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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

"DEPOIS DO ADEUS" a nova série que aborda o tema dos retornados

"Sendo uma série histórica, Depois do Adeus exigiu uma extensa pesquisa e uma cuidadosa preparação de cenários de época, que ao longo dos 26 episódios são o palco das vivências das famílias retornadas. Para o protagonista José Carlos Garcia, ele próprio “um retornado”, “os mais novos vão perceber as história e os mais velhos vão identificar-se com ela”. “Eu vivi esta época na idade do meu filho e sinto-me a representar o meu pai“, diz ainda, acreditando que se trata de uma reprodução fiel, embora ficcionada, da realidade. Já o jovem ator João Arrais, que interpreta o filho mais novo da família, destaca que aprendeu ”em primeira mão o que as pessoas sentiram“.
A SINOPSE
Álvaro e Maria do Carmo Mendonça viviam felizes em Angola. Ele era um empresário de sucesso e ela uma dona de casa tranquila. Juntos têm dois filhos, Ana Maria e João, que estudavam e viviam a adolescência em Luanda. Isto até estalar a guerra civil – a violência propaga-se e desaparecem o bem-estar e a ordem estabelecidos.
Deixando para trás todos os pertences de uma vida de trabalho, a família volta à Metrópole em julho de 1975 juntamente com mais 500 mil pessoas, naquele que foi o maior êxodo da história do povo português.
Em Lisboa, no pequeno apartamento de Joaquim e Natália Cardoso, cunhado e irmã de Álvaro, encontram a base para reconstruir as suas vidas. No entanto, naquele Verão quente, a integração não seria fácil. Portugal estava reduzido às suas dimensões de pequeno rectângulo e, num processo revolucionário algo turbulento, o regresso acontece com desconfiança por parte dos que já estavam no país e perante a necessidade de reconquistar, com trabalho, o direito a viver.
Cada episódio iniciar-se-à com um acontecimento relevante da época, utilizando imagens de arquivo da RTP para fazer este flashback. Depois do Adeus retrata um outro tempo nas estórias de uma família que é estranha na sua própria terra.
MAIS DO QUE UMA SÉRIE DE TELEVISÃO
Mas Depois do Adeus não se fica pela televisão. A rádio transmite “a outra parte, aquilo que é realidade”, afirma Rui Pêgo. Acrescenta que se trata de um “caminho de convergência entre rádio e televisão que é original”, que a RTP tem vindo a percorrer, e que a nova série pretende superar.
Porque o retorno a Portugal foi, para muitos, uma necessidade e uma oportunidade de “começar de novo”, este é o nome do programa que estreou já no passado domingo, dia 13, às 13 horas, na Antena 1. Começar de Novo, com apresentação de Iolanda Ferreira, recorda os anos 75 e 76 através de relatos de portugueses que viveram na pele a experiência de viver nas colónias e regressaram à metrópole. “Pela primeira vez os protagonistas da história vão poder dizer o que viveram”, destaca Rui Pêgo.
Para além do programa, estará também disponível online uma web rádio de oportunidade, a Antena 1 Memória, com a missão de reviver a história refletindo o ambiente sonoro da época. Cerca de 800 canções e outros grandes marcos dos anos 70 farão parte desta rádio, idealizada por João Gobern e António Macedo.
A complementar toda esta panóplia de plataformas, Depois do Adeus tem ainda uma página de Facebook, um site e um blogue, com “vídeos e testemunhos de pessoas que viveram este período” e “cenários e peças de época”. Engloba também um espaço intitulado “Conte-nos a sua História”, de partilha de experiências, com base no qual “vamos produzir uma série documental na perspectiva das pessoas que viveram este período da história”, afirma o diretor de programas da RTP."
Isto vai doer muito mas não posso perder esta série!
Bibliografia actualizada sobre este tema:
Fonte:

sexta-feira, 14 de março de 2014

A Abolição da Pena de Morte em Portugal

Ficheiro:Pisanello 010.jpg

Portugal assumiu uma posição de vanguarda, comparativamente ao resto da Europa, relativamente à  abolição da pena de morte. Portugal foi, de facto, o primeiro país a adoptá-la sob a forma de lei na Reforma Penal de 1867, recebendo aplausos entusiastas de importantes figuras europeias.



As posições que Portugal assumiu relativamente a esta matéria são, em grande parte, fruto da influência das doutrinas humanitaristas do italiano marquês de Beccaria, a partir de 1764. Salienta-se a acção de Pascoal José de Mello Freire que, por ordem da rainha D. Maria I, elabora um projecto de Código Criminal onde transparecem as doutrinas preconizadas por Beccaria. É cauteloso quando aborda a questão da pena de morte, porque não esquece que o paí­s conservava muito arraigada a tradição do direito penal clássico, considerando perigosa a aplicação daquela doutrina na sua total expressão. No entanto, contém em si a semente da renovação. Ribeiro dos Santos, outra das figuras de destaque, pode considerar-se o primeiro abolicionista pelas opiniões que emite no seu estudo acerca desta matéria no Jornal de Coimbra, em 1815, em defesa da desnecessidade e inconveniência da pena de morte.



