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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Como levar o cinema para a sala de aulas

O uso de filmes na escola pode ser um elemento importante para trabalhar outros formatos e linguagens com os alunos. Segundo a doutora em ciências da comunicação Cláudia Mogadouro, pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação da USP, ainda existe na escola um descompasso muito grande entre a cultura letrada e a cultura audiovisual.
Para Djalma Ribeiro Junior, doutorando em educação e técnico de laboratório audiovisual da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), a lei é importante para trazer à tona o debate sobre a importância do audiovisual na educação. “A proposta é interessante, mas deve ser olhada em uma perspectiva mais ampla. Os filmes não podem ser usados apenas para cobrir horários de aula. Eles precisam estar integrados na proposta pedagógica escolar”, destacou.

 
nuiiun / Fotolia.com


Confira algumas propostas que o Porvir reuniu com base nas conversas com os especialistas:
1. É fundamental fazer o planeamento da actividade   
Antes de exibir um filme para os alunos, é necessário realizar um planeamento. Segundo Cláudia Mogadouro, é importante que o professor escolha uma obra que leve em conta o repertório dos alunos. Em alguns casos, o educador deve preparar uma aula introdutória para que a turma consiga ter uma compreensão maior sobre o contexto do filme.
2. O tempo da aula deve ser levado em conta durante a escolha do filme
De acordo com Ribeiro Junior, o professor precisa de escolher um filme que se encaixe no seu horário de aula. Em muitos casos, as curtas podem ser uma boa alternativa. No entanto, para a pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação da USP, as longas também podem ser exibidas com um planeamento adequado. Segundo ela, alguns filmes têm conteúdos interdisciplinares que podem ser trabalhados durante diferentes aulas.
Se o tempo não for suficiente, o professor pode dividir o conteúdo em duas aulas ou apenas selecionar alguns trechos. No entanto, para fazer isso ele deve prestar muita atenção. “Alguns filmes podem ser cortados; outros, não”, advertiu Cláudia, ao destacar que existem casos que necessitam a exibição da obra completa para não perder a unidade do roteiro. Nas histórias que envolvem suspense, por exemplo, uma quebra pode ser prejudicial.
3. A exibição deve ser acompanhada de um debate
Após exibir o filme, uma boa sugestão é fazer uma discussão sobre a obra com os alunos. “O debate é fundamental para a construção do conhecimento”, defendeu a doutora e pesquisadora Cláudia Mogadouro. Se não sobrar tempo para realizar esse debate, o educador pode levantar algumas questões de reflexão e retomar o conteúdo na próxima aula.
Para o técnico de laboratório audiovisual da UFSCar, o debate não precisa envolver apenas questões relacionadas  com o conteúdo do filme. Ele pode estabelecer relações com as matérias trabalhadas em sala de aula. Além disso, também é possível usar a obra para fazer uma discussão sobre a própria linguagem audiovisual, observando a estrutura narrativa, construção do roteiro, cenas e planos de filmagem.
4. As obras audiovisuais podem proporcionar releituras
“O filme é uma obra que tem muitas camadas de leitura. Ele pode ser utilizado para trabalhar com uma série de desdobramentos”, apontou Cláudia. Dentro dessa perspectiva, os educadores podem propor actividades como a reprodução de cenas do filme e a criação de trabalhos de artes plásticas.
Baseado em experiências dos projetos desenvolvidos pela UFSCar dentro de escolas da região, o pesquisador Ribeiro Junior também apontou a possibilidade dos alunos produzirem seus próprios conteúdos audiovisuais. “Isso representa uma forma dos estudantes se apropriarem da linguagem audiovisual”, pontuou. “A participação pode contribuir para a formação de uma visão mais crítica.”
5. A escolha dos filmes deve levar em conta a classificação indicativa
Antes de exibir um filme, os professores devem olhar a classificação indicativa e observar se o conteúdo está adequado para a faixa etária dos seus alunos. Segundo Cláudia, isso também é um instrumento de segurança para o educador. Caso os pais façam alguma reclamação sobre o filme, o professor tem  como afirmar que usou os parâmetros de classificação etária do Ministério da Justiça.
6. As actividades não devem adquirir o peso de uma obrigação
As actividades propostas pelos professores não devem criar nos alunos experiências traumáticas com os filmes. Em nenhum momento a actividade deve adquirir o peso de uma obrigação. ”Se apresentarmos a proposta como um trabalho de casa, assistir ao filme se torna uma tarefa chata”, afirmou Cláudia. Segundo ela, quando o professor pede uma composição sobre a mensagem do filme, por exemplo, ele acaba limitando o aluno de dar a sua opinião e o seu ponto de vista sobre a obra, pois isso passa uma ideia de que só existe uma resposta correta.
“Cada um vai sentir o filme de forma diferente. O audiovisual é polissémico”, explicou. De acordo com ela, antes de propor qualquer actividade é ideal fazer um debate para mostrar para os alunos que cada um pode ter uma opinião diferente sobre o filme e que existem muitos caminhos para entender a obra.
7. As sessões de cinema também podem ser realizadas fora do horário das aulas
Além da exibição de filmes nos horários das aulas, Djalma Ribeiro Junior também mencionou a possibilidade dos professores se organizarem para desenvolverem projectos de cineclubes na escola. Segundo ele, esses projectos ajudam a criar um ambiente de diálogo que incentiva o interesse dos alunos. Eles podem selecionar diversas obras para exibições e discussões dentro da escola. Esses projectos também podem ser abertos para toda a comunidade, integrando pais e moradores locais.
Para saber mais
Para os professores que desejam mais informações sobre o tema, podem ser consultados alguns sites como: Porta CurtasPortal do Professor,Tela BrasilCineducNet Educação e Cinead.
Fonte:
http://porvir.org/porfazer/7-dicas-de-como-levar-cinema-nacional-para-escola/20140715

