Mostrar mensagens com a etiqueta OlindaGil1. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta OlindaGil1. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A MINHA PARTICIPAÇÃO NA EXPOSIÇÃO COLECTIVA “DUELO DE ROSAS – SENSUALIDADES”na Covilhã

O espaço do antigo café Montalto transformou-se em galeria

 de Arte para acolher uma exposição que reúne mais de 150

 obras de mais de 40 artistas. 






Esta mostra designada de “Duelo das Rosas –

 Sensualidades” foi inaugurada no sábado, 14 de Fevereiro, 

pelas 16h. 



Participei com a tela "Noites loucas do Número Uno"






Foram muitos os artistas presentes que manifestaram a sua

 satisfação por  exporem as obras num local central e

 frequentado por grande número de visitantes, expressando

 a nostalgia do tempo em que as exposições se realizavam

 ali ao lado, no posto de turismo que funcionava nas arcadas

 da câmara.







A exposição dinamizada pela equipa dos Museus Municipais

 apresenta, segundo opinião desta, grande qualidade e

 aspectos pioneiros na cidade como o facto de se trazerem

 obras emblemáticas de conceituados museus nacionais.

 Uma das peças que atrai mais atenções é a “cabrocha 

brasileira” um quadro do conhecido pintor covilhanense,

 Eduardo Malta, cedido temporariamente pelo Museu José

 Malhoa.








.
Ainda de acordo com a coordenação da exposição, é


 possível ao visitante observar como a temática da

 sensualidade foi tratada artisticamente desde as primeiras

 décadas do século XX até aos nossos dias, na pintura, 

escultura, fotografia e instalação.
.
Esta mostra estará patente ao público até 15 de Abril, o 

horário de funcionamento é de terça a domingo entre as 10h

 e as 18h e a entrada é livre.



Fontes:
 http://beira.pt/portal/noticias/duelo-das-rosas-sensualidades-em-exposicao-no-espaco-montalto-na-covilha/
 http://www.urbi.ubi.pt/pag/13686

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.862220327183698.1073742352.100570893

Actualização da Biografia e Exposições da Pintora Olinda Gil

BIOGRAFIA e algumas obras de Olinda Gil
 Olinda nasceu a 9 de Agosto de 1963 na Covilhã, Serra da Estrela. Com 5 anos parte para Moçambique onde o pai já se encontrava.
Almas Africanas
 Foi criada em Moçambique, de lá é a sua alma e o seu primeiro encontro (e acaso o maior) com a felicidade. O pai era dono da Africarte - loja e galeria de arte -, em Nacala, uma cidade do norte de Moçambique e desde criança ficou sob o sortilégio da arte africana. Em Nacala frequentou a pré-primária e a escola primária.
Sevilhanas em Ourique

Kokuanas
 Volta à Covilhã após a descolonização onde passa a adolescência e faz os estudos secundários.
Amigos de Malangatana
Aos 20 anos vai para Braga onde faz estudos superiores. É autodidacta nas Artes. Após o curso do Magistério Primário de Braga licencia-se em História e Ciências Sociais (ensino de) pela Universidade do Minho, em Braga. Profissionalizada no 2º ciclo pela Universidade do Minho e Profissionalizada no 3º ciclo e secundário pela Universidade Aberta, tem leccionado desde há 25 anos no Minho, nos Açores e no Alentejo.
O elefante do Parrot de Nacala
Em 2015, Olinda parte para Angola com saudades de àfrica e leciona sete anos na Escola Portuguesa de Luanda. Foi muito feliz em Angola e viveu grandes aventuras. Com a pandemia, a pintora e professora decide ir viver e trabalhar na ilha da Madeira onde, inspirada pela beleza da ilha, volta a pintar muito.
Amamentando
Exposições:

