quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Cabo Sardão, um tesouro natural




Cabo Sardão, um tesouro natural
É necessariamente um ponto de visita obrigatório para quem se aproxima do ponto mais ocidental da costa alentejana, entre Almograve e Zambujeira do Mar. Do Cabo Sardão, cujo farol entrou em funcionamento em 1915, abre-se uma janela privilegiada para o mar e suas falésias, onde as cegonhas brancas construíram o seu “reino”, sobre ninhos aparentemente indestrutíveis. A partir da primavera, começam a chegar as caravanas com os primeiros turistas, sobretudo “estrangeiros”, dizem as gentes, e o movimento mantém-se estável ao longo dos meses de verão. Da chamada Ponta do Cavaleiro, a praia mais próxima é a da Carraca, cujo acesso – uma escadaria com “120 degraus” – acaba por fazer uma seleção natural de frequentadores. “É quase só a juventude”, diz o povo.


O culto da batata-doce 
Sendo a batata-doce um dos produtos agrícolas com mais forte potencial no litoral do concelho de Odemira, em particular na aldeia de Cavaleiro, o centro desportivo e cultural da terra decidiu dedicar-lhe uma festa, associando-a à feira tradicional, que decorre sempre no último fim de semana de outubro. Recentemente, decorreu a segunda edição do certame, com os apoios do município de Odemira e da Junta de Freguesia de São Teotónio, mantendo o objetivo de “apoiar os produtores locais”. Para além da exposição de artesanato, da venda de batata-doce e de vários doces regionais que têm como ingrediente principal este tubérculo de origem sul-americana, durante o evento os visitantes tiveram também OPORTUNIDADE DE degustar batata-doce assada e cozida. Em nome da batata-doce, houve também atuações de vários grupos de música tradicional e um baile, para celebrar e queimar calorias.

 

A beleza desta costa merece contemplação e estamos perto de um dos seus miradouros mais fantásticos: o Cabo Sardão. Para os observadores de aves tem ainda outro atractivo: é este o único local do mundo onde a cegonha branca nidifica em falésias do mar. Vá agora visitá-lo e, a partir dele, mesmo que não seja adepto de grandes caminhadas, passeie um pouco para sul sobre a falésia. É um deslumbramento e, se quiser, pode ir a pé ou em btt até à Zambujeira do Mar. 

Percurso Pedestre no Parque Natural do sudoeste alentejano e Costa Vicentina


cabo_sardao_activSugerimos uma caminhada junto ao mar a partir de Almograve até ao cabo Sardão. O percurso pode ser feito de ida e volta ou, se tiveres dois carros, deixar um no final para o regresso. Podemos ainda combinar com um táxi para nos ir buscar ao Cabo Sardão ou pedir para nos deixar lá no início e fazer o percurso inverso. 
Trata-se de um percurso pedestre circular suge­rido e identificado pelo PNSACV que começa e termina em Almograve onde se encontra o pla­car de interpretação. Daí, dirige-te para a praia e logo de seguida para a direita por cima de um passadiço de madeira que protege as primeiras dunas e da acesso a falésia. Nesta zona a falésia é baixa e o trilho arenoso fica entre bonitas flo­res e vegetação rasteira e dunar. Mais a frente irás encontrar a praia dos Ouriços que fica na foz duma ribeira. Regressamos pelo caminho que tínhamos acabado de fazer, e, novamente na praia de Almograve, continuamos em frente para sul. À beira-mar há um estradão que nos leva ate ao porto das Lapas das Pombas. Este é um pequeno acesso ao mar utili­zado por pescadores que aproveitaram bem um canal natural por entre rochas e um pequeno promontório a proteger da ondulação e vento de norte, muito típicos na nossa costa ocidental. Continuando, o estradão que no porto das Lapas das Pombas passa a trilho e proporciona paisagens espectaculares sobre as falésias vertiginosas onde a cor da rocha e da vegetação arbústica contras­ta com o azul forte do Atlântico. Nesta costa ainda selvagem pode observar-se em época própria um fenómeno único em Portugal: a nidificação das cego­nhas em pequenos ilhéus pontiagudos que se encontram junto a costa. 0 regresso do cabo Sardão pode ser pelo mesmo trilho que, visto de uma perspectiva diferente, parece outro…


