quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Fim de semana em Ponte de Lima

Cá estamos nós a passar um fim de semana de descanso em Ponte de Lima. Gosto muito de Ponte de Lima, o Minho fascina-me com a sua paisagem, as suas gentes, as tradições e a sua gastronomia.

Ponte romana/medieval de Ponte de Lima


Monumento às Feiras Novas e ao Folclore, de Salvador Vieira, em Ponte de Lima .




Monumento evocativo da Lenda do Rio Lethes- Rio do Esquecimento nas margens do Rio Lima em pleno centro histórico


LENDA DO RIO DO ESQUECIMENTO
Existem várias lendas relacionadas com o Rio Lima mas esta é a mais conhecida e refere-se à passagem pela nossa região de Décio Juno Bruto, comandante das legiões Romanas, com os seus soldados.


Certo dia, Décio Juno Bruto, com as suas tropas, chegaram à margem de um rio.
Os soldados, ao observarem a paisagem maravilhosa, a tranquilidade e a pureza das águas desse rio, pensaram que estavam junto ao rio Lethes, o rio do esquecimento.
Reza a lenda, que quem atravessasse este rio, perderia completamente a memória.
Nunca mais se lembraria da família, nem da Pátria.
Décio Bruto procurou um lugar seguro, onde os seus homens pudessem atravessar sem perigo e ordenou que iniciassem a travessia.




Os soldados receando os poderes do rio recusaram-se a fazer a travessia.
O comandante das tropas romanas, pegou na bandeira e atravessou o rio.
Já na outra margem, chamou pelos nomes dos seus homens, um a um, provando que não tinha perdido a memória e que a lenda do rio não era verdadeira.

Fontes:
http://dolethes.blogspot.com/2010/06/lenda-do-rio-lethes.html

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Gibraltar, a História de um Rochedo

Em 2002 visitei Gibraltar e fiquei admirada com a estadia num território completamente britânico aqui mesmo ao nosso lado. Entramos por fronteiras vigiadas, onde somos revistados por guardas da rainha vestidos à maneira inglesa, as ruas, as placas e as lojas lembram-nos que estamos numa região inglesa. Resolvi então investigar mais um pouco sobre o assunto.
 

A península de Gibraltar é um território britânico ultramarino, localizado próximo da ponta mais meridional da Península Ibérica, sobre o Estreito de Gibraltar. Este pequeno território de apenas quatro milhas quadradas tem cerca de 30 000 habitantes, faz fronteira com Espanha e é famoso pelo seu maciço de pedra calcária que se eleva de forma impressionante do mar circundante. O estreito é uma separação natural entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, e entre dois continentes: Europa e África. Ao norte, encontra-se a Espanha; ao sul, Marrocos e Ceuta, enclave espanhol no norte de África. Era conhecido na antiguidade como "Os Pilares de Hércules".

Em Gibraltar há inúmeras espécies de animais selvagens, sendo um paraíso para os amantes da Natureza. Por exemplo, os Macacos da Barbaria são os únicos animais selvagens que existem em toda a Europa e podem ser vistos no seu habitat natural e são a atracção principal para os turistas que visitam a ilha.


O nome Gibraltar tem origem na expressão árabe jabal al-Tariq que significa "Montanha de Tarique". A montanha, um rochedo militarmente estratégico na entrada do mar Mediterrâneo, protege o estreito que une África ao continente europeu. O nome Gibraltar tem por finalidade perpectuar os feitos do general árabe muçulmano Tariq ibn Ziyad que no ano de 711 d.C., ao tomar o reino visigótico na Península Ibérica acabou e pôs fim ao extermínio em massa de judeus naquela região. Gibraltar também é conhecida por "Gib" ou "The Rock" (o Rochedo).

