terça-feira, 30 de setembro de 2014

A Mitologia Nórdica

OS VIKINGS

Viking - A Mitologia Nórdica
O que hoje os historiadores escrevem a respeito dos Vikings trata de assaltos, lutas e invasões.
Certamente, entre os anos 793 e 1066 d.C., entra em cena na Europa um povo até então desconhecido, os chamados Vikings, formado por pessoas de diferentes zonas da Escandinávia, principalmente suecos, dinamarqueses e noruegueses.
A razão pela qual o povo Viking atinge nesse momento seu esplendor não é clara, mas dois argumentos podem ajudar a explicar isso:
Por um lado, é um povo de navegantes em mares açoitados continuamente por terríveis tormentas. Isto fez com que desenvolvessem melhor que outros povos a arte da navegação e chegassem a construir barcos superiores aos dos demais povos europeus, o que lhes permitiu abrir rotas comerciais pelos principais rios navegáveis da Europa e da Rússia ocidental e colonizar terras até então inexploradas, como partes do Noroeste da Rússia, Islândia, Gronelândia – onde fundaram cidades – e, inclusive, como “Erik o Vermelho” que chega a pisar a América (na península do Lavrador) 500 anos antes que Cristóvão Colombo.
Como exemplo de seu amor pelo mar e pela aventura, recolhemos o seguinte poema Viking:
Posso cantar                                    minha própria história,
falar de minhas viagens,                      e como muitas vezes sofri 
tempos de dura navegação       e dias de muito afã;
Amargas carências                        amiúde em muitos portos,
E muitas vezes aprendi            que difícil morada 
é um barco em uma tormenta,     quando chegava meu turno 
na árdua noite de vigia           à proa do navio 
vendo passar os alcantilados.     Muitas vezes estiveram meus pés 
aprisionados pelo gelo              em gelados calçados,
Torturado pelo frio,                      dominado pela angústia 
Meu coração atormentado,              anelando uma ajuda 
Minha cansada mente de marinheiro...  ...E ainda uma vez mais 
O sangue em meu coração              outra vez mais 
empurra-me para tentar                brincam as salgadas ondas;
O mar parece montanhas,           urge novamente 
O impulso de meu coração             visitar longínquas terras 
Empreender uma nova viagem,      em mares muito distantes...
Conhecer outros povos
(O marinheiro: Exeter book)
(Lê-se o poema como faz sentido, isto é, primeiro a linha da coluna da esquerda e depois a da direita. Se está escrito nesta forma é para respeitar o original, já que assim escrevia-se na linguagem Nórdica antiga.)
Arbo-Valkiria - A Mitologia Nórdica
Por outro lado, os mitos e lendas nos quais se baseia sua cultura são de um caráter heróico, guerreiro e aventureiro tão extraordinários que, ao interpretar estes mitos de uma forma “exotérica”, naturalmente isso impulsiona à aventura e à conquista: chegam a saquear as principais cidades da Inglaterra, do norte da Alemanha, Paris, inclusive há relatos de um assalto a Sevilha onde são rechaçados pelos mouros, então presentes na Espanha (embora também seja necessário dizer que muitos historiadores pensam que nestes relatos sobre assaltos há mais lenda que realidade).
Não há duvida de que seus mitos, de tão extraordinário caráter heróico e guerreiro, tinham que ser entendidos de forma esotérica, como o caminho do guerreiro em luta contra si mesmo. Mas, como sempre acontece nestes tempos já tão degenerados, só uns poucos eram capazes de ler a mensagem oculta.
Apesar de tudo, cada vez são mais os historiadores que concordam que o povo Viking era um povo culto que conhecia e gostava de escutar estes mitos, havia neles valor, poesia e algo de mistério...