Fontes:
http://da.ambaal.pt/noticias/?id=2429
http://www.visitalentejo.pt/pt/o-alentejo/viva/litoral-alentejano/
http://naturamarisresidence.com/espaco-envolvente/atividades/61-percurso-pedestre-no-parque-natural-do-sudoeste-alentejano-e-costa-vicentina



terça-feira, 29 de julho de 2014

O SOLDADO MILHÕES, Aníbal Augusto Milhais, um herói da I GUERRA MUNDIAL




Aníbal Augusto Milhais nasceu em Valongo, concelho de Murça, em Trás-os-Montes. Filho de agricultores e ele próprio agricultor durante toda a vida, com excepção do tempo em que esteve na guerra.
Chegada a hora da tropa foi incorporado no Regimento de Bragança e mais tarde no de Chaves. Em 1917 partiu para a frente de combate. Um ano depois, chegava o "grande momento", o da Batalha de La Lys, na Flandres. O dia preciso: 9 de Abril.
Rezam as crónicas que uma força portuguesa se viu atacada pelos alemães. A nossa força chegou a ser destroçada e a situação era «a pior possível». Muitos portugueses foram mortos e os sobreviventes obrigados a retirar. 
O soldado Milhais viu-se sozinho numa trincheira e, então, ergue-se, de metralhadora Lotz em punho, e varreu uma coluna de alemães que vinham em motocicletas. Terá feito o mesmo ás colunas de "boches" que entretanto surgiram. Parece que os alemães terão julgado que, em vez de um camponês sozinho, enfrentavam um fortíssimo regimento de portugueses e ingleses.
O acto isolado deste soldado permitiu aos aliados tomar posição trinta e tal quilómetros mais atrás. Milhais, esse, continuou sozinho, a vaguear pelos campos, tendo apenas «amêndoas doces» para comer. Reza também a história que salvou um grupo de escoceses de serem capturados, disparando sobre os alemães que os perseguiam.
Quatro dias depois da batalha, encontrou um médico escocês que salvou de morrer afogado num pântano. Foi este médico, para sempre agradecido, que deu conta ao exército aliado dos feitos do soldado transmontano. Chegado ao acampamento, Milhais foi efusivamente abraçado pelo seu comandante (General Tamagnini): «Tu és Milhais, mas vales milhões».
Por causa desse feito Milhões recebeu a Ordem de Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito, em Isberg. 
Perante o soldado, que, no fundo, era apenas um homem simples e grande contador de histórias, desfilaram «em continência» 15 mil soldados aliados.
Depois de terminada a guerra, o soldado recebeu outras condecorações portuguesas e estrangeiras. 
«(...) Nesta guerra com milhões de mortos, não haveria lugar ao culto do heroísmo individual (ao 
culto da personalidade), daí a poderoso liturgia cívica europeia colectiva ao soldado Desconhecido, que a «Pátria» coroará nos vários monumentos aos mortos da Grande Guerra. 
Contudo, em Portugal, deve relevar-se dentro do imaginário «guerrista» o heroísmo do soldado «Milhões», condecorado com a 4ª classe da Ordem de Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito, que será sujeito a apropriações míticas, rosto concreto das «horas de provação» da batalha de La Lys, finda a qual, os portugueses, «num cortejo de silêncio e tristeza, [...] vão como sonâmbulos [...]» 
(Augusto Casimiro, Cálvários da Flandres). 