sábado, 7 de junho de 2014

Documentário mostra Dia D com imagens reais, inéditas e a cores

Os 70 anos do Desembarque da Normandia vão ser assinalados esta sexta-feira e o canal por cabo National Geographic celebra a data com a estreia de um documentário bastante recomendável: "Dia D - O Sacrifício".

Ao longo de 90 minutos, conta-se e mostra-se a história do desembarque das tropas aliadas na Normandia, a 6 de junho de 1944, e o desenrolar dos acontecimentos até à libertação de Paris, a 25 de agosto de 1944.
O trunfo do documentário reside aqui: não é uma reconstituição, não é encenação, são imagens reais captadas naqueles dias de 1944 - muitas delas inéditas ou desconhecidas - que foram restauradas e melhoradas para alta definição e a cores. Tudo isto é acompanhado pela leitura de depoimentos de militares e de civis que viveram aqueles dias. Há, inclusive, um depoimento de Samuel Fuller. Aquele que mais tarde se tornou num consagrado realizador também serviu as tropas aliadas nesta campanha.
Com produção de CC & Louis Vaudeville e Lumiere Media e realização de Isabelle Clarke e Daniel Costelle, o filme tem a assinatura da equipa responsável pelo "Apocalipse da Segunda Guerra Mundial", uma série documental que foi bastante elogiada.
"Dia D - O Sacrifício" é inteiramente constituído por imagens de arquivo - muitas provenientes de filmes amadores - que foram encontradas em cinematecas e coleções particulares um pouco por todo o Mundo. Cerca de 85% das imagens nunca foram divulgadas para grandes públicos. Os 90 minutos são resultado de uma recolha de mais de 150 horas de filmes encontrados depois de uma exaustiva pesquisa que durou anos.
Fonte:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Media/Interior.aspx?content_id=3956790

domingo, 2 de março de 2014

Pipi das Meias Altas vai fazer 55 anos

Inger Nilsson 0505A actriz sueca Inger Nilsson, conhecida pela interpretação da pequena Pipi das Meias Altas numa série de televisão, cumpre este ano 55 anos e continua "perseguida" pela personagem que a fez famosa ainda criança.
Com apenas dez anos, Inger Nilsson tornou-se um fenómeno na Suécia ao encarnar aquela personagem irreverente criada pela escritora Astrid Lindgren, um sucesso na televisão que seria depois exportado para todo mundo, tanto em série televisiva como em filmes para o cinema.