Uma força anglo-neerlandesa liderada por Sir George Rooke apoderou-se de Gibraltar em 1704. O território foi cedido à Grã-Bretanha pela Espanha no Tratado de Utrecht em 1713, como parte do pagamento da Guerra da Sucessão Espanhola. Nesse tratado, Espanha cedeu à Inglaterra "… a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes … para sempre, sem qualquer excepção ou impedimento."

Apesar de tudo, o tratado de cessão estipula que nenhum comércio por terra entre Gibraltar e a Espanha deve ocorrer, excepto para provisões em caso de emergência se Gibraltar não conseguir ser abastecida por mar. Uma condição especial nesse tratado é que "nenhuma permissão deve ser dada sob qualquer pretexto, tanto a judeus quanto a mouros, para morarem ou terem residência na dita cidade de Gibraltar". Esta restrição foi rapidamente ignorada, e por muitos anos tanto judeus como árabes moraram pacificamente em Gibraltar. Numa cláusula de reversão, se a coroa britânica quiser abandonar Gibraltar, deve oferecê-la primeiro à Espanha.

Nos tempos de Franco, as fronteiras do "rochedo" estiveram encerradas, dificultando a vida aos seus 30 mil habitantes. A passagem de pessoas e bens voltou a ser possível em 1985.
Num referendo de 1967, a população de Gibraltar ignorou a pressão espanhola e votou maciçamente por permanecer uma dependência britânica. Mais recentemente, num segundo referendo que ocorreu em novembro de 2002, 99% dos votantes rejeitaram qualquer proposta de partilha de soberania entre o Reino Unido e a Espanha. No entanto, os gibraltinos têm procurado um status mais avançado e um relacionamento com o Reino Unido que reflita o presente nível de auto-governo. Uma nova constituição para o território foi submetida a aprovação.

Em julho de 2009 o ministro dos Negócios Estrangeiros de Madrid, Miguel Ángel Moratinos, fez uma visita histórica a Gibraltar, a primeira vez em 300 anos que um ministro espanhol visitou o "rochedo", não deixando, contudo, de reclamar a soberania de Espanha.
Fontes:
http://www.aproximaviagem.pt/html/n2/12_gibraltar.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gibraltar
http://gibraltarlibre.blogspot.pt/p/mentiras-sobre-gibraltar.html

A Guerra das Laranjas e a perda de Olivença

A GUERRA das LARANJAS demonstrou a posição subalterna de Portugal no cenário político europeu já naquele período histórico.





D. JOÃO VI de PORTUGAL
(1767 - 1826)
Cognome: O Clemente

 

Nos fins do século XVIII, a explosão do processo revolucionário francês atingiu vigorosamente as relações políticas entre as monarquias europeias. No caso de Portugal, as lutas contra os insurgentes franceses foram inicialmente evitadas com a assinatura de um termo de neutralidade.

Entretanto, assim que a França invadiu a Espanha, a posição lusitana foi abandonada por conta de um tratado de cooperação militar anteriormente assinado com os hispânicos.

De facto, o avanço francês contra os espanhóis durou pouco tempo e fora resolvido com um novo tratado de cooperação.

A partir desse momento, os portugueses eram pressionados pela Espanha a aliar-se também à França. Entretanto, a Inglaterra, nação que exercia forte influência económica em Portugal, lutava contra os exércitos revolucionários franceses e exigia que o governo português manifestasse apoio ao direcionamento britânico,
enquanto Bonaparte e o rei de Espanha, impunham ao príncipe regente (futuro D. João VI) que este abandonasse a aliança com a Inglaterra e abrisse os portos aos navios franceses e espanhóis.

Portugal não aceitou essas condições, e o desconforto da situação acabou dificultando a negociação de um tratado de neutralidade que atendesse as demandas de Portugal. Sem alternativas melhores, o governo lusitano organizou diversas tropas que esperavam uma vindoura invasão franco-espanhola aos seus territórios.

Contudo, entre 1799 e 1800, algumas vitórias dos exércitos antirrevolucionários, deram a Portugal a falsa impressão de que a guerra seria evitada em pouco tempo.