 OS MITOS E LENDAS NÓRDICOS 


1.- FONTES HISTÓRICAS

Determinar a origem destes mitos e lendas não é fácil. Ao transmitir-se oralmente, de geração em geração, qualquer das datas que hoje a ciência lhes atribui (fala-se dos séculos VIII ou IX) são meras especulações.
Hoje, à luz da Gnose, podemos dizer que as suas raízes provêm da Ilha Sagrada do Norte, a misteriosa Thule, situada no que hoje é o círculo Polar Árctico.
Desde então, a sabedoria oculta daqueles Deuses foi passando, na forma de mitos e lendas, de raça em raça e de geração em geração, até chegar à época actual.
Por volta do século X, os monges irlandeses que tinham se mudado para a Islândia em recolhimento, entram em contacto com os Vikings – que começam a estabelecer postos na Islândia– e recolhem por escrito alguns dos poemas pagãos que circulam entre os Vikings.
Edda - A Mitologia Nórdica
Deste modo, quase todo o material que existe atualmente sobre a Mitologia Nórdica provém da Islândia.
Este material se divide em dois grupos: os Eddas (sobre cujo significado os estudiosos não se põem de acordo, mas nós nos permitimos sugerir que poderia derivar da raiz “Ed” que significa “ato solene, juramento”) e os poemas Skaldicos (do norueguês antigo "Skáld", “poeta”).
Os Eddas são compostos por dois manuscritos: o primeiro chamado “Codex Regius” consta de 29 poemas completos ou fragmentos e foi guardado em Copenhaga (Dinamarca) até 1971 quando foi devolvido à Islândia. O segundo consta de 7 poemas, um dos quais não está incluído no Codex Regius. Estes poemas contêm mitos religiosos, histórias sobre os heróis antigos e conselhos sobre a vida diária. Entre eles temos o Völuspá (que significa“as profecias da Sibyla”), o Hávamál (“As palavras do Altíssimo”), etc.
Os poemas Skaldicos como o de “El marino” citado anteriormente, pelo contrário, contém eventos históricos, relatos da vida diária, sucessão de reis, batalhas, etc.
Finalmente, temos as “sagas” (relatos) em prosa, atribuídas, em sua maioria, a um governante e poeta da Islândia, no século XIII, chamado Snorri Sturluson, que recolheu em tais “sagas”, entre outras coisas, aclarações e explicações sobre os poemas Eddas, o que serviu de grande ajuda para compreender melhor estes mitos.
Quando alguém estuda os Eddas, dá-se conta de que a tradição esotérica do povo Nórdico foi profunda e riquíssima, mas infelizmente muito se perdeu. Alguns dos poemas de conteúdo esotérico são incompletos e estão misturados com muitas partes intranscendentes. Assim, por exemplo, no Hávamál (“As palavras do Altíssimo”) há apenas um pequeno fragmento de profundo conteúdo esotérico (citado mais à frente) que sem dúvida era parte de um texto muito mais amplo. O resto do Hávamál são conselhos sobre o viver diário, mas sem maior transcendência.
Apesar de tudo, o que chegou até nós é suficiente para que nossa alma sedenta de sabedoria possa deleitar-se com “As palavras do Altíssimo.

2.- A CRIAÇÃO

Assim começa o mito da criação no Völuspá (As profecias da Sybila):
Runas - A Mitologia Nórdica
Ouço e vejo pessoas sagradas 
Grandes e pequenas, no reino de Heimdal 
(guardião da morada dos Deuses) 
Pede a mim Valford 
(pai dos guerreiros, outro nome de Odinque eu te conte 
os antigos mitos dos homens, 
que me adentre nas profundidades da memória 

O mundo começou em uma idade de ouro 
Recordo gigantes nascidos no começo do tempo, 
Que a mim criaram em tempos muito longínquos, 
Nove mundos eu recordo, nove raízes da árvore do poder 
(refere-se a Yggdrasil, a árvore cósmica) 
Que sustentava os mundos e também os mundos sob a Terra.

Nos princípios do tempo não existia nada. 
Não existia areia, nem mar, nem as frias ondas, 
Não existia a terra, nem os elevados céus. 
Só um grande vazio, surgido do nada, 

Até que os filhos de Bur (os Deuses) levantaram as terras, 
criaram a Terra do Meio 
(o mundo físico), um lugar incomparável. 
Desde o Sul brilhou o sol sobre um mundo de rochas. 
A erva começou a crescer e os campos reverdeceram. 

