As pinturas antigas estão disponíveis para venda, mas só se poderá adquirir o conjunto das quatro.
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As pinturas do século XVIII serão expostas no decorrer da Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa, organizada pela Associação Portuguesa de Antiquários, entre os dias 5 e 13 de Abril.
Os quadros foram adquiridos no mercado de antiquariado internacional e o conjunto dos quatro está agora disponível para venda. “Estes quadros só podem ver vendidos em conjunto, nasceram juntos e pelo menos nas nossas mãos serão vendidos assim”, explica Álvaro Roquette em comunicado.
Os quadros mostram o Hospital Real de Todos-os-Santos, o Palácio da Ribeira, o Mosteiro dos Jerónimos e o Convento de Mafra. Será a primeira vez que os quatro quadros serão expostos.
Datadas de antes do terramoto de 1755, as obras são uma imagem da paisagem lisboeta antes do abalo que deu origem a grandes alterações na reconstrução da cidade.
São pinturas que já contribuíram para o conhecimento de edifícios já desaparecidos bem como para o estudo de hábitos de consumo de obras de arte na segunda metade do século XVIII em Portugal. Têm a dimensão de 50X60cm.
Fonte: http://www.publico.pt/local/noticia/quadros-de-antes-do-terramoto-de-1755-serao-expostos-em-lisboa-ao-publico-1630846#/3
As 100 poesias e um conto do livro "Ama-me sem me suportares!", disponível nos formatos audiolivro, standard, Braille e de luxo, vão estar agora também presentes em terras luxemburguesas.
Dedicado este ano ao tema "No Coração das Artes", a "Printemps des Poètes-Luxemburgo" (PPL) reúne na Kulturfabrik em Esch-sur-Alzette, na Abadia de Neumünster, Galeria Simoncini e Parque Edmond Dune em Differdange poetas da Europa, bem como músicos e autores que irão acompanhar a sua maratona poética.
Trata-se de um completo programa de três dias de encontros, de debates, de escuta, de partilha em que a música e a performance acompanharão as leituras cruzadas de grandes vozes poéticas vindas dos quatro cantos da Europa. Fátima Marinho será a representante de Portugal neste evento dedicado à poesia. São também esperados os seguintes poetas: Anna Aguilar-Amat (Espanha/ Catalunha), Elisa Biagini (Itália) Arno Camenisch (Suiça), Gillian Clarke (Reino-Unido/País de Gales), Ariane Dreyfus (França), Guy Helminger (Luxemburgo), Werner Lambersy (Béligica), Valeriu Matei (Moldávia), Paul Mathieu (Béligica), Marts Pujâts (Letónia), Angelika Reitzer (Áustria), Adam Wiedemann (Polónia) et Menno Wigman (Holanda).
A abertura festiva realiza-se a dia 25 no Kulturfabrik. A grande noite poética e jam session está marcada para a 26, na Abadia de Neumünster, e, na manhã de 27, é tempo de recital na galeria Simoncini. Ao longo dos três dias, estão previstas jornadas de encontros com os jovens, compromissos com músicos e artistas e uma livraria aberta presentes nos diferentes lugares... sem esquecer os buffets e bares abertos durante o evento.
A entrada é livre. Este evento é organizado pela "Printemps des Poètes-Luxemburgo " em parceria com a Abadia de Neumünster, a Kulturfabrik, a Galeria Simoncini, o Centro Nacional de Literatura, as Embaixadas e os Centros Culturais e os liceus parceiros, com o apoio do Ministério da Cultura do Luxemburgo. Parabéns, Minha Amiga!
Fonte: http://www.fatimamarinho.com/catalogue.ud121?cat0_oid=-3&oid=3082111&from_zone=HomePage
Pinturas Fruits sur une table ou nature au petit chien e La femme aux deux fauteuils tinham sido roubados em 1970, em Londres. Foram agora recuperados em Itália.
O ministro italiano da Cultura "Fruits sur une table ou nature au petit chien", de Gauguin,
AFP
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A polícia italiana anunciou esta quarta-feira a inesperada descoberta de dois quadros desaparecidos dos pintores franceses Paul Gauguin (1848-1903) e Pierre Bonnard (1867-1947), que tinham sido roubados em Londres, em 1970, de casa de uma rica família britânica.
Numa conferência de imprensa em Roma, e na presença do ministro dos Bens Culturais, Dario Franceschini, foi revelada a recuperação de Fruits sur une table ou nature au petit chien (Fruta sobre uma mesa ou natureza com cão pequeno), que Gauguin pintou em 1889, dedicado à condessa N(imal), e de La femme aux deux fauteuils (Mulher com dois sofás), de Bonnard, sem data.
A primeira pintura foi avaliada, segundo o general Mariano Mossa, responsável pela unidade da polícia italiana que tutela o património cultural – citado pela AFP –, entre 15 e 35 milhões de euros. Para a segunda, o jornal La Reppublica avança uma verba próxima dos 600 mil euros.
As duas telas foram recuperadas há cerca de dois meses, na Sicília, na cozinha de um operário reformado da Fiat. Segunda a descrição desta história, que a polícia italiana classificou como “rocambolesca”, este trabalhador, um “apaixonado por arte”, comprou os dois quadros num leilão anónimo em Turim, quando aí ainda viva, em 1975, tendo pago por ambos a quantia ridícula de 45 mil liras (o correspondente, no câmbio actual, a… 23 euros).
Naturalmente desconhecendo o valor (e a identidade dos autores) das obras.
“O operário pendurou-os na parede da sua cozinha, primeiro em Turim, depois na Sicília, quando se reformou, e onde estiveram durante 40 anos até terem sido recuperados”, descreveu ontem Mariano Mossa.
O percurso que a polícia italiana conseguiu reconstituir das obras diz que elas foram abandonadas, após o roubo em Londres, numa viagem de comboio Paris-Turim, tendo depois ido parar à secção “Perdidos & Achados” da estação de caminhos-de-ferro desta cidade italiana. Foi daí que chegaram depois, anonimamente, ao leilão de 1975.
O trabalho da polícia italiana sobre este caso não está ainda concluído, foi ontem referido em Roma. Contudo, sabe-se já que os quadros de Gauguin e Bonnard eram propriedade da família londrina Mark-Kennedy. E “os herdeiros poderão, a partir de agora, reivindicar a propriedade das obras”, anunciou Mariano Mossa.
Também a forma como a polícia italiana chegou à identificação das obras tem contornos “extraordinários”. A partir da informação sobre o desaparecimento dos quadros, e tendo também recorrido a artigos publicados, na época, no The New York Times e num diário de Singapura, o departamento romano especializado em património roubado iniciou um demorado inquérito, que foi dirigido pelo procurador-adjunto Giancarlo Capaldo.
Segundo a reconstituição citada pela AFP, os investigadores procuraram em catálogos de museus e de leiloeiras, e também na Internet, e foram descobrindo pormenores estranhos, como, por exemplo, que a pintura de Gauguin surgia recenseada num catálogo de 1964, mas já não numa sua actualização de 2001.
De forma que não foi explicitada, a polícia italiana teve acesso a fotografias dos quadros em posse do operário reformado da Fiat. E, com recurso a advogados e especialistas, acabou por fazer a ligação entre essas telas e a notícia do seu roubo na capital inglesa em 1970.
“É uma história verdadeiramente fascinante e incrível, é o símbolo do trabalho extraordinário, mesmo que pouco visível, concluído passados tantos anos” pelos agentes dedicados ao património cultural, felicitou-se o ministro Dario Franceschini.
Mas a investigação não está terminada, assinalou o general Mariano Mossa, fazendo notar que é preciso ainda reconstituir “as várias etapas do percurso dos quadros” desde o roubo em Londres até ao guichet dos “Perdidos & Achados” da estação de caminho-de- ferro de Turim.
Um dos pormenores ainda a explicar é a redução do tamanho original da tela de Gauguin, de 49x54 cm, para os actuais 46,5x53 cm…
A recuperação dos quadros dos dois pintores franceses foi, no entanto, apresentada como uma vitória para este departamento da polícia italiana, criado há quase meio século para se ocupar especificamente de arte roubada e desaparecida, e que gere o maior banco de dados do mundo neste domínio, ascendendo a mais de cinco milhões de objectos.
Fonte: http://www.publico.pt/cultura/noticia/quadros-roubados-de-gauguin-e-bonnard-recuperados-em-italia-1630687#/0