Precisando encurtar os gastos militares e liberar os soldados para o trabalho agrícola, o governo português resolveu diminuir os contingentes até ali empregues para uma possível guerra. Notando o recuo, os britânicos também decidiram deslocar os contingentes militares mantidos em Portugal.

Com a saída britânica de seu território, os portugueses acreditavam que a neutralidade seria finalmente reconhecida.




Caricatura inglesa de autoria de Charles Williams (publicada a 22 de Julho de 1801) onde se satiriza Godoy, denominado Príncipe da Paz mas armado até aos dentes, forçando os portugueses a assinarem a paz de uma guerra que tinha ele iniciado...
Tendo como pano de fundo uma fortaleza ardendo, Godoy, protegido por soldados espanhóis prontos para dispararem, obriga dois portugueses a assinarem o tratado de paz que se encontra debaixo do seu pé direito. Ironicamente, a ponta da espada crava o mesmo documento precisamente no sítio em que se encontra o seu título: Príncipe da Paz. Godoy, que empunha dois mosquetes, tem no cinturão quatro pistolas e uma faca atravessando o seu chapéu, diz: “Vá, Senhor, rápido, ou passarei todo o país à espada. Homens, mulheres e crianças, não pouparei ninguém! Recordai que sou o Príncipe da Paz”. Ao que lhe responde um dos portugueses ajoelhados: “Por amor de Deus, detenha esta efusão de sangue, que já bastam três cidades destruídas. Os gritos e choros obrigam-me a... sim, eu o reconheço como sendo o Príncipe da Paz”.

 
Contudo, em fevereiro de 1801, a saída dos embaixadores espanhol e britânico de Lisboa reavivou o temor da guerra entre os portugueses. Poucos dias depois, os espanhóis enviaram uma declaração de guerra a Portugal. Mesmo com a confirmação oficial, os lusitanos ainda desconfiavam da eminência do combate, já que, nos três meses seguintes, nenhuma tropa hispânica avançou contra o território português.
 
Na verdade, a demora dos espanhóis era fruto de uma complicada negociação que os diplomatas daquele país desenvolviam com as autoridades inglesas e francesas. No fim dos diálogos, a Espanha viu que o apoio à França, renderia a conquista de alguns territórios lusitanos de grande interesse.

Com isso, em maio de 1801, os espanhóis iniciam a «Guerra das Laranjas», vencendo facilmente as impreparadas tropas lusitanas comandadas pelo velho duque de Lafões, perdendo as praças de Olivença, Campo Maior, Arronches, Portalegre e Castelo de Vide.
" Portas de Olivença"
Lado sul das muralhas


Os portugueses, pelo seu lado, invadiram a Galiza e fizeram também algumas conquistas, que vieram depois a entregar quando foi assinada a paz de Badajoz, a 6 de Junho do mesmo ano. Quanto à Espanha, entregou a Portugal todas as praças alentejanas, com exceção de Olivença que ainda hoje se mantém em poder daquele país.

Durante a conquista dos territórios do Alentejo, o ministro hispânico Manuel Godoy pediu para que as tropas de seu país recolhessem alguns exemplares das finas e suculentas laranjas daquela região.


MANUEL GODOY
Duque de Alcudia
Retrato a óleo sobre tela da autoria de Francisco Goya
A intenção do estadista era utilizar as iguarias como um delicado presente para a rainha Maria Luísa [no fundo, um troféu de guerra], com quem mantinha um ardente caso amoroso conhecido por toda a Espanha.
Foi por meio desse pequeno detalhe, que o conflito acabou ganhando este curioso nome.
 