Os Aesir (uma das duas linhagens dos Deuses) se reuniram em Idavoll 
altos templos e altares levantaram 
estabeleceram forjas para fazer ricos tesouros 
inventaram torquêses e ferramentas 
(para trabalhar nas forjas)
*      *      *      *      *
Os versos continuam falando da criação. Mas vamos resumi-lo com a ajuda dos relatos contidos em outros poemas.
No princípio só existia um grande abismo vazio chamado “GINNUNGAGAP” e “YGGDRASIL”, a árvore cósmica que sustenta os mundos. Nas raízes desta árvore havia dois grandes reinos, um de fogo chamado MUSPELL, e outro de escuridão e névoa chamado NIFELHEIM. Entre os dois reinos estava HVERGELMIR, um grande caldeirão com água borbulhante que alimentava as águas dos doze grandes rios que flutuavam sobre o grande abismo vazio “GINNUNGAGAP” e que, ao precipitar-se nele, formavam blocos gigantes de gelo (este é o “caos” original de todas as religiões primitivas).
No amanhecer da existência, chamas de fogo do reino de MUSPELL caem sobre os blocos de gelo, formando gigantescas nuvens de vapor que surgem do grande abismo, formando os elementos, o espaço, um grande oceano e a terra, no princípio gelada (vemos aqui o fogo fecundando as águas, origem de mundos, bestas, homens e Deuses).A Mitologia Nórdica
Então, vem à criação a vaca “AUDHUMLA” (a Mãe Espaço). Ela começa a lamber e a derreter o gelo e liberta dele o gigante BUR, e das gotas de gelo derretido forma-se o gigante de geloYMIR (os divinos hermafroditas, que surgem do absoluto na aurora da criação), aos quais ela alimenta com quatro rios de leite que surgem dos seus peitos.
Surgem os mundos sustentados pela árvore sagrada YGGDRASIL, a árvore da vida que sustenta os nove mundos(dimensões superiores), a MIDGARD (terra dos homens ou mundo físico), e o NILFLHEIM (as infradimensões). Estes mundos se sustentavam sobre seus ramos e três de suas raízes os comunicavam. Eis aqui a árvore da Kabala com seus Sephirotes e os Kliphos.
Da união de BOR (irmão de BUR) com um gigante surgem os Deuses à existência. Os primeiros Deuses são ODÍN, VILI e VE.
A partir daqui há duas versões:
Uma diz que o gigante YMIR dorme, e das gotas de suor do seu braço esquerdo nasce o primeiro casal humano ASK e EMBLA (Adão e Eva). Mas o gigante YMIR leva em si mesmo as sementes do mal (o Ego) e seus outros descendentes serão “os gigantes de gelo”, encarnação do mal, do Ego, da caída angélica, estabelecendo-se, a partir deste momento, uma luta mortal entre os Deuses e os gigantes de gelo, que será o centro de toda a épica nórdica até o terrível desenlace final em RAGNAROK.
A outra versão diz que Odín, Vili e Ve matam o gigante de gelo Ymir e criam a terra como relata o“Vafprúonismál” (os relatos de Vafthrudnir):
Da carne de Ymir a terra foi criada, 
e de seus ossos, as rochas, 
a abóbada do céu foi feita com o crânio do gigante de gelo, 
e o mar formou-se com seu sangue.
*      *      *      *      *
E a seguir criam o primeiro casal humano de um pedaço de madeira. Odín, com seu alento, deu-lhes a vida, Ve deu-lhes os sentidos, e Vili deu-lhes a inteligência.
Até aqui, e de forma resumida, o relato da criação. A partir daqui os poemas seguem, como dissemos, com uma luta entre os Deuses e os gigantes de gelo, encarnação do mal.
Podemos ver os paralelismos que estes relatos da criação guardam com o génese bíblico, com a árvore da Kabala hebraica, ou com os relatos mesopotâmicos da criação pelo fogo e pela água, indicando-nos tudo isso que o relato Nórdico da criação é pura alquimia sexual...