• Exposição na Escola EB 2,3 Gaspar Frutuoso, Ribeira Grande, 2000

• Exposição no Bar Alabote - restaurante-bar, Ribeira Grande, 2000

• Exposição no Bar Sentado em Pé - restaurante-bar, Ponta Delgada, 2000
• Exposição na Junta de Freguesia de Castro Verde - Dia da Mulher em Castro Verde, 2009
• Exposição na Escola Básica Aviador Brito Paes de Colos, Maio de 2010
• Exposição na Escola Secundária de Castro Verde, Abril de 2011
• Exposição Colectiva na Paradigma Art Gallery, Covilhã, Outubro de 2011

• Exposição no Espaço Garrett, Grândola, Novembro e Dezembro de 2011
• Exposição em Braga - Junta de Freguesia de S. Vicente - Fevereiro e Março de 2012
• Exposição em Oeiras – Galeria EntryDecor - Julho de 2012
• Exposição na Vidigueira – Salão das Artes – colectiva - Setembro de 2012

• Exposição nas Caldas da Rainha – Colectiva Artshow - Outubro de 2012
• Exposição em Linda-a-Velha – Centro Comunitário de Linda-a-Velha - Novembro de 2012
• Exposição em Aljustrel –Biblioteca Municipal - Março de 2013
• Exposição na Covilhã – Galeria Casa dos Magistrados - Junho de 2013
• Exposição em Ourique – Biblioteca Municipal - Julho de 2013
• Exposição na Covilhã – Bar Musicais - Julho de 2013
 • Exposição no Cercal do Alentejo – Biblioteca da Escola EB 2,3 - Novembro de 2013
• Exposição em Braga – Mosteiro de Tibães - Dezembro de 2013
• Exposição em Sines – Bar Substância – Janeiro e Fevereiro de 2014
Kanimambo
 • Exposição em Beja – Restaurante Espelho D´Água - Junho e Julho de 2014
        • Exposição em Castro Verde – Bar 7ª Arte – Julho e Agosto de 2014
        • Exposição em Paço D´Arcos – Restaurante Moçambicano "O Queque" – Setembro e Outubro de 2014
        • Exposição colectiva na covilhã – Espaço Montalto- Município da Covilhã - Fevereiro, Março e Abril de 2015
• Exposição na Madeira – Centro Cultural e Desportivo do Jardim do Mar - Município da Calheta - 15 de Março a 15 de Abril de 2026
Zambézia

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Da Covilhã para Nacala

Da Covilhã para Nacala, um pouco da minha história de vida presente no livro "Voltar" de Sarah Adamopoulos