(...) « A verdade é que a maior parte dos seus descendentes adoptou o apelido Milhões, como Leonida, a neta que vai, connosco, relembrar o célebre soldado da Primeira Grande Guerra Mundial. 
Leonida, que vive com as suas filhas na Guarda, prefere recordar o avô e não tanto o herói: «Ele era a pessoa com quem a gente brincava e acima de tudo era um amigo».«Era um homem de grandes valores, um homem de palavra e com grande sentido de justiça», recorda a neta. Sempre bem disposto: «Mesmo nos piores momentos, ele conseguia transmitir coragem». Milhões morreu quando Leonida tinha 17 anos mas ela lembra-se bem que o avô era um homem muito simples e bem disposto, capaz de contar uma boa história.» 
Fonte:
http://historia-dos-tempos.blogspot.pt/2009/04/anibal-augusto-milhais.html



10 Filmes para perceberem melhor a Primeira Guerra Mundial


  
Oito filmes para perceber melhor a Primeira Guerra Mundial
No ano em que se assinalam 100 anos da Grande Guerra, reunimos oito propostas cinematográficas para todos os gostos.
1 - A Oeste Nada de Novo (EUA, 1930 / EUA e Reino Unido, 1979)
O romance do alemão Erich Maria Remarque foi adaptado duas vezes ao grande ecrã – a primeira, com maior sucesso, em 1930, e a segunda, com um resultado menos positivo mas com melhores recursos técnicos, em 1979. Recomendamos a primeira, filmada apenas 12 anos após o final do conflito e considerada à data um triunfo da sétima arte. É o retrato da destruição da juventude germânica pela trituradora máquina de guerra imperial e das dificuldades da reintegração na vida civil. Espera-se nova adaptação cinematográfica para os próximos anos.
2 - A Grande Ilusão (França, 1937)
Uma das obras-primas do cinema francês, o filme de Jean Renoir é sobretudo um apelo ao pacifismo em vésperas de um novo e ainda mais sangrento conflito mundial. E é o retrato das relações entre um grupo de prisioneiros divididos pela classe social e unidos pelas circunstâncias da guerra.
3 - Horizontes de Glória (EUA, 1957)
Manifesto anti-guerra do genial Stanley Kubrick (que voltaria à carga em 1987 com Nascido Para Matar, agora no cenário vietnamita), conta a história do coronel Dax, um oficial francês que recusa executar uma missão suicida e enfrenta a justiça marcial. A sensibilidade do tema fez com que este filme fosse proibido em França e na Alemanha durante vários anos.
4 - Lawrence da Arábia (Reino Unido, 1962)
Este épico é considerado o melhor filme britânico de sempre e o favorito de realizadores como Steven Spielberg. Vencedor de sete Óscares e magistralmente protagonizado por Peter O’Toole, conta a história de T. E. Lawrence, o lendário militar, agente secreto e escritor inglês que lutou ao lado dos árabes contra o Império Otomano, sendo um dos grandes obreiros da bem-sucedida Revolta Árabe de 1916-1918. Veja com tempo, porque são quase quatro horas de filme.
5 - 1900 (Itália, 1976)
Este não é um filme de guerra. Aliás, mais que um filme, é uma longa aula de história do século XX dada por Bernardo Bertolucci. E é sobretudo um filme que mostra as dinâmicas sociais, políticas e económicas que conduziram a Itália, a Europa e o mundo às duas orgias bélicas do último século – ou não terá sido afinal um único grande conflito, como propõem historiadores como Eric Hobsbawm? Vale a pena por isso rever Robert de Niro, Gérard Depardieu ou Donald Sutherland no pico da forma e perceber como a Primeira Guerra Mundial se encadeia no trágico rolo cronológico dos últimos 100 anos. Depois, se tiver paciência, veja o resto das mais de quatro horas de filme, ou guarde-as para as próximas efemérides.
6 - Um Longo Domingo de Noivado (França e EUA, 2004)
Não sendo também um filme de guerra, o primeiro conflito global domina por completo esta desesperada história de amor protagonizada por Audrey Tautou e Gaspard Ulliel, mostrando o impacto esmagador do conflito na vida de milhões de famílias e de jovens casais que viram os seus sonhos adiados ou mesmo destruídos.
7 - O Barão Vermelho (Alemanha, 2008)
A lenda da força aérea germânica Manfred von Richthofen, que terá vencido cerca de 80 batalhas contra os britânicos, regressa aos céus nesta recente produção alemã em língua inglesa. O filme não foi bem recebido na Alemanha, onde qualquer indício de glorificação do passado militar germânico continua a causar calafrios, mas é um razoável documento ficcionado a fazer luz sobre o lado inimigo do conflito e sobre um dos nomes mais temíveis da história da aviação mundial.
8 - Cavalo de Guerra (EUA, 2011)
Esta é a nossa proposta mais familiar. Realizado por Steven Spielberg, é a adaptação do romance infanto-juvenil homónimo de Michael Morpurgo e conta a história de um dos milhões de cavalos que foram requisitados aos seus donos e utilizados no esforço de guerra. O autor calcula que o Reino Unido tenham perdido pelo menos um milhão de cavalos, e que os vários países em conflito tenham sacrificado cerca de 10 milhões de animais que, estrelas das pistas de corrida ou ajudantes do homem em explorações agrícolas, se transformaram em verdadeiros heróis de guerra. Portanto, é um bom filme para ver com os mais novos. Mas nem os mais velhos vão evitar algumas lágrimas.
9 - O Grande Hotel Budapeste (2014)