3.- OS DEUSES

Os Deuses tinham sua residência no ASGARD (os mundos superiores, os céus) que estava unido com oMIDGARD (mundo físico) através de um arco-íris de fogo guardado pelo Deus HEIMDALL.
Viviam felizes e alimentavam-se das “maçãs da juventude”, cultivadas e guardadas pela Deusa IDUN, e graças a elas mantinham-se sempre jovens e cheios de vitalidade.
Mas dentro do Asgard havia distintas moradas, e havia também duas linhagens de Deuses, entre os quais chega a haver certos conflitos, embora todos vivessem em harmonia: os AESIR de natureza guerreira que moravam no VALHALLA, e cujo chefe era ODÍN, e os VANIR (de natureza inferior, Deuses da fertilidade, da natureza, etc.) que moravam em VANAHEIM.
Esta distinção entre os Deuses é única, não é encontrada na maioria das demais Teogonias, e é a distinção entre os Deuses da via directa e os Deuses nirvânicos. Toda a épica Nórdica tratará dos Aesir e muito pouco dos Vanir.

3.1 ODÍN

Odin - A Mitologia Nórdica
ODÍN, o KETHER da Kabala, também chamado Woden ou Wotan é o “Pai dosDeuses”. Era conhecido também como o “Senhor da guerra” (interior) e como pai dos “mortos gloriosos” (mortos psicológicos). Sua residência era oValhalla e do seu trono contemplavam-se os nove mundos. Dois pássaros (Ravens) o acompanham e informam sobre tudo o que ocorre nos nove mundos.
Era também o mais sábio dos Deuses, mas conseguir a sabedoria não lhe foi fácil. Em muitas gravuras é representado com um único olho. Vejamos o porquê, conhecendo a sua história:
Desde o nascimento, sentiu-se ávido por alcançar a Sabedoria. Depois de buscar onde poderia achá-la, soube que nas raízes da árvore sagrada (Yggdrasil) encontrava-se um poço cuja água dava a Sabedoria. Este poço estava guardado pela cabeça de Mimir, uma Deusa que havia sido decapitada. Depois de conseguir descer até o poço, nas raízes da grande árvore (o descenso à nona esfera), encontrou-se com a cabeça de Mimir (a decapitação psicológica), que impôs como condição que fosse dado a ela um de seus olhos (o sacrifício) para deixá-lo beber do poço da Sabedoria.
Odín não duvida, sacrifica um de seus olhos para poder beber da fonte da Sabedoria. Conhece coisas inefáveis e adquire a Sabedoria (a Maestria), mas necessita mais, poder sobre a vida e a morte (a Cristificação)...
Sei que estive pendurado naquela árvore que o vento açoita, 
balançando-me durante nove longas noites, 
ferido pelo fio de minha própria espada, 
derramando meu sangue por Odín
eu mesmo uma oferenda a mim mesmo: 
atado à árvore 
cujas raízes nenhum homem sabe 
para onde se dirigem.
Ninguém me deu de comer, 
ninguém me deu de beber. 
Contemplei o mais profundo dos abismos 
até que vi as runas. 
Com um grito de raiva agarrei-as, 
e depois caí desfalecido.
Nove terríveis canções
do glorioso filho de Bolthor aprendi 
e um trago tomei do glorioso vinho (*) 
servido por Odrerir.
Obtive bem-estar 
e também sabedoria. 
Saltei de uma palavra a outra palavra 
e de um ato a outro ato...
(As palavras do Altíssimo: Hávamál)
(*) Traduzimos por vinho o “mead”, uma bebida alcoólica muito apreciada pelos Vikings.
Neste relato Odín dependura-se na Yggdrasil, ferido mortamente num sacrifício voluntário, para depois ressuscitar cheio de poder e sabedoria. Após esta experiência, conta a lenda, adquire poder sobre a vida e a morte.
Valhalla, Odin, viking, yggdrasil, MITOS e LENDAS NÓRDICAS - A Mitologia Nórdica
Este relato surpreendeu os estudiosos pelas suas semelhanças com a crucificação de Jesus Cristo. Mas, como nos diz o V.M. Samael Aun Weor, a vida de Jesus representa simbolicamente os processos de cristificação pelos quais todo Iniciado tem que passar até conseguir a ressurreição de Cristo em seu coração.
É, portanto, natural encontrarmos um relato assim num ensinamento da via direta proveniente da raça hiperbórea, onde, em tempos remotos, estavam encarnados os grandes Mestres deste Maha-manvantara.
Este relato é parte de um mais amplo, e seguramente de grande valor iniciático, mas que infelizmente se perdeu no curso dos séculos.
Muitas serão depois as batalhas que Odín mantém com sua espada mágica e seus guerreiros contra os gigantes de gelo. Além disso, conhecedor do destino reservado aos Deuses, vai reunindo no Valhallaas almas dos heróis mortos em combate para formar um exército à espera da batalha final em Ragnarok.
Daqui deriva que os Vikings fossem muito audazes, já que tinham a crença de que se morriam heroicamente, em combate, iriam ao Valhalla (a residência dos Deuses), fazer parte do exército de Odín.