Fontes:
 

António Feliciano o VENDEDOR DE SONHOS


Hoje vou falar-vos de um homem que tem contribuído há mais de quarenta anos para o desenvolvimento cultural do interior do Alentejo. Chama-se António Feliciano mas é como: “vendedor de sonhos”, que é conhecido há mais de 4 décadas, confundindo-se o seu nome com Felicidade, o sentimento que tem oferecido a milhares de pessoas através do seu cinema ambulante, paixão de uma vida, feita de muitas paragens e milhares de km pelas estradas do pais.  
António Feliciano, «um dos mais carismáticos projeccionistas ambulantes do país».
«É um homem daqueles que já quase não existe, que anda com uma carrinha pelas aldeias a mostrar cinema», frisa Francisco Antunes, lembrando ainda os tempos em que o Cinema Girassol funcionava ao ar livre.

Actualmente é dono do Cinema Girasol em Milfontes, nos primeiros tempos começou por ser uma esplanada de exibição de filmes ao ar livre, um pouco na sequência do tradicional cinema ambulante. Com o passar dos anos, a sala foi beneficiando de sequenciais e sistemáticos melhoramentos até ao ponto de excelência em que hoje se encontra.
Hoje a sala comporta o segundo maior ecrã a sul do Tejo, com 60 metros quadrados de área útil.
A sala tem 25 metros de comprimento, 17 metros de largura, e 5,5 metros de altura, sendo a distância da primeira fila ao ecrã de 6 metros, o que permite a bom visionamento à totalidade dos espectadores da sala. A qualidade do som, equiparada à das melhores salas de cinema do país, é providenciada pela tecnologia DolbyTM Stereo Surround.

A supervisão das boas condições da sala é feita todas as noites pelo próprio
gerente (e proprietário) do cinetetro, António Feliciano
Parabéns ao António Feliciano!
Fontes:
Fontes:
http://www.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=21438&e_id=5&c_id=8&dif=tv&hora=21:31&dia=31-07-2011
http://www.milfontes.net/cineteatro/
http://www.tvi24.iol.pt/cinebox/cinema-odemira-alentejo-festival-cinema-digital-iol-cinema/956817-4059.html
http://aeiou.visao.pt/cinema-paraiso-a-portuguesa=f632719

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Apresento-vos a artista alentejana Esmeralda Campos

Mais uma artista popular que descobri nas minhas andanças pelo Alentejo. É a artesã Esmeralda Campos que faz lindas peças em barro e cimento.

A artesã vive na aldeia Ribeira do Seissal e aceita encomendas.

Aqui ficam algumas das suas belas peças.
Parabéns Esmeralda Campos!

Mais um livro com a participação do meu amigo Fernando Évora

Estou a deliciar-me com a leitura do livro "Contos do Caneco" que adquiri neste Verão.
Fernando Évora participa com um conto muito interessante que nos prende nestas tardes quentes.

Cinco escritores, Fernando Évora, João Pedro Duarte, José Teles Lacerda, Luís Miguel Ricardo e Vítor Encarnação, escreveram cinco contos que têm como cenário S. Teotónio e Zambujeira do Mar, reunidos num livro que agora é dado a conhecer ao público.
Esta é uma iniciativa do Clube dos Poetas Vivos, da ADMIRA, que reuniu estes escritores numa tertúlia literária. Na sequência desse encontro, é agora editado o livro “Contos do Caneco”.
Parabéns Fernando Évora!

Na FACECO estive uma vez mais com a grande artista Liberdade Sobral

 Em visita à feira anual de São Teotónio estive uma vez mais com a deliciosa artista e senhora Liberdade Sobral. Já falei desta senhora aqui há uns anos quando vos apresentei os seus trabalhos de escultura em barro absolutamente mágicos e surrealistas.
Desta vez a artista alentejana encontrava-se a divulgar os seus mais recentes trabalhos.

Ficou muito contente por voltar a ver-me e ofereceu-me um boneco em agradecimento ao meu post que fiz em 2009 para divulgar a sua arte.

Algumas das suas fabulosas obras.

Seres fantásticos vão surgindo da sua imaginação...

Não me canso de admirar a arte desta artista popular que nos leva ao seu mundo maravilhoso.