No período entre as duas guerras mundiais, o famoso concierge de um famoso Hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois se tornam melhores amigos. Entre as histórias vividas pelos dois, estão o roubo de um famoso quadro renascentista, a batalha por uma fortuna de uma família e mudanças que atingiram a Europa durante a primeira metade do século XX.
10 - Gallipoli (1981)

Archie Poster do filme GallipoliHamilton (Mark Lee) é uma das maiores promessas das pistas de corrida da Austrália. Durante uma competição ele faz amizade com Frank Dunne (Mel Gibson). Unidos pelo idealismo, os dois se alistam no exército, em 1915, sem ter a mínima noção do horror que enfrentariam na luta contra os turcos, na trágica e lendária batalha de Gallipoli, durante a Primeira Guerra Mundial.
Fontes:
http://www.sol.pt/noticia/111438
http://cinema10.com.br/tipos/filmes-sobre-primeira-guerra-mundial

terça-feira, 22 de julho de 2014

O Velho e o Mar

Ando a ler "O Velho e o Mar", escrito em 1950, um romance sobre a luta de um pescador cubano com um peixe gigante, considerado uma parábola da humanidade, esta obra valeu a Hemingway o Prémio Nobel da Literatura em 1954.
http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2014/07/21-de-julho-de-1899-nasce-o-escritor.html?spref=fb

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A ciência da compaixão: “Ensinando meditação as crianças, acabamos com a violência no mundo"

Reportagem sensacional ao Dalai Lama sobre a contribuição dos ensinamentos para o mundo. Legendada.
A educação é muito mais do que transmitir conhecimentos e habilidades por meio dos quais se atingem objectivos limitados. É também abrir os olhos das crianças para as necessidades e direitos dos outros. Precisamos mostrar às crianças que suas ações têm uma dimensão universal. E precisamos encontrar uma forma de estimular seus sentimentos naturais de empatia para que venham a ter uma noção de responsabilidade em relação aos outros. Pois é isso o que nos motiva a agir. Se tivéssemos de escolher entre conhecimento e virtude, a última seria sem dúvida a melhor escolha, pois é mais valiosa. O bom coração que é fruto da virtude é por si só um grande benefício para a humanidade. O mero conhecimento, não. Para isso, é importante o ensino de uma ética secular e laica nas salas de aulas em conjunto com métodos que contribuem para o desenvolvimento de uma mente compassiva, altruísta, equânime e calma como a meditação.
“Se ensinássemos meditação a todas as crianças de 8 anos, eliminaríamos a violência numa geração” Dalai Lama.
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Fonte:
http://www.budavirtual.com.br/ciencia-da-compaixao-ensinando-meditacao-criancas-acabamos-com-violencia-mundo/