3.2 BALDER

Balder, Odin - A Mitologia Nórdica
Balder é o Cristo na Mitologia Nórdica, filho de Odín e pai de FORSETI (Deus da justiça).
Conta a lenda que desde pequeno sofria terríveis pesadelos que pressagiavam a sua morte. Então sua mãe decide fazer algo. Percorre os nove mundos fazendo todo ser vivente, animal, vegetal e mineral prometer que não prejudicariam jamais Balder. Todos os seres viventes fazem tal juramento, exceto a planta do visco. Sua mãe não dá importância a este fato e crê que resolveu o problema.
Desta maneira, Balder torna-se imortal. Os Deuses do Valhallase divertem disparando flechas que não lhe causam a mínima ferida.
Mas LOKI, o Deus do Fogo, trai os Deuses. Engana o Deus cego HODR: dá-lhe uma flecha em cuja ponta colocou uma planta de visco. O Deus cego dispara contra Balder e este cai mortalmente ferido.
Vemos aqui, nesta passagem, como o Deus do Fogo, traindo os Deuses (a fornicação), assassina o Cristo Íntimo dentro de nós, fato este similar ao de outros ensinamentos esotéricos: Osíris assassinado por Seth, Hiram Abiff pelos três traidores, etc.
Quando Balder está em seu leito de morte, Odín lhe diz umas palavras ao ouvido. Ninguém sabe o que lhe diz, mas conta a lenda que é a promessa da ressurreição, após a purificação do mundo, depois da grande catástrofe em Ragnarok...

3.3 FREYR Y FREYJA

Freyr, Odin, Valhalla, Balder - A Mitologia Nórdica
O nome de “Freyr” e de sua irmã gêmea “Freyja” significam “Senhor” e“Senhora”. São o senhor e a senhora dos mundos, o fogo que arde em tudo que existe. Representam o Terceiro Logos, correspondendo-se com Shiva-Shakti da mitologia indostânica.
Freyr foi um dos Deuses mais venerados, junto com Odín e Thor. Era o Deus da fertilidade, junto com Freyja, e tinha controle sobre o sol, a chuva, a fecundidade e a paz.
Freyja, Odin, Valhalla, Balder - A Mitologia Nórdica
Há uma estátua deste Deus no templo de Uppsala (Suécia) datada do ano 1200 na qual é representado com uma cabeça triangular, uma grande língua (o verbo) e um grande falo em erecção...
Freyja, por sua vez, era a Deusa do amor e da voluptuosidade, Devi Kundalini, e percorria os céus em busca do seu amado, num carro puxado por gatos, e acompanhada pelos espíritos do amor sob a forma dos cupidos.