Para além dos escritos teóricos, foram também publicadas algumas leis avulsas que denotam uma certa permeabilidade À  ideia de abolição, como é o caso do decreto promulgado por D. João VI em 1801, que comuta a pena de morte dos condenados noutros castigos, salvo os autores de crimes extremamente graves. Em 1772 ocorreu a última condenação à  pena de morte de uma mulher. Assim, desde o reinado de D. Maria I que deixou de vigorar a pena de morte aplicada a mulheres. Foi de facto com o movimento liberal que se caminhou para uma resolução definitiva. Na Constituição de 1822, um dos artigos proclamava a abolição das penas cruéis e infamantes, mas nada dizia acerca da pena de morte. No Código Penal de 1837 continua-se a preconizar o seu uso. No entanto, a Reforma Judiciária de 1832 introduzia uma novidade: a possibilidade do recurso à  clemência régia. A última execuçao capital ocorreu em Lagos, em 1846. O Acto Adicional de 1852 abolia a pena de morte para delitos polí­ticos.

Em 1867 consagra-se na Reforma Penal e das Prisões a abolição da pena de morte para todos os crimes.

Fontes:

http://www.infopedia.pt/$abolicao-da-pena-de-morte-em-portugal;jsessionid=6UD-WfLFeopUWFWeyxf7og

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A Revolta do Manuelinho

No ano de 1637 dá-se a Revolta do Manuelinho  que foi um movimento popular também conhecido como as Alterações de Évora ou o Motim de Évora, na região do Alentejo central, em Portugal.

Este levantamento civil fez parte de uma sucessão de actos de insurreição designados como motins de fome por parte dos portugueses contra a Dinastia Filipina, dadas as difíceis condições de vida e o aumento dos impostos ordenados pelo domínio castelhano na zona desde 1580, convertendo-se no movimento de sublevação mais importante que iria culminar na Guerra de Restauração da independência portuguesa, desenrolada nos anos posteriores entre 1640 e 1668.


Antecedentes da Revolta do Manuelinho

O rei D. Filipe III, outorgou poderes plenipotenciários a Gaspar Felipe de Guzmán, Conde de Olivares e Duque de Sanlúcar la Mayor.
Este, exercendo como Primeiro-ministro ordenou uma série de drásticas medidas económicas com o fim de obter recursos para subvencionar os diferentes conflitos contra a Holanda, Reino Unido e a França, entre outros, países que tentavam quebrar a hegemonia da Espanha na política e na economia europeias.
Foi neste contexto histórico que o povo, descontente com as medidas políticas e económicas dispostas pelo império espanhol, começou a amotinar-se.
No ano de 1628, eclodiu no Porto a revolta conhecida como o “Motim das Maçarocas”, contra o imposto agravado do linho fiado. Neste distúrbio, as fiandeiras sublevadas atacaram à pedrada Francisco de Lucena, que era o encarregado de cobrar a taxa do novo imposto.
Dado no ano de 1637, a Revolta do Manuelinho foi um movimento popular também conhecido como as Alterações de Évora ou o Motim de Évora, na região do Alentejo central, em Portugal
Dado no ano de 1637, a Revolta do Manuelinho foi um movimento popular também conhecido como as Alterações de Évora ou o Motim de Évora, na região do Alentejo central, em Portugal
Já no ano 1631, o governo decretou também o pagamento de metade do salário anual (meia-anata) dos funcionários públicos do estado. Pela mesma época, estabeleceu o monopólio estatal sobre o sal, assim como a criação de um novo imposto sobre a água, já existente em Lisboa, mas agora generalizado a todo o território português, conhecido como o real de água.


O Povo de Évora e a Revolta do Manuelinho

Perante a indignação geral pelas medidas económicas adotadas no reino, o povo de Évora decidiu-se pela desobediência civil frente aos representantes do governo, neste caso o Corregedor André de Morais Sarmento e o desrespeito às instituições religiosas, na figura do Arcebispo.
Com o intuito de começar a revolta incitando aos eborenses, apareceram na cidade uns panfletos onde os revoltosos responsáveis assinaram sob o nome de Manuelinho, conhecido demente da região e contando com o apoio da Ordem dos Jesuítas da Universidade de Évora. Desta forma os impulsionadores do movimento, que ao que parece, eram o Escrivão e o Procurador do povo, ficavam protegidos pelo anonimato.
A multidão enfurecida atacou e queimou os livros dos assentos onde eram anotadas as contribuições, exigindo o fim do governo da Dinastia Filipina e o retorno de uma dinastia portuguesa.