Pipi das Meias Altas faz 50 anos
No entanto, a carreira da actriz sueca tornou-se depois irregular e foi mais centrada no teatro,  face às dificuldades em convencer produtores e realizadores de cinema de que poderia desempenhar outro papel que não o da rebelde Pipi, a menina mais forte do mundo.
"Agora muitos já não fazem essa associação, o que me parece perfeito. Quando descobrem quem sou pedem-me desculpa, mas eu fico encantada quando não me reconhecem", disse Inger Nilsson numa entrevista ao diário "Norrköpings Tidningar".
Nilsson estudou também para ser secretária mas retomou a carreira de actriz, integrou vários grupos de teatro experimental, gravou em 1978 um disco que passou despercebido, e interpretou um papel num filme do realizador suíço Xavier Koller intitulado "Gripsholm" (2000).
Há alguns anos interpretou uma médica forense numa série do canal alemão ZDF que adaptou os livros da escritora sueca Mari Jungstedt.


Fontes:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1221215
http://avidaeumpalco.com/tag/pipi-das-meias-altas/





sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Um Filme sobre a Idade Média - Coração de Cavaleiro

Coração de Cavaleiro


Após o seu mestre ter morrido subitamente, o jovem William, um valoroso escudeiro, resolve substituí-lo numa competição que envolve um combate com lanças. Para tal, ele passa a treinar exaustivamente e consegue convencer Chauncer (Paul Bettany), um escritor, a forjar uma árvore genealógica para si próprio. Esta árvore faria com que ele tivesse uma família de nobres e não traria dúvidas à sua participação no torneio.
William, que queria pertencer à alta linhagem da nobreza, vai conseguir convencer Chaucer a forjar documentos genealógicos que o façam passar por cavaleiro e é agora Ulrich von Lichtenstein.
Com uma nova história em mãos, o jovem vai provar a si próprio que consegue ser um bom cavaleiro e para isso entrar num torneio, encontrando o romance pelo caminho...
Será que William vai conseguir alterar o seu destino?
Inspirado em "The Canterbury Tales", esta é a história de William, um jovem escudeiro com o dom de ser um corajoso cavaleiro.

Ficha Técnica
Realização
Brian Helgeland
Interpretação
Heath Ledger James Purefoy Paul Bettany Rufus Sewell Shannyn Sossamon
Argumento
Brian Helgeland
Filme online:
http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-coracao-de-cavaleiro-dublado-online.html

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-29298/

Fontes:
http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-coracao-de-cavaleiro-dublado-online.html

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Versão divertida de "Branca de Neve e os sete Anões"


Espelho, Espelho Meu – Dublado

Assim, depois de ver o filme "Mirror, mirror", com Julia Roberts no papel de uma rainha muito má e com um sentido de humor muito apurado (má e magnífica!!!! lol), lembrei-me de fazer uma cine-ficha ( a ser usada no 3º ciclo, por exemplo).
Deixo aqui uma outra proposta aos alunos para que peguem num outro conto - A Bela Adormecia, A Gata Borralheira, O Gato das Botas, O Patinho Feio, etc - e escrevam, também eles, uma versão especial, sem esquecer certos pontos em comum com a história original? Uma ideia engraçada e estimulante, sem dúvida...
Cine-ficha de “Mirror, mirror” (Espelho meu)



http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-espelho-espelho-meu-dublado-online.html

 1.Onde desapareceu o pai da Branca de Neve?
a.    No reino de Valência.
b.    No Lago dos Encantos.
c.    Na Floresta Negra.
d.    Na Gruta da Solidão.
 
2.    O príncipe Alcott foi, com o seu criado, até à Floresta à procura 
a.    do seu pai.
b.    de Branca de Neve.
c.    dos anões.
d.    de aventura.
 
3.    O rei, antes de partir, deixou a Branca de Neve
a.    um espelho.
b.    uma adaga.
c.    um colar.
d.    um livro.

4.    Ao falar com o espelho, a Rainha
a.    passava para uma nova dimensão onde se aconselhava com o seu reflexo.
b.    perguntava sempre quem era a mais bonita.
c.    mostrava algum arrependimento das suas más ações.
d.    desejava ser jovem como a Branca de Neve.
 
5.    No filme, os sete anões 
a.    são mineiros.
b.    têm profissões diferentes.
c.    são ladrões.
d.    não vivem todos juntos.
 
6.    Como se chama a criatura da Floresta da qual todos têm pavor?
a.    O Monstro.
b.    A Nereida.
c.    O Centauro.
d.    A Besta.
 