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Como levar o cinema para a sala de aulas

O uso de filmes na escola pode ser um elemento importante para trabalhar outros formatos e linguagens com os alunos. Segundo a doutora em ciências da comunicação Cláudia Mogadouro, pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação da USP, ainda existe na escola um descompasso muito grande entre a cultura letrada e a cultura audiovisual.
Para Djalma Ribeiro Junior, doutorando em educação e técnico de laboratório audiovisual da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), a lei é importante para trazer à tona o debate sobre a importância do audiovisual na educação. “A proposta é interessante, mas deve ser olhada em uma perspectiva mais ampla. Os filmes não podem ser usados apenas para cobrir horários de aula. Eles precisam estar integrados na proposta pedagógica escolar”, destacou.

 
nuiiun / Fotolia.com


Confira algumas propostas que o Porvir reuniu com base nas conversas com os especialistas:
1. É fundamental fazer o planeamento da actividade   
Antes de exibir um filme para os alunos, é necessário realizar um planeamento. Segundo Cláudia Mogadouro, é importante que o professor escolha uma obra que leve em conta o repertório dos alunos. Em alguns casos, o educador deve preparar uma aula introdutória para que a turma consiga ter uma compreensão maior sobre o contexto do filme.
2. O tempo da aula deve ser levado em conta durante a escolha do filme
De acordo com Ribeiro Junior, o professor precisa de escolher um filme que se encaixe no seu horário de aula. Em muitos casos, as curtas podem ser uma boa alternativa. No entanto, para a pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação da USP, as longas também podem ser exibidas com um planeamento adequado. Segundo ela, alguns filmes têm conteúdos interdisciplinares que podem ser trabalhados durante diferentes aulas.
Se o tempo não for suficiente, o professor pode dividir o conteúdo em duas aulas ou apenas selecionar alguns trechos. No entanto, para fazer isso ele deve prestar muita atenção. “Alguns filmes podem ser cortados; outros, não”, advertiu Cláudia, ao destacar que existem casos que necessitam a exibição da obra completa para não perder a unidade do roteiro. Nas histórias que envolvem suspense, por exemplo, uma quebra pode ser prejudicial.
3. A exibição deve ser acompanhada de um debate
Após exibir o filme, uma boa sugestão é fazer uma discussão sobre a obra com os alunos. “O debate é fundamental para a construção do conhecimento”, defendeu a doutora e pesquisadora Cláudia Mogadouro. Se não sobrar tempo para realizar esse debate, o educador pode levantar algumas questões de reflexão e retomar o conteúdo na próxima aula.
Para o técnico de laboratório audiovisual da UFSCar, o debate não precisa envolver apenas questões relacionadas  com o conteúdo do filme. Ele pode estabelecer relações com as matérias trabalhadas em sala de aula. Além disso, também é possível usar a obra para fazer uma discussão sobre a própria linguagem audiovisual, observando a estrutura narrativa, construção do roteiro, cenas e planos de filmagem.
4. As obras audiovisuais podem proporcionar releituras
“O filme é uma obra que tem muitas camadas de leitura. Ele pode ser utilizado para trabalhar com uma série de desdobramentos”, apontou Cláudia. Dentro dessa perspectiva, os educadores podem propor actividades como a reprodução de cenas do filme e a criação de trabalhos de artes plásticas.
Baseado em experiências dos projetos desenvolvidos pela UFSCar dentro de escolas da região, o pesquisador Ribeiro Junior também apontou a possibilidade dos alunos produzirem seus próprios conteúdos audiovisuais. “Isso representa uma forma dos estudantes se apropriarem da linguagem audiovisual”, pontuou. “A participação pode contribuir para a formação de uma visão mais crítica.”
5. A escolha dos filmes deve levar em conta a classificação indicativa
Antes de exibir um filme, os professores devem olhar a classificação indicativa e observar se o conteúdo está adequado para a faixa etária dos seus alunos. Segundo Cláudia, isso também é um instrumento de segurança para o educador. Caso os pais façam alguma reclamação sobre o filme, o professor tem  como afirmar que usou os parâmetros de classificação etária do Ministério da Justiça.
6. As actividades não devem adquirir o peso de uma obrigação
As actividades propostas pelos professores não devem criar nos alunos experiências traumáticas com os filmes. Em nenhum momento a actividade deve adquirir o peso de uma obrigação. ”Se apresentarmos a proposta como um trabalho de casa, assistir ao filme se torna uma tarefa chata”, afirmou Cláudia. Segundo ela, quando o professor pede uma composição sobre a mensagem do filme, por exemplo, ele acaba limitando o aluno de dar a sua opinião e o seu ponto de vista sobre a obra, pois isso passa uma ideia de que só existe uma resposta correta.
“Cada um vai sentir o filme de forma diferente. O audiovisual é polissémico”, explicou. De acordo com ela, antes de propor qualquer actividade é ideal fazer um debate para mostrar para os alunos que cada um pode ter uma opinião diferente sobre o filme e que existem muitos caminhos para entender a obra.
7. As sessões de cinema também podem ser realizadas fora do horário das aulas
Além da exibição de filmes nos horários das aulas, Djalma Ribeiro Junior também mencionou a possibilidade dos professores se organizarem para desenvolverem projectos de cineclubes na escola. Segundo ele, esses projectos ajudam a criar um ambiente de diálogo que incentiva o interesse dos alunos. Eles podem selecionar diversas obras para exibições e discussões dentro da escola. Esses projectos também podem ser abertos para toda a comunidade, integrando pais e moradores locais.
Para saber mais
Para os professores que desejam mais informações sobre o tema, podem ser consultados alguns sites como: Porta CurtasPortal do Professor,Tela BrasilCineducNet Educação e Cinead.
Fonte:
http://porvir.org/porfazer/7-dicas-de-como-levar-cinema-nacional-para-escola/20140715