Escola Primária de Nacala, 1969.
Os pais da professora de História Olinda Gil são da Covilhã. O pai, contabilista a exercer na indústria têxtil, recebeu, em 1967, uma proposta para ir trabalhar para Moçambique, tendo-lhe sido oferecidas condições remuneratórias excepcionais – qualquer coisa como quatro vezes o que ganhava em Portugal. Apesar da sua mulher se encontrar grávida, o pai de Olinda aceitou partir para Moçambique ainda no decorrer desse ano de 1967, pensando assim que seria mais sensato o nascimento do filho ocorrer em Portugal, e que, depois disso, a família poderia juntar-se-lhe. E assim foi, em 1968 Olinda Gil, então com cinco anos, viajou para Moçambique na companhia da mãe e dos irmãos, recordando ainda hoje essa chegada, “o calor, e o deslumbramento que foi descobrir as paisagens de Moçambique, e sobretudo as praias. Fomos viver para Nacala, no norte de Moçambique, distrito de Nampula, à beira-mar. É uma cidade que tem umas praias famosas, entre as quais a de Fernão Veloso .”
Nacala, Natal de 1968.
Tempos de felicidade, uma fase de ouro da vida da família, em grande medida devida às qualificações do pai de Olinda, que depressa viria a abrir a sua própria empresa de serviços de contabilidade. “As colónias precisavam de quadros qualificados, de modo que muita gente que tinha algumas habilitações – na altura bastava ter o antigo quinto ano dos liceus para se ser bancário, contabilista ou professor – foi-se embora, e Portugal Continental ficou com falta dessas pessoas com uma melhor preparação. Se Portugal já era miserável, com a partida dessa gente mais qualificada, ainda ficou pior. Em África ganhava-se bem e vivia-se muito bem, era normal que os portugueses quisessem “emigrar” para as colónias. No continente não havia horizontes. Mais tarde, o meu pai abriu uma loja de artesanato indígena (loja e galeria de arte) em Nacala, que aliás se tornou bastante conhecida. Muita gente recorda ainda hoje essa loja, onde se vendia arte africana, máscaras, estátuas, artesanato em marfim, em prata. Era também ali que os militares compravam as recordações para a família quando acabavam as comissões.”
Irmãos e primos de Nacala.
Recordação particularmente grata da infância de Olinda Gil era a das viagens que a família fazia a Portugal durante as férias escolares. Longas travessias oceânicas a bordo dos navios Angola e Moçambique, por exemplo, viagens que demoravam um mês, com escalas em várias cidades, caso de Durban e Cape Town, onde, no início dos anos 70, “já havia centros comerciais de vários andares com escadas rolantes e muitas lojas. Esses barcos saíam do porto de Nacala e paravam na Cidade da Beira, em Lourenço Marques, em Durban (onde me lembro de haver já então um grande oceanário), em Cape Town, em Moçâmedes, no Lobito, em Luanda, em S. Tomé e Príncipe e finalmente na Madeira. Eram navios enormes, onde havia tudo, piscina, um parque infantil, lojas, cabeleireiros, verdadeiros hotéis flutuantes. Para as crianças aquilo era um sonho.”
Em Nacala, Olinda Gil frequentou a pré-primária, fez toda a escola primária e teve aulas de patinagem e de natação – aprendizagens invulgares para crianças portuguesas da sua geração, que evidenciam o desenvolvimento da sociedade moçambicana quando comparada com a de Portugal Continental dessa época. Na Covilhã, a que Olinda e os seus irmãos chegaram no final de 1974, as crianças não faziam desporto; e as raparigas não andavam de calções. “ As primeiras crianças/adolescentes a andarem de bicicleta e de calção na nossa rua fomos nós, nunca ninguém tinha visto crianças naqueles preparos. Achavam aquilo um escândalo, andarmos a mostrar as pernas (como se fosse esse o objectivo) e a andar de bicicleta. Era uma sociedade muito moralista, a portuguesa da época.”