7.    O tratamento de beleza da Rainha incluía 
a.    picadas de abelhas e fezes de pássaros.
b.    frutos silvestres e mel.
c.    farinha de trigo e açúcar em pó.
d.    ovos de águia e leite de corça.
 
8.    Para conquistar o Príncipe, a Rainha organizou um baile de máscaras em que
a.    o príncipe ia vestido de cão e Branca de Neve de gata.
b.    o príncipe ia vestido de coelho e Branca de Neve de cisne.
c.    o príncipe ia vestido de pavão e Branca de Neve de raposa.
d.    o príncipe ia vestido de morsa e Branca de Neve de águia.
 
9.    O servo da Rainha, Brighton, foi assaltado pelos anões quando
a.    ia para a Floresta matar Branca.
b.    voltava da cidade, onde tinha ido buscar seda para fazer o vestido de noiva da Bruxa.
c.    regressava da cidade, onde tinha recolhido mais impostos.
d.    ia ao reino vizinho convidar o Rei para o casamento da Rainha com o Príncipe.
 
10.  Ao descobrir que Brighton não tinha assassinado Branca como lhe ordenara, a Bruxa transformou-o em
a.    cão.
b.    abelha.
c.    abutre.
d.    barata.
 
11.  A cor preferida da rainha era o
a.    dourado.
b.    azul.
c.    vermelho.
d.    preto.
 
12.  Para conquistar o Príncipe, a Rainha deu-lhe, por engano, uma poção
a.    de alegria eterna que o fazia rir como um doido.
b.    de amor, mas amor de cachorrinho.
c.    chamada “Felizes para sempre” que estava estragada.
d.    de beleza interior, que o transformou num ser muito feio, mas belo por dentro.
 
13.  Um anão soube, na aldeia, que o casamento entre a Rainha e o Príncipe decorreria no dia seguinte
a.    numa clareira.
b.    no palácio.
c.    no lago.
d.    na praia.
 
14. Para lutar contra os anões, a Bruxa usou magia negra. Utilizou, pois, 
a.    animais enfeitiçados e enfurecidos.
b.    papagaios de papel com vida própria.
c.    duas marionetas controladas por fios.
d.    criaturas de barro com imensa força.

15. Ao chegar ao local do casamento, a Rainha percebeu que
a.    o Príncipe tinha sido raptado.
b.    a poção mágica tinha perdido o efeito.
c.    os convidados tinham desaparecido.
d.    o padre não tinha comparecido.

 16.  A Rainha já se tinha casado
a.    3 vezes.
b.    4 vezes.
c.    5 vezes.
d.    Seis vezes.
 
17.  Para quebrar o feitiço do Príncipe, Branca de Neve
a.    usou uma anti-poção que descobriu num livro de magia negra.
b.    beijou-o com amor.
c.    prendeu-o a uma cadeira durante 3 dias.
d.    deu-lhe a beber água benta.

18.  Branca conseguiu quebrar o feitiço da Besta e descobriu que
a.    afinal não era assim tão má; apenas estava enfeitiçada pela Rainha.
b.    se tratava do seu próprio pai transformado.
c.    bastava ter um coração puro para não ser atacada por ela.
d.    esta estava sob o domínio da Rainha há 100 anos.

19.  Ao mesmo tempo que Branca quebrou o feitiço da Besta, a Rainha
a.    envelheceu.
b.    desmaiou.
c.    foi visitada por demónios que a tentaram levar.
d.    foi descoberta pelos anões.

20.  No dia do casamento, a Rainha tentou matar Branca
a.    à facada.
b.    asfixiando-a.
c.    envenenando-a.
d.    ao empurrá-la da torre.


Fonte:
http://textosintegrais.blogspot.pt/2012/07/versao-divertida-de-branca-de-neve-e-os.html

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Curiosidades sobre Tintin

Sabia que Portugal foi o primeiro país do mundo a publicar as histórias de Tintin a cores? E a que a banda Thompson Twins escolheu o seu nome a partir dos irmãos Dupond? Eis 10 curiosidades sobre a mítica série de Hergé.
Curiosidades sobre Tintin - 2 (Columbia Pictures)


As histórias do Tintin incorporam vários géneros, tais como: mistério, aventura, fantasia, ficção científica e sátira, tudo com breves passagens cómicas.