Consequências da Revolta do Manuelinho
Rapidamente o movimento impulsionou por todo o país novas insurreições noutras localidades do Alentejo, do Algarve e em algumas povoações do Minho, em cidades como Portel, Faro, Albufeira, Vila Viçosa, Setúbal e Viana do Castelo, entre outras, até conseguir atingir a cidade de Porto.
O movimento revolucionário do Manuelinho foi reprimido pelas tropas castelhanas até princípios de 1638, sem se conseguir a queda do governo filipino em Lisboa, este foi o antecedente principal para o nascimento de um grupo nacionalista português conhecido como Os Conjurados, constituídos por cerca de cinquenta homens nobres, militares e clérigos. Este grupo dirigiria o povo lusitano para a vitória da revolução, onde finalmente aclamariam D. João IV, da Dinastia de Bragança, como novo soberano do território português, restaurando a sua independência do império espanhol, dando inicio à quarta e última dinastia portuguesa.

Fonte:
- See more at: http://www.historiadeportugal.info/revolta-do-manuelinho/#sthash.um1LD0CP.dpuf
http://www.jornalmapa.pt/2013/03/26/a-revolta-do-manuelinho/

Como eram criados os monstros nos mapas antigos?

No teu manual de HGP de 5º ano aparecem figuras de Monstros e seres Mitológicos que assustavam os marinheiros no tempo dos Descobrimentos. Podes ler mais sobre esse assunto.
A evolução dos montros marinhos nos mapas medievaisEntre os séculos X e XIV os oceanos seriam dominados por seres e criaturas grotescas, de acordo com diversos mapas. Imaginem o temor que marinheiros de primeira viagem sentiam quando se aventuravam por mares nunca antes navegados, como na época da chegada dos portugueses à América ou Ásia.
Não é de se duvidar que até pouco tempo antes da épica partida da corte portuguesa para o Brasil, numa viagem que durou quase dois meses (novembro de 1807 a janeiro de 1808), o medo do oceano e seus perigos assombrasse ainda as mentes de muitos dos membros da corte.
Agora, estes monstros marinhos esquecidos nos mapas voltam à vida nas páginas de um novo livro dedicado à análise destas figuras e de seu processo de criação pelos antigos ilustradores. “Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps” (Monstros Marinhos nos Mapas Renascentistas e Medievais, em uma tradução livre), de Chet Van Duzer (British Library, 2013) traça a evolução destas míticas criaturas.
A obra aborda o modo como os cartógrafos usavam a arte para ilustrar regiões misteriosas e inexploradas do planeta e seus possíveis perigos.
Livro explica como eram criados os monstros nos mapas antigos
Apesar de uma boa dose de imaginação, muitos destes seres fantásticos são inspirados em animais reais, que ganharam uma versão marinha grotesca. São os casos de serpentes marinhas engolindo barcos, bestas mitológicas, baleias e morsas, estes últimos seres considerados monstros pelos artistas medievais e renascentistas.
Também nota-se a presença de polvos gigantes e sereias sedutoras. Os mapas, apesar da presença de monstros, tinham seu valor científico e, de acordo com o autor do livro, em alguns casos as ilustrações das bestas marinhas até aumentavam o seu valor.
Retratos de baleias e outras criaturas tornaram-se mais realísticos no começo do século XVII. Depois disso, os navios começaram a ser desenhados exercendo domínio sobre estes seres míticos. Aos poucos, todas estas grotescas criaturas foram varridas dos mapas, mas talvez não da imaginação de quem vive no mar.
Livro explica como eram criados os monstros nos mapas antigos
Crédito: British Library, Add. MS 24065)
Livro explica como eram criados os monstros nos mapas antigos
(Crédito: British Library, Maps.C.2.c.5., map 45)
livro explica como eram criados os monstros marinhos dos mapas antigos
(Crédito: Library of Congress)
livro explica como eram criados os monstros marinhos dos mapas antigos
(Crédito: National Library of Sweden, shelfmark KoB 1 ab)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Exposição de castelos do 6ºA na Biblioteca da Escola

Os alunos do 6º A fizeram trabalhos maravilhosos para poderem levantar as notas da disciplina de História.
Vejam como são uns artistas!
O castelo do Francisco Silva

O castelo do Tiago, da Marta e da Filipa

O castelo do Tomás, do Miguel e da Carolina

O castelo do António
O castelo da Joice

Dois belos castelos dos alunos do 6º A

O castelo da Cátia

O castelo da Cristiana

O castelo do Diogo

O castelo do Gonçalo

O castelo do João

O castelo da Jet

O castelo do Luís


Parabéns! Fizeram castelos dignos de contos de fadas.