D. Afonso Henriques, caderno da Beatriz do 5ºB.
Como recompensa pela ajuda prestada na luta contra os muçulmanos, o rei de Leão (D. Afonso VI) deu a D. Raimundo o Condado da Galiza e uma das suas filhas, D. Urraca, (filha legítima) para casar; a D. Henrique, o Condado Portucalense e outra sua filha (filha ilegítima), D. Teresa, em casamento, no ano de 1096.

O Condado Portucalense situava-se entre os rios Minho e Mondego e tinha a sua sede no Castelo de Guimarães. A D. Henrique competia a defesa e o governo do Condado. Não era, no entanto, independente pois devia obediência, lealdade e ajuda militar ao rei de Leão, que era o governante máximo. D. Henrique, guerreiro valente e bom governante, sempre desejou tornar o Condado Portucalense independente do reino de Leão.
A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA
A D. Afonso Henriques não bastava a autonomia do Condado Portucalense;
ele queria a sua total independência.
Para tal, teve de lutar em várias frentes:
  1. Era necessário combater o rei de Leão, a norte, para ficar com o território independente.
  2. Era necessário alargar o condado para sul contra os muçulmanos - prosseguir a Reconquista.
  3. E era preciso arranjar maneira que o futuro reino de Portugal fosse reconhecido pelos outros reinos, principalmente pelo Papa.
    É que, no século XI, o Papa era mais importante que os reis e todos respeitavam as suas decisões e opiniões.
    E foi esta a política de D. Afonso Henriques para fundar o reino de Portugal!
A sua luta veio a ter sucesso:
o rei de Leão e Castela reconheceu a independência de Portugal: Tratado de Zamora, assinado em 1143;
o território português foi alargado até à linha do rio Tejo;
o Papa reconhece o reino de Portugal em 1179, através da Bula Manifestis Probatum.
Vê aqui um filme sobre a vida do nosso primeiro Rei:
http://www.youtube.com/watch?v=LgSgL9ObAs0
Resolve os exercícios:



Fontes: