segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Exposição de trabalhos do 5º A "Um castro com monumentos megalíticos"


 No âmbito da disciplina de História e Geografia de Portugal, integrada no Plano Anual de Actividades do Departamento de Ciências Sociais e Humanas e em articulação com a Biblioteca Escolar, promovi a construção e a exposição dos trabalhos dos alunos do quinto ano. O castro teve a participação dos alunos do 5ºA.
Anta ou dólmene

Os trabalhos ficaram lindíssimos como podem ver.

Um alinhamento de menires

Um cromeleque

Um menir


O megalitismo é um fenómeno cultural que é representado, materialmente, pela utilização de grandes pedras, em granito ou xisto, quase sempre em bruto ou sumariamente afeiçoadas, com as quais se construíram, em recuadas épocas pré-históricas, determinado tipo de monumentos, tais como menires,cromelequesalinhamentoscistas e antas (ou dólmenes) ao longo do período Neolítico (V e IV milénios a. C.).
Os principais monumentos megalíticos são:
Menir: pedregulho alongado, impulsionado verticalmente no solo. Talvez a construção esteja relacionada com o culto do Sol.
Cromeleque: recinto circular grande, formado pelo conjunto de menires. Eles eram provavelmente santuários, monumentos com funções religiosas e, provavelmente primitivos observatórios astronómicos.
Alinhamentos: que consistem em vários menires dispostos em linha recta, é possível descobrir, desde a Dinamarca à regiãomediterrânica, os mesmos tipos de construção megalítica.
Anta ou Dólmen: edifícios feitos de grandes pedras verticais que formam uma parede que é coberta com várias grandes lajes horizontais. Eles eram grandes túmulos colectivos

Espalhando-se preferencialmente pela fachada atlântica europeia, as construções megalíticas, nomeadamente as antas ou dólmenes, evoluíram, arquitectonicamente, a partir do Neolítico Médio, isto é, sensivelmente do 5º. milénio antes de Cristo, até à Idade do Bronze.

Admite-se, hoje, que os dólmenes sempre estiveram recobertos por um montículo de terra e pedras, engenhosamente colocadas (ou, em alguns casos, só de terra ou só de pedras) que envolvia o túmulo megalítico, destacando-o quase sempre, na paisagem.

Porque estas pequenas colinas artificais apresentam, geralmente, a configuração de uma calote esférica, o povo passou a chamar-lhes mamoas, embora outros termos como “madorras”, etc., sejam também vulgares. A principal função destas era a de servir de túmulos para enterramentos colectivos.
Em Portugal existe uma grande densidade de monumentos megalíticos, emespecial na zona do Alto Alentejo. Dólmen do Zambujeiro em Évora, o menir daBulhoa em Reguengos de Monsaraz e o Cromeleque de Xarez, também emMonsaraz. .
Fontes:

sábado, 23 de novembro de 2013

Exposição em Braga - Mosteiro de Tibães - Dezembro 2013

A minha próxima exposição será na galeria do Mosteiro de Tibães,  em Braga, de 1 a 16 de Dezembro. Aguardo a vossa visita.


Mosteiro de Tibães

Venham visitar-me dia 1 de Dezembro pelas 15 horas!

Fotografia da minha amiga Fátima Inácio Gomes


Um local de sonho que conheço há muitos anos e que agora me recebe com carinho.
Obrigada!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Língua portuguesa é 'idioma para o futuro' no Reino Unido


O Português foi considerado como um dos 10 idiomas estrangeiros mais importantes nos próximos 20 anos no Reino Unido, segundo um estudo do instituto British Council, divulgou hoje o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua."Pela primeira vez, a língua portuguesa integra esta espécie de pequena lista das línguas consideradas 'vitais' num horizonte temporal de 20 anos, partilhando esse estatuto com o Espanhol, Árabe, Francês, Mandarim, Alemão, Italiano, Russo, Turco e Japonês", sublinhou o instituto português, num comunicado.
No relatório "Languages for the Future" (Línguas para o Futuro), que analisa as prioridades linguísticas do Reino Unido, é referido que a selecção de idiomas baseia-se "em factores económicos, geopolíticos, culturais e educacionais, incluindo as necessidades das empresas do Reino Unido no que respeita aos seus negócios com o exterior, as prioridades diplomáticas e de segurança e a relevância na Internet", indicou a mesma nota informativa.
Os autores do estudo britânico destacaram, segundo o instituto Camões, a utilização do português como língua de trabalho da União Europeia (UE) e em outros organismos internacionais, como a Organização dos Estados Ibero-americanos, União Africana, Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e a União das Nações sul-americanas, mas também o facto de a língua portuguesa ser o quinto idioma mais utilizado na Internet.
"Outros estudos recentes têm vindo a indicar que a projecção da língua portuguesa se deve principalmente ao número de falantes de língua materna, ao número de países de língua oficial portuguesa, à presença e crescimento na Internet, à cultura, sobretudo ao nível da tradução de originais e, desde há alguns anos, à ciência, devido a um forte crescimento da produção de artigos em revistas científicas", acrescentou o instituto Camões.
Constituindo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), os oito países de língua oficial portuguesa -- Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste - ocupam uma superfície de cerca de 10,8 milhões de quilómetros quadrados e, no seu conjunto, têm aproximadamente 250 milhões de habitantes.
Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=93062

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Artistas lusófonos expõem no Casino Estoril

Termina no próximo dia 26 de novembro, na Galeria de Arte do Casino Estoril, a exposição ‘Artistas dos Países Lusófonos’, uma mostra de artes plásticas que reúne trabalhos de pintura, escultura, desenho e fotografia.


D.R.

Uma tela de Roberto Chichorro que integra a exposição do Casino, patente até 26 de novembro



Trata-se da segunda grande exposição coletiva que o Casino realiza em torno de artistas dos países lusófonos.
Participam, entre outros, criadores como Armanda Alves e Júlio Quaresma (de Angola); Calasans Neto e Renato Rodyner (do Brasil); David Levy Lima e Kiki Lima (de Cabo Verde); João Carlos Barros e Manuela Jardim (da Guiné-Bissau); e Butcheca, Chissano, Malangatana e Roberto Chichorro (de Moçambique).
Os artistas portugueses estão representados nesta mostra pelas obras de Armanda Passos, Nadir Afonso, Paulo Ossião e Rogério Timóteo, entre outros.
Estão ainda representados São Tomé e Príncipe (pelos artistas Ismaël Sequeira, José Chambel e René Tavares) e Timor-Leste (com obras de Abel Júpiter, Maria Dulce e Nhu Lien).
A mostra ficará patente todos os dias, das 15h00 às 24h00.
Fonte:

O Presépio do Clube das Artes


O Presépio do Clube das Artes - No âmbito da Planificação do Clube das Artes, integrada no Plano Anual de Actividades do Departamento de Ciências Sociais e Humanas e em articulação com a disciplina de História, promovi a construção e a exposição dos trabalhos dos alunos do Clube das Artes. 




O Presépio teve a participação dos alunos que o freuentam às quartas-feiras à tarde.

Pintura da vaquinha

Pintura da Virgem

Construção da gruta

Construção de São José

Pintura da ovelha

Secagem

Pintura do Menino Jesus



Secagem

Pintura de um rei Mago

Trabalho Final

O nosso Presépio


Ficou mesmo bonito! Parabéns aos artistas!


domingo, 10 de novembro de 2013

O barco dos Andresen da Dinamarca ancorou em Portugal, o antepassado de Sophia de Mello Breyner Andresen

Os antepassados de Sophia de Mello Breyner chegaram a Portugal em meados do século XIX, vindos da ilha de Föhr, no arquipélago das Frísias. Tudo começou com um adolescente de espírito aventureiro que viria a introduzir o nome Andresen no nosso país.
A história é rocambolesca e tem contornos próprios da literatura de aventura. Imagine-se a vida do jovem Jann Hinrich Andresen, com apenas 14 anos, na ilha de Föhr, no arquipélago das Frísias, no gelado mar do Norte, junto à costa da Dinamarca. Rodeados de água por todos os lados, ainda mais água fértil em vida, os habitantes da ilha não fugiam ao destino e dedicam-se unicamente ao mar. A indústria conserveira e a pesca eram as actividades que dominavam a pequena economia.
Estávamos no século XIX e na altura o isolamento da vida numa ilha era ainda mais constrangedor. Foi neste cenário que certo dia, em 1840, Jann Andresen pediu aos pais – Thomaz Andresen e Thunke Poppen – autorização para embarcar num veleiro.
Após semanas a viajar pelos mares da Europa, o barco ancorou no Porto numa manhã quente, e os marinheiros dinamarqueses tomaram conta da cidade. A bordo manteve-se o mais novo tripulante, o jovem Andresen, com a incumbência de tomar conta da embarcação. Às tantas, aborrecido, encontrou uma pele de um urso-polar e resolveu estendê-la na coberta do barco, com o objectivo de atrair transeuntes.
Por meio de gestos, contava aos curiosos a história da caça ao urso-polar e cobrava 10 réis a quem quisesse entrar no barco para apreciar de perto a pele do animal. O negócio corria-lhe bem até que o comandante, regressado de terra, se deparou com aquele cenário. Irado com a ousadia do rapaz, o comandante perseguiu-o até onde pôde com o intuito de o sovar. Mais rápido e mais jovem, Andresen refugiou-se em terra e nunca mais os seus companheiros lhe puseram a vista em cima.
Maria Alice Rios contou esta aventura no livro Famílias Tradicionais do Porto. Do resto da vida de Jann Hinrich Andresen, o que se sabe é que as coisas lhe correram de feição. Ficou em terra e nunca mais pensou voltar à gelada ilha de Föhr.
Podia não saber falar uma única palavra de português, mas tinha jeito para os negócios. Primeiro, empregou-se numa loja de candeeiros. Deu-se bem. Mais tarde, seguiu a sua paixão: os vinhos. Trabalhou afincadamente e era obstinado nos negócios. Em poucos anos, criou uma verdadeira fortuna com base no vinho do Porto. E aprendeu a falar e a escrever português num ápice. Em 1854, com a anexação das Frísias pelo imperador alemão, durante a Guerra dos Ducados, Jann Hinrich reagiu violentamente e pediu a naturalização portuguesa. D. Fernando II, príncipe regente, concedeu-lha, no Paço de Sintra. A partir de então, o dinamarquês, que na altura já era um respeitado homem de negócios, passou a chamar-se João Henrique Andresen. E assim ficou conhecido para sempre.
Nas gerações que se seguiram, a fortuna da família foi consolidada e os negócios floresceram. João Henrique júnior comprou a Quinta de Campo Alegre, onde a família viveu muitos anos. O primogénito do aventureiro dinamarquês casou-se com uma senhora alemã, discípula do pintor Katzenstein, que era obcecada por flores e plantas. Nos 17 hectares da quinta esta senhora mandou construir um jardim romântico e ecléctico, bem ao estilo bucólico da época.
Foi na Quinta de Campo Alegre que a escritora Sophia de Mello Breyner – 4.ª geração dos Andresen – passou a infância. A casa teve, aliás, grande impacto na obra da poetisa, a primeira mulher a ganhar o Prémio Camões (1999). ” Foi um território fabuloso com uma grande e rica família, servida por uma criadagem numerosa”, disse numa entrevista em 1993. Nessa altura, já a Quinta do Campo Alegre tinha sido transformada em Jardim Botânico do Porto, hoje, ironicamente, dirigido pela arquitecta paisagista Teresa Andresen, descendente de João Henrique Andresen.

sábado, 9 de novembro de 2013

Fábrica abandonada em Faro transforma-se em centro de arte

Antigo armazém de processamento de alfarroba transformou-se na Fábrica dos Sentidos







Antigo armazém de processamento de alfarroba dá ‘abrigo’ a artistas de várias áreas


A ideia estava na cabeça de ‘Mató' há muito. Depois de ter vivido em vários países, decidiu-se a importar para Faro um conceito inovador: um espaço comunitário para artistas, empreendedores ou associações. Um antigo armazém de processamento de alfarroba transformou-se, desde o início de 2013, na Fábrica dos Sentidos. Agora, abre portas ao público, com eventos diários como concertos ou workshops. 

O espaço, com quase 5 mil metros quadrados, nas traseiras da Escola Superior de Saúde, já alberga vários artistas, empreendedores e associações - regionais e nacionais. Um tatuador, um cabeleireiro, um oleiro ou um carpinteiro do Turquemenistão são alguns dos inquilinos da Fábrica (ver caixa), que também serve de sede a associações como a Bode Criativo, a Música XXI ou a ARCA. Segundo o mentor do projecto, conhecido como ‘Mató', todos "pagam uma renda simbólica, de cerca de 50 euros, para ajudar nas despesas".

O espaço, que promove o trabalho em rede e pretende criar condições para artistas e novos negócios, quer agora afirmar-se como uma referência.

"Queremos que as pessoas passem a vir cá depois do trabalho, para assistir aos eventos diários, interagir com os artistas ou simplesmente beber um café", explica ‘Mató', reforçando que é importante criar uma nova centralidade cultural na cidade.




Parabéns aos artistas!


Fonte:

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/fabrica-abandonada-em-faro-vira-centro-de-arte