3.4 THOR

Freyja, Odin, Valhalla, Balder - A Mitologia Nórdica
Mas nem todos os Vikings eram aventureiros, navegantes e guerreiros. Logicamente havia agricultores, amantes da terra e da família.
Assim como os primeiros sentiam uma preferência por ODIN, a quem chamavam de “Pai da guerra”, os outros preferiam THOR, por seu carácter nobre e bondoso.
Thor era filho de Odín tal como Balder, e era muito venerado. Era o Deus do raio e do trovão e sua semelhança com Zeus-Júpiter é tão grande que quando os anglo-saxões adotaram o calendário romano, atribuíram-lhe o quinto dia da semana, quinta-feira (dia de Júpiter), “Torsdag” (dia de Thor) em sueco.


Série "Os Vikings"

http://www.seriesvideobb.com/2013/03/assistir-vikings-1-temporada-dublado-e.html
http://www.seriesvideobb.com/2014/03/assistir-vikings-2-temporada-online.html

Fonte:
http://www.vopus.org/pt/gnose/antropologia-gnostica/a-mitologia-nordica.html

domingo, 31 de agosto de 2014

A Guerra dos Tronos, uma série a não perder


A Guerra dos Tronos é uma super produção televisiva da HBO, baseada na saga literária de George R.R. Martin, é uma série que redefine os parâmetros do que é possível fazer em televisão. Uma narrativa épica que atravessa mundos imaginários e personagens a perder de vista.