Hergé é um pseudónimo: Quase todos sabem disto, mas para registo, o criador de Tintin chamava-se Georges Remi. O pseudónimo deriva das iniciais invertidas do autor belga, RG, que foneticamente podem ser lidas como Hergé.
Curiosidades sobre Tintin - 6 (Columbia Pictures)

Tintin é um jornalista que não escreve: Tal como confirmou Hergé por mais que uma vez, Tintin é jornalista porque essa profissão lhe permitia justificar as viagens do seu herói em redor do mundo. Porém, a verdade é que só no primeiro dos 24 álbuns da série, «Tintin no País dos Sovietes», é que vemos o repórter a escrever. Nos restantes, raramente escreve.
Curiosidades sobre Tintin - 7 (Columbia Pictures)


O primeiro nome do melhor amigo de Tintin, o Capitão Archibald Haddock (desempenhado por Andy Serkis) é desconhecido até ao último livro da Saga: "Tintin e os Picaros". O Capitão surge pela primeira vez no episódio "O Caranguejo das tenazes de ouro". Uma das características que mais se destaca no Capitão é o facto de este ter tendência para a bebida.

Portugal foi o primeiro país não francófono a publicar Tintin: O jornal infantil católico «O Papagaio» começou a publicar as aventuras de Tintin em Portugal a partir de 16 de Abril de 1936, sendo o nosso país o primeiro a editar as histórias do herói de Hergé noutra língua que não o francês. A história era «Tintin na América», então intitulada «Aventuras de Tim-Tim na América do Norte».

Curiosidades sobre Tintin - 8 (Columbia Pictures)


As aventuras do Tintin levam-no para locais reais e fictícios. Hergé recriou alguns lugares do mundo baseados em imagens no National Geographic.
Portugal foi o primeiro país do mundo a publicar Tintin a cores: Isso mesmo, nem sequer a França ou a Bélgica tinham publicado Tintin a cores quando «O Papagaio» começou a fazê-lo logo desde o início. O que surpreendeu Hergé, que não tinha acordado nem com as cores nem sequer com a remontagem das pranchas, adaptadas às necessidades da publicação portuguesa.
Curiosidades sobre Tintin - 9 (Columbia Pictures)


"Tintin" é o seu último nome.Tem entre 17 e 19 anos de idade. É um repórter de investigação, mas tem caraterísticas que o tornam ainda mais especial: aventureiro, curioso, honesto, capaz e decente por natureza. O seu papel no filme é desempenhado pelo ator Jamie Bell.

Milou sempre foi um cão, nunca uma cadela: A dúvida sobre o verdadeiro sexo de Milou que ainda hoje persiste na mente de muitos portugueses deriva do facto de, na primeira publicação de Tintin em Portugal, o nome do fox terrier do repórter belga ter sido mudado de Milou para Rom-Rom. A razão terá sido a de não querer utilizar o mesmo nome de uma jovem cantora que então cantava nas emissões radiofónicas de «O Papagaio» na Emissora Nacional e na Rádio Renascença, a futura vedeta Milú. A troca de sexo terá sido simples erro de tradução, provavelmente motivado pelo facto de Milou soar em português a nome feminino.

Curiosidades sobre Tintin - 10 (Columbia Pictures)


Milou é um cão de raça Fox Terrier com uma caraterística pouco usual: a sua cor branca, que não é comum nesta raça. Companheiro e amigo de Tintin, também ele tem um papel fundamental na aventura. Descobre, na maioria das vezes, a peça que falta para desvendar um mistério e salvar o dia. Mas quando o gato do Mrs. Finch está por perto, Milou obviamente cede ao seu instinto natural.
Tintin já foi português: Nas primeiras décadas de publicação em Portugal, quando era habitual aportuguesar a tradução das aventuras de alguns heróis, Tintin passou a ser um repórter português, enviado à aventura pelo «O Papagaio» ou pela publicação em que o herói surgiu a seguir, o «Diabrete». Nesse sentido, a história «Tintin no Congo» passou a ser «Tim-Tim em Angola», substituindo-se a colónia belga pela colónia portuguesa.
Curiosidades sobre Tintin - 13 (Columbia Pictures)


Hergé baseou o ambiente do Tintin na sua própria cidade de Bruxelas, na Bélgica. Para fazer este filme um dos designers viajou até Bruxelas para reunir algumas referências simbólicas como o apartamento do Tintin. em Labrador Road, e Marlinspike Hall.