Mas para além desse choque societal, outros ainda estavam reservados à então pequena Olinda. Em Moçambique, tinha a certeza de estar em Portugal: “Na escola havia mapas e cartazes do Estado Novo onde estava escrito que ali (Moçambique) era Portugal. Portugal ia do Minho a Timor. Mas de repente deixámos de ser portugueses, e em Portugal mandavam-me para a minha terra e chamavam-me preta, a mim!, que era branquinha, sardenta e arruivada e que estava convencida de que Portugal era a minha terra. Como éramos crianças, conseguimos adaptar-nos. Mas os nossos pais ficaram magoados. Sentimos na pele essa mudança de realidade.”
Experiências que marcaram Olinda e a transformaram, como a muitos mais cujos reencontros a Internet tem favorecido: “Encontrei há tempos através da Internet uma amiga que andou comigo na escola de Nacala. Mantive também algumas ligações aos amigos de infância em Moçambique. Gosto de reencontrar essas pessoas. Não quero perder essa memória.”
Actualmente, Olinda Gil vive e trabalha no Alentejo, um lugar que considera ser, de todos os de Portugal continental, o mais parecido com África. A vastidão, o calor, e até mesmo o espírito do povo, evocam África, diz. Continua a sonhar com África e pinta paisagens e figuras da sua infância.
A nossa vida levou uma grande volta com o 25 de Abril, o que para muita gente foi extremamente traumático. Por isso há pessoas que não querem voltar a África. Eu não penso nem sinto assim, mas compreendo essas pessoas, em geral mais velhas. Seja como for, tivemos todos de nos desenrascar, e penso que os retornados passaram esse espírito aos filhos – da necessidade de serem capazes de se virar, de estudar, de trabalhar, de fazer pela vida. Penso que se há pontos em comum entre os retornados, um deles é o espírito de iniciativa, a inovação, uma certa capacidade para arriscar. Foram eles, por exemplo, os introdutores em Portugal dos aviários e das churrasqueiras, ou seja, da produção de frango industrial e do frango de churrasco. Não é que isso seja um legado fundamental dos retornados, mas queria dar um exemplo de uma coisa simples, que entrou no dia-a-dia dos portugueses. Esse espírito de iniciativa, juntamente com as nossas experiências de vida em África, fizeram de nós portugueses diferentes, sim. Por isso, quando encontramos alguém com uma experiência semelhante, mesmo que tenha vivido noutro país africano, sentimo-nos logo compelidos uns para os outros. | OLINDA GIL
“No dia 25 de Abril de 1974 lembro-me de ver os meus pais a ouvir rádio muito compenetrados, e de eu perguntar o que é que se estava a passar, e de eles me dizerem para eu estar calada, porque tinha havido uma revolução na metrópole e eles queriam saber o que estava a acontecer em Portugal. A partir desse dia, começámos a ver no nosso bairro (um bairro de vivendas na parte alta de Nacala) grupos de negros que passavam de noite com archotes, a falar em línguas nativas que nós não conseguíamos entender. Nunca tínhamos visto tal coisa. Nessas noites, o meu pai apagava as luzes de casa, mandava-nos ficar calados e ia buscar armas, enquanto tentava perceber se eles se iam aproximar da nossa casa. De repente deixámos de nos sentir seguros.
Eu costumava ir à padaria sozinha buscar pão lá para casa. A padaria ficava a um quilómetro de distância e uma vez, em Junho de 1974, eu fui buscar o pão, como sempre fazia, e fui abordada por um sujeito negro de 18 ou 19 anos, que me disse que eu ia ser mulher dele, porque quando viesse o Samora Machel os pretos já podiam casar com as brancas. Eu gritei, e as pessoas na padaria começaram a dizer-lhe para me largar. A partir desse dia deixei de ir buscar pão. Antes do 25 de Abril eles não tinham essa liberdade, era impensável aproximarem-se de uma branca, e muito menos agarrarem-na com aqueles propósitos. A vida mudou. Nacala tinha um porto onde nós estávamos habituados a ver os militares portugueses, mas a partir de certa altura deixámos de os ver, desapareceram. O Estado português deixou de existir.