É, actualmente, a série mais pirateada do mundo, uma das mais vistas na televisão nos Estados Unidos e uma das que mais reacções provoca nas redes sociais. A Guerra dos Tronos é um fenómeno que há muito tempo ultrapassou a dimensão do pequeno ecrã e está hoje em todo o lado. Podemos nunca ter visto mas já ouvimos, pelo menos, falar. É uma história bem lá atrás no tempo, uma fantasia com dragões e dialectos que mais ninguém sabe falar, mas é também uma história dos nossos dias. 
A Complexidade
É algo ingénuo e puramente simplista pensar que estamos diante de um objeto que é apenas sangue, sexo e violência. A série é, de facto, totalmente explícita a esses níveis, tem um tom carnal e real mas a narrativa no seu cerne descreve um jogo politico, militar e profundamente sentimental disputado entre famílias que desejam o controlo do poder. As emoções são exacerbadas, está em jogo a sobrevivência e o legado destas famílias e dos seus pares, esta criação não é um típico drama medieval. Os personagens secundários, que surgem como cogumelos, possuem caracterizações tridimensionais. Uns por via da obra original e outros por destacarem-se perante a câmara vêm os seus desempenhos crescerem e distanciarem-se da fonte de inspiração. Os personagens são figuras que se preocupam com os seus, lutam e amam numa colisão de moralidade, tradição e a defesa das suas terras. A moralidade destes personagens é uma zona cinzenta onde os heróis têm falhas e os vilões são capazes de actos de compaixão. A nível emocional a série não está distante de emoções que são perfeitamente identificáveis.
O Talento
A nível de intérpretes encontramos um polo de talento que certamente se irá difundir no futuro por outras produções televisivas. Mérito para Nina Gold (responsável pelo casting) que reuniu um respeitável conjunto de actores. Encontramos muitos e bons actores, alguns acabados de sair das escolas de representação britânica, e têm imensa margem de progressão veja-se Maisie Williams (Arya), Emilia Clarke (Daenerys) e Jack Gleeson (Joffrey). Também temos actores mais experientes, são os pilares da série, para referir alguns, Sean Bean (Eddard), Lena Headey (Cersei), Aidan Gillen (Littlefinger) e Peter Dinklage (Tyrion).
A Produção
O departamento de arte fez um trabalho incrível e o detalhe em redor dos personagens atinge níveis impensáveis para uma série televisiva. A primeira temporada desenrola-se em cinco localizações principais que se multiplicam numa multitude de pequenos cenários. A paleta de cores e relevo é impressionante (desertos áridos e gélidos, montanhas e planícies), os cenários estão ao nível do melhor que se fez em fantasia épica na linha de O Senhor dos Anéis. O realismo não passou apenas pelo ecleticismo do guarda-roupa e a dimensão dos sets. Os criadores chegaram ao ponto de desenvolverem uma língua original para um grupo de personagens da série (os Dothraki, uma tribo nómada). O orçamento apesar de ser astronómico não era ilimitado, a série é dispendiosa, e daí os dez episódios. Várias sequências de guerra (e não só) desaparecem ou são reduzidas num claro investimento nos personagens como sendo força matriz de A Guerra dos Tronos secundarizando o lado mais bélico e massivo da obra. Uma nota sobre a pequena obra-arte que podemos encontrar no belíssimo genérico da série, é espantoso pela sua beleza e utilidade ao localizar-nos na geografia deste mundo complexo. 
A Adaptação
Além do elenco e da produção, o sucesso advém primordialmente da majestosa adaptação de David Benioff e D.B. Weiss e da estreita colaboração com George R.R. Martin. O autor criou um universo fantástico e não fica a dever nada a outros grandes mestres do género. Quando comparado com J.R.R. Tolkien poderíamos afirmar que George R.R. Martin é mais elaborado no desenvolvimento emocional dos personagens e explora realmente todas as sensações humanas. O aspeto principal é o poder e a dimensão que confere às personagens femininas que não são apenas “assistentes de bordo”, são as personagens mais fortes da série. As consequências de seguir ritmos humanos que não são produzidos de forma linear resultam num constante clima de imprevisibilidade onde tudo pode suceder. Todos estes aspectos formam um conjunto de mecanismos que fixam a imaginação numa série que não é apenas sobre monstros mas sim sobre a humanidade e as suas emoções, é um momento singular da história da Televisão.
A Qualidade, os Direitos e o Casting
Os actores, o criador e os argumentistas comungam numa série que agrada aos fãs de fantasia e aos apreciadores das produções de qualidade HBO. George R.R. Martin teve receios de vender os direitos do livro até ter descoberto o meio perfeito para não adulterar a sua saga. Nina Gold (diretora do casting) encontrou o tom certo na escolha dos atores, especialmente no caso dos miúdos. Maisie Williams (Arya Stark) relata o percurso e a evolução dos personagens.
Malta e Irlanda do Norte
As filmagens realizaram-se em Belfast, uma localização central que estava próximo de montanhas, planícies verdejantes e perto de uma interessante zona costeira. Ramin Djawadi, o responsável pela composição sonora, abordou a orquestração de um mundo complexo com a utilização de velhos instrumentos, o violino, o violoncelo e sons mais modernos com o sintetizador.
O Design de Produção
A produção evitou seguir o visual medieval britânico criando uma imagem distinta para cada mundo quer a nível de materiais (metais versus as madeiras) e a nível de figurino.
Um Genérico de Sonho
A ideia inicial partiu da necessidade de ter um mapa para orientar as pessoas para Westeros e Essos. O director de arte Rob Feng explica o conceito das famílias, as casas, as bandeiras e os edifícios que estão na base do mapa. Este foi elaborado a partir da arte conceptual e referências visuais da série enviadas pelos produtores e as localizações mecânicas são inspiradas nos trabalhos de Leonardo Da Vinci. Fica a promessa que o mapa vai continuar a evoluir com a progressão da série.
Do Livro para o Ecrã
A série está próxima da fonte original, é rica em personagens daí a passagem para televisão ter retirado os receios do autor na “mutilação” das suas criações. George R.R. Martin afirma que sempre achou ser impossível adaptar os livros ao grande ecrã e que caminhou num dos seus sonhos quando visitou a produção pela primeira vez. A adaptação foi um desafio para os argumentistas e Martin tem sido parte integral da produção.
A Linguagem Dothraki
Os produtores contratam a Language Creation Society para inventar a linguagem Dothraki. O responsável por este processo foi David J. Peterson, criou uma linguagem gutural com 2000 palavras ao inspirar-se nas práticas de guerra desta tribo de nómadas. Os argumentos chegavam até ele e eram traduzidos para dothraki e eram enviados para aos actores com uma transcrição fonética. Um processo que conferiu autenticidade à série.
Assistir online:
http://assistirfilmesonline.info/guerra-dos-tronos-1-temporada/

http://www.seriesvideozer.com/2012/03/assistir-a-guerra-dos-tronos-online-1-temporada-legendado-dublado-series-online.html
Fontes:
http://tv.sapo.pt/series/a-guerra-dos-tronos
http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/daqui-a-50-anos-ainda-vamos-olhar-para-a-guerra-dos-tronos-como-uma-das-melhores-series-de-televisao-1631134