Portugal trocou víveres com Hergé durante a guerra: Durante a Segunda Guerra Mundial, em que Portugal se manteve neutral, os dois periódicos que então publicavam a obra de Hergé em Portugal («O Papagaio» e «Diabrete»), chegaram a pagar a Hergé, a pedido do próprio, não em dinheiro vivo mas em víveres (conservas, café, chocolate…), enviados não apenas para si mas principalmente para o seu irmão Paul, então prisioneiro de guerra num campo para oficiais na Alemanha.

Curiosidades sobre Tintin - 18 (Columbia Pictures)


Tintin explorou a lua em 1954, ou seja, 15 anos antes de Neil Armstrong ter pisado, pela primeira vez, solo lunar.
A introdução da linha clara: Hergé é o autor de BD mais influente da Europa e o estilo que criou, fruto de influências diversas, tornou-se um emblema das histórias as quadradinhos europeias, copiado e adaptado por diversas gerações. O termo «linha clara», criado pelo holandês Joost Swarte, tornou-se recorrente para descrever o aspeto gráfico das histórias de Hergé, caracterizado pelo uso de linhas de contornos fortes, ausência de tracejados e de profundidade de campo, com todos os elementos da imagem igualmente focados e bem definidos. Entre os autores que utilizaram esse estilo contam-se nomes como Edgar Pierre Jacobs («Blake e Mortimer»), Jacques Martin («Alix») ou Yves Chaland («Freddy Lombard»).
Curiosidades sobre Tintin - 1 (Columbia Pictures)


As aventuras de Tintin foram colecionados em 24 livros no total. A última aventura completa foi publicada em 1976. O 24.º título, "Tintin e Alph-Art" nunca foi concluído mas foi publicado posteriormente em 1986.

As acusações de colaboracionismo e racismo: Como sempre, convém ler as atitudes no contexto da época. As acusações de racismo motivadas essencialmente pela história «Tintin no Congo» de 1930 devem-se ao retrato paternalista (embora não negativo) que a história dá aos negros, consequente com a visão da época, até considerada relativamente progressista, uma vez que os vilões da história são brancos. Hergé chegou a lamentar o retrato mas tendo em conta que o resto da sua obra foi caracterizada pelo amor às outras culturas, a acusação de racismo não faz qualquer sentido. As acusações de colaboracionismo pesaram mais sobre o autor e devem-se ao facto de, durante a ocupação nazi da Bélgica na Segunda Guerra Mundial, ele ter criado histórias de Tintin para o «Le Soir», um jornal alinhado com os ocupantes. Hergé defendeu-se dizendo que se limitou a continuar a trabalhar no seu ofício, que era a BD, tal como qualquer outro cidadão. As próprias histórias nunca defenderam o nazismo havendo até uma denúncia não direta do Anschluss em «O Ceptro de Otokar».
As influências na cultura pop: Entre a imensidão de referências e homenagens a Hergé na cultura pop, a mais importante será certamente a influência que Andy Warhol e Roy Lichtenstein reconheceram nas suas obras. O primeiro, amigo pessoal de Hergé, fez uma série de quadros com o autor belga e o segundo diversas pinturas baseadas em vinhetas da BD.
Curiosidades sobre Tintin - 5 (Columbia Pictures)
No campo da música, a banda britânica Thompson Twins escolheu o seu nome a partir da tradução inglesa dos nomes de Dupond e Dupont para Thompson e Thomson. Mas a citação mais célebre aplicada a Tintin, e que extravasa a cultura popular, foi a frase dita por Charles De Gaulle na altura em que foi presidente da França a André Malraux, então Ministro da Cultura: «No fundo, o meu único rival internacional é Tintin».

Fontes:
http://duvida-metodica.blogspot.pt/2011/12/tintin-e-o-segredo-do-licorne.html
Ler mais: http://visao.sapo.pt/parabens-tintin=f764957#ixzz2uGNwfMcT
http://tintinemportugal.blogspot.pt/
http://cinema.sapo.pt/atualidade/noticias/tintin-curiosidades-de-um-reporter-da-bd
http://entretenimento.pt.msn.com/cinema/ser%c3%a1-que-j%c3%a1-sabe-tudo-sobre-o-tintin?page=2