Até que um dia, em Dezembro de 1974, fomos informados que tínhamos 24 horas para ir embora e que cada pessoa só tinha direito a transportar 20 quilos de bagagem. A minha mãe, com 5 filhos, teve direito a 100 quilos de bagagens, o que não era suficiente para trazer tudo, claro, e por isso as mobílias ficaram para trás. Mesmo assim ela conseguiu trazer livros, artesanato e roupas, numas arcas. Eu trouxe a parte que rendia mais dinheiro, e de que podíamos vir a precisar – no aeroporto não revistavam as crianças, e por isso a minha mãe enfiou umas coisas em prata e em ouro nas cabeças de umas bonecas, que eu trouxe num saco que ninguém revistou.
Mas até conseguirmos um avião passaram-se vários dias, porque não havia voos que chegassem. Estivemos mais de uma semana à espera, na Beira, por um avião da TAP para nos levar para Portugal. Fomos para o Grande Hotel da Beira, onde ficámos um ou dois dias, mas depois a minha mãe percebeu que aquilo podia prolongar-se e fomos para uma pensão, porque não havia dinheiro para ficar tantos dias num hotel caro. E a verdade é que só conseguimos embarcar por cunha. A minha mãe conhecia umas pessoas importantes na Beira, gente natural da nossa terra, e foi assim que foi possível sair de Moçambique, numa altura em que toda a gente começou a fugir de lá, sobretudo as mulheres e as crianças.
Chegámos a Portugal pelo Natal e na Covilhã estava a nevar. O frio foi um choque, e nós vínhamos com roupas de Verão. Um tio nosso foi-nos buscar ao aeroporto e seguimos para a Covilhã. A minha avó tinha uma casa lá, que nos cedeu, sem pagar renda. Os nossos familiares contribuíram com coisas, móveis, televisão, uma máquina de lavar, etc, e foi assim que conseguimos os mínimos para recomeçar. A minha mãe pediu ajuda ao IARN. Lembro-me de eles nos darem leite em pó, manteiga, etc… Foram tempos complicados mas houve quem ficasse pior. Na zona da Serra da Estrela havia um grande sanatório para tuberculosos que estava abandonado, e que serviu de alojamento a muitas centenas, talvez milhares, de retornados, que lá ficaram a viver durante vários anos. Essas famílias também eram apoiadas pelo IARN, tinham direito a umas senhas de alimentação.
Um outro apoio muito importante nessa altura difícil foi o da Igreja Católica. Quem nos dava roupas era o padre, que fazia recolha de roupa na igreja para dar aos retornados. Lembro-me de a minha mãe ir buscar sacos de roupas ao padre, roupas quentes que nós não tínhamos.
Muitos maridos mandaram as mulheres e os filhos à frente e ficaram mais uns tempos nas colónias. O meu pai ficou em Moçambique até 1977, já com a FRELIMO instalada no país. Penso que ele terá tentado salvar as nossas coisas, mas o novo regime nacionalizou tudo, e toda a propriedade privada ficou perdida. Mesmo assim, ele trouxe documentos das casas e das lojas que tinha, pensando um dia mais tarde ser ressarcido. A minha mãe ainda hoje mantém esses comprovativos de propriedade. Com as poucas coisas que conseguiu vender, o meu pai abriu um café-restaurante, e todos fomos trabalhar para lá a partir dos 13 anos. Vínhamos da escola e íamos atender os clientes do café.
Naquela altura, nos anos a seguir ao 25 de Abril, as pessoas, e principalmente as de esquerda, começaram a acusar os antigos colonos de terem andado a explorar os pretos. Mas esqueceram-se que aqui havia uma diferenciação social, um grande fosso, que aliás está outra vez a acentuar-se cada vez mais. Essas pessoas falavam de realidades que não percebiam. Bastava-lhes saber que tínhamos tido criados pretos para nos insultarem. É verdade que em Moçambique todo o branco tinha criados pretos. Era muito barato, mas era pago, e portanto não era trabalho escravo. Eles precisavam imenso de trabalhar. Semanalmente nós tínhamos gente à porta a pedir trabalho. Ofereciam-se para arrumar a casa, por exemplo. Nós tínhamos um criado para arrumar a casa, outro para tomar conta das crianças, porque éramos cinco. Esses criados que tomavam conta das crianças eram os chamados mainatos, que olhavam por nós enquanto brincávamos, a colher papaias nas árvores, por exemplo.”
Um dia voltarei a Nacala…
Texto presente no livro “Voltar” de Sarah Adamopoulos
Fontes:

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Gosto de pintar máscaras africanas

As máscaras sempre foram as protagonistas indiscutíveis da arte africana. A crença de que possuíam determinadas virtudes mágicas transformou-as no centro das pesquisas. O facto é que, para os africanos, a máscara representava um disfarce místico com o qual poderiam absorver forças mágicas dos espíritos e assim utilizá-las em benefício da comunidade: na cura de doentes, em rituais fúnebres, cerimónias de iniciação, casamentos e nascimentos. Serviam também para identificar os membros de certas sociedades secretas.

Máscaras de Olinda Gil

A utilização de máscaras em cerimoniais africanos é prática comum há milhares de anos. No passado elas eram usadas em todos os eventos sociais e religiosos. Com menor intensidade, ainda hoje elas são confeccionadas por algumas tribos que preservam está crença e tradição.
Dispensando a ideia de modelos específicos as máscaras eram criadas com total liberdade. Vários eram os materiais usados para sua confecção: marfim, bronze e terracota destacando-se a madeira como material mais usado.
A máscara representava um disfarce místico com o qual se podia absorver forças mágicas dos espíritos e assim utilizá-las em benefício da comunidade.
Na cultura africana as máscaras são compreendidas como algo que protege quem as usa, são bastante utilizadas em rituais, evocam características e energias dos seres que representam. Para alguns povos, o espírito do elemento representado ali se encarna em quem utiliza a máscara, estabelecendo, naquele momento, uma sagrada relação de participação mística.
Fonte:
http://evooafrica.blogspot.pt/2012/08/as-mascaras-africanas.html

terça-feira, 20 de maio de 2014

Exposição de Pintura em Beja, no Restaurante Espelho d´Água

Durante os meses de Maio e Junho de 2014, estarei em Beja, com uma exposição de pintura no Restaurante Espelho d´Água.
A exposição inicia-se no sábado 24 de Maio e aguardo a vossa visita.


Estão convidados a visitar esta apresentação dos meus trabalhos.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Lenda da Princesa Peralta


 
 
A sereia princesa-Peralta - em casa de Cristina Amaral.

Lenda da Princesa Peralta

As origens de Castanheira de Pera remontam, certamente, a muitos séculos antes do primeiro documento histórico comprovativo.
...
O primeiro documento conhecido, referindo nomes de povoações do actual concelho, tem a data de 1467 - é uma sentença de Afonso V sobre os baldios do Coentral. Porém, existe uma lenda que nos fala da princesa Peralta, filha de el-rei Arunce. Esta lenda foi escrita, em 1629, por Miguel Leitão de Andrada.
Segundo a lenda, em 72 a.C., fugida de Colimbria, em consequência da invasão do reino, Peralta refugiou-se com seu séquito no Castelo de Arouce (Lousã).
Por influência de Sertório (guerreiro romano que por ela se apaixonou), decidiu ir para Sertago.
No caminho, morreu sua aia, Antígona, que ali mesmo foi enterrada. Sobre a sepultura foi colocada uma lápide com a seguinte inscrição: "ANTÍGONA DE PERALTA AQUI FOI DA VIDA FALTA".
A deusa Vénus, que perseguia a princesa, enviou um poderoso raio, que transformou os acompanhantes em montanhas e a bela Peralta numa formosa sereia, que ficou vivendo nas águas que brotavam da serra.
Esse raio desfez, igualmente, a lápide, onde, para a posteridade, apenas ficou da primitiva inscrição: ANTIG...A DE PERA...
Desta lenda maravilhosa nasceu Castanheira de Pera.

http://www.cm-castanheiradepera.pt/historia.asp
Ver mais

sábado, 14 de dezembro de 2013

Fernando Pessoa - comemoração dos 125 anos do seu nascimento

A minha homenagem a Fernando Pessoa

Fernando Pessoa por Olinda Gil

Exposição documental “Fernando Pessoa - os 125 anos do seu nascimento (1888-1935)”
12 de outubro a 30 de novembro na Biblioteca Municipal

Este ano comemoram-se os 125 anos do nascimento de Fernando Pessoa e a Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos celebra esta efeméride, entre os dias 12 de outubro e 30 de novembro, com uma exposição sobre a vida e a obra daquele que é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal.