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Os Dez filmes que marcaram a carreira de Robin Williams (1951-2014)

Robin Williams foi encontrado sem vida nesta segunda-feira em sua casa, na Califórnia. Paz à sua alma!
O actor ficou conhecido por uma notável carreira como stand-up em comédia mas também em variados filmes.
Brilhou em Bom Dia, Vietname (1987), Clube dos Poetas Mortos (1989), Despertares (1990), O Rei Pescador (1991), O Bom Rebelde (1997), bem como incursões bem sucedidas financeiramente como Popeye (1980), Capitão Gancho (1991), Aladino (1992), Papá Para Sempre (1993), Jumanji (1995), Casa de Doidas (1996), Uma Noite no Museu (2006), e Happy Feet (2006). 
Foi nomeado para a categoria de Melhor Actor Principal por três vezes, e Williams viria a ganhar o óscar como Melhor Actor Secundário no filme O Bom Rebelde (1997). Também ganhou dois Emmy, quatro Globos de Ouro, dois Screen Actors Guild e cinco Grammy.
Dez filmes que marcaram a carreira de Robin Williams:
Bom Dia, Vietname (1987)

O filme que rendeu a primeira indicação ao oscar de Melhor Actor para Robin Williams é um clássico absoluto para todos os cinéfilos. Um DJ é chamado para servir na guerra do Vietname e lá vai trabalhar na rádio do exército. 

Clube dos Poetas Mortos (1989)

Segunda indicação para o óscar de Melhor Actor de Robin Williams (o primeiro foi por Bom Dia, Vietname), esse filme fala da história do professor John Keating (Robin Williams) que inspira seus alunos a amar a poesia e aproveitar a vida.
 Despertares (1990)


 O Rei Pescador (1991)

Uma das mais notáveis realizações de Terry Gilliam, é uma espantosa fantasia em tom de comédia dramática sobre a fabulosa amizade entre dois homens destroçados pelos paradoxos da vida moderna, com Jeff Bridges e Robin Williams.
 O Bom Rebelde (1997)

Finalmente, em 1998, Robin Williams ganhou o óscar de Melhor Actor Coadjuvante pelo belíssimo Génio Indomável. Nesse filme, Will Hunting (Matt Damon) vive a personagem de um génio da matemática que é descoberto como funcionário de limpeza de uma das maiores universidades dos Estados Unidos. O psicanalista Sean Maguire (Robin Williams) faz de tudo para recuperar as habilidades sociais de Will para fazer dele um dos mais brilhantes alunos que a universidade já viu.
 Papá Para Sempre (1993)

Esse clássico da Sessão da Tarde rendeu ao actor o Globo de Ouro de Melhor Actor em Comédia ou Musical. A história é apaixonante: um pai se traveste de babá para poder ficar mais perto dos filhos. Para rir e chorar.
 Jumanji (1995)

Outro clássico da Sessão da Tarde ou uma grande aventura ao cinema para quem foi criança nos anos 1990. Em Jumanji, duas crianças encontram o tabuleiro mágico de um jogo que liberta um homem preso lá há décadas. 
Casa de Doidas (1996)

Impossível não morrer de rir com esta comédia. Em A Gaiola das Loucas, o filho de um dono de cabaret precisa apresentar o pai à família da noiva. Contudo, para isso, ele e seu companheiro drag queen precisam se fingir de casal heterossexual para agradá-los.
Uma Noite no Museu (2006)


 e Happy Feet (2006)
Fonte:
http://www.sol.pt/noticia/113242
http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2014/08/10-filmes-para-lembrar-de-robin-williams-4572904.html