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ilustrações incríveis lembram que a mulher é dona do próprio corpo

Como reforçar nas redes sociais a ideia de que a mulher é dona do próprio corpo? A ilustradora mineira Carol Rossetti encontrou no desenho a ferramenta certa para lutar contra o machismo e espalhar ideias que tornam a mulher mais livre, segura e feliz.
Da celulite à opção por não ter filhos, Carol Rossetti usa desenhos e frases certeiras. Mas o feminismo da mulher não é o único tópico a ser abordado pela arte da mineira.
Na sequência, a ilustradora também abordou temas como o racismo e a homofobia. E se esses problemas são universais, nada mais justo do que permitir que falantes de outras línguas compreendam essas belas ilustrações, não é mesmo? Para isso, ela contou com ajuda na tradução para o inglês e o espanhol, entre outros idiomas.
Confira algumas das ilustrações e compartilhe essa ideia!
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
Carol Rossetti
“Alice gosta de ter sexo casual, porém suas amigas dizem que ela ‘não se valoriza’”; “Alice sabe que sua vida sexual não tem nada a ver com seu valor”.
Carol Rossetti
“Jessica sempre foi magra e fica chateada quando ouve pessoas dizer ‘Homens a sério gostam de curvas’”; “Jessica, seu corpo não é para ‘homens a sério amarem’. Você não tem de fazer nada para agradar a ninguém senão a você”.
Todas as fotos © Carol Rossetti
Fonte:
http://www.hypeness.com.br/2014/07/ilustracoes-incriveis-lembram-que-a-mulher-e-dona-do-proprio-corpo/