Fernando Pessoa – breve biografia
“Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, na freguesia dos Mártires, a 13 de Junho (dia de Stº António) no ano de 1888, num prédio em frente ao Teatro S. Carlos, em Lisboa. Em 1893, o pai morre de tuberculose. Dois anos mais tarde a mãe volta a casar com João Miguel Rosa, que será cônsul português em Durban, África do Sul, onde fará toda a sua instrução primária e secundária. Devido à sua capacidade de «outrar-se», cria vários heterónimos (Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Bernardo Soares, etc.), assinando as suas obras de acordo com a personalidade de cada heterónimo.
Colabora em várias revistas e jornais (A Águia, A Galera, Centauro, Contemporânea, Folhas de Arte, O Jornal, Notícias Ilustrado, Portugal Futurista, República, Revista Portuguesa, etc.), publica em livro os seus poemas escritos em inglês e, em 1934, ganha o concurso literário promovido pelo Secretariado de Propaganda Nacional, com a obra Mensagem, que publica no mesmo ano. Faleceu prematuramente em 1935, deixando grande parte da sua obra ainda inédita.”
Fonte:


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Mire de Tibães: Cultura e solidariedade no Mosteiro de Tibães


Cultura e solidariedade juntam-se no Mosteiro de Tibães, de 1 a 15 de Dezembro, numa iniciativa organizada pelo Centro Social de Tibães, que conta com a colaboração da Junta de Freguesia de Tibães e do Grupo FNA (Fraternidade Nuno Alvares). A obra da pintora Olinda Gil está exposta na Sala do Recibo e a venda de um dos quadros da artista irá reverter a favor do Centro Social.
Por estes dias, as pinturas de Olinda Gil dão cor ao Mosteiro de Tibães. Prova disso é o quadro que retrata o Mosteiro segundo as influências da artista, que passou toda a sua infância em África.
“É muito importante para mim estar aqui, pois já dei aulas aqui em Mire de Tibães e vinha aqui ao Mosteiro com os alunos. Gostava muito de vir aqui”, disse a pintora.
Herminio Silva, tesoureiro do Centro Social de Tibães, assegura que este tipo de eventos tem dado resultados positivos.
“Já não é a primeira vez que organizamos eventos deste tipo. Por um lado o Centro Social também aposta na cultura e por outro vamos pedindo aos pintores para que uma parte da venda dos quadros reverta a favor do Centro. Temos tido boas experiências, pois mantemos uma boa relação com o Mosteiro, onde os artistas acabam por gostar de ter as suas obras”, disse.
No dia inaugural da exposição esteve ainda presente José Magalhães, presidente da Junta de Freguesia de Mire de Tibães. “A Junta de Freguesia tinha de se associar a esta iniciativa de âmbito cultural e social. Para além de contribuirmos para uma causa nobre, a de ajudar o nosso Centro Social, devemos continuar a apostar na cultura com iniciativas deste género”, disse o presidente.
Fonte:

sábado, 26 de outubro de 2013

As minhas sereias - Exposição Arte e Literatura "A Menina do Mar"

Sereias na Caldeira Velha - em casa de Maria Manuela Marques 

Sereia de Odeceixe.


Sereia do Carvalhal.

Sereia de Santo André.

Sereia de Sines - reservada para Isabel Cruz.

A Menina do Mar.

Sereia de Porto Covo - reservada para Isabel Cruz.

Paixão pelo mar - reservado para Carla G.

Sereia de Milfontes

Sereias do Farol do Cabo Sardão.
Técnica mista.

Sereias do Cabo Sardão

Sereias da praia da Carraca

Sereias da praia de Fernão Veloso, da praia do Sousa e da praia de Relamzapo

Sereia de Nacala


A sereia da Zambujeira - em casa de Irene.

A sereia-princesa Peralta - 48X30 - em casa de Cristina Amaral.

Sereia de Vilamoura - em casa de Margarida Soares Franco e Sereia de Armação de Pêra - Em casa de Maria Manuela Marques.


Sereia do Ilhéu - em casa de Jorge Silva.

Mar dos Açores


Exposição Arte e Literatura na Escola - "A Menina do Mar".
Tinha prometido levar os Artistas do Clube das Artes a visitar exposições e eles gostaram.