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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Viagem a Mérida

Em Junho de 2013 fomos passear a Mérida, cidade que há muito queria conhecer.


A cidade de Mérida, Emérita Augusta como foi baptizada pelos Romanos, deve o seu nome ao imperador Augusto, e ao facto dos seus principais colonos serem legionários, que por terem cumprido o seu dever ao serviço de Roma eram considerados “ emeritos”.


O Teatro Romano com capacidade para 6.000 espectadores, foi criado por Agripa no ano 24 d.c., está muito bem conservado e é um dos mais belos e imponentes monumentos que se podem visitar. O anfiteatro de grandes dimensões fica perto do teatro.


Esta foi a antiga capital da Lusitânia, aí chegados, visitámos o Teatro e Anfiteatro Romanos.


Visitámos a zona antiga da cidade, havendo a oportunidade de conhecer o Forum, o Templo de Diana e o Arco de Trajano.


Emérita Augusta antiga e próspera cidade foi capital da Lusitânia, fundada pelo imperador Augusto, no ano 25a.C., hoje capital da região Autónoma da Extremadura, contando actualmente com mais de 60.000 mil habitantes.
Desde 1993, que esta cidade foi declarada, pela UNESCO, como Património da Humanidade.



Museu Nacional de Arte Romano
O actual Museu Nacional de Arte Romano, veio a substituir o antigo Museu Arqueológico de Mérida, criado por um Real Decreto em 26 de Março de 1838.
A 19 de Setembro de 1986 foi inaugurado o edifício sede do actual Museu, obra de Rafael Moneo Vallés, expoente máximo da Romanização da Hispânia, explicada através das centenas de peças recuperadas dos campos arqueológicos de Mérida.
Centro investigador e difusor da cultura romana é hoje palco de congressos, colóquios, conferências, cursos, exposições e muitas outras actividades de âmbito nacional e internacional.

sexta-feira, 14 de março de 2014

O meu fim-de-semana em Paris

Eu sempre fui uma apaixonada pela História, não sei a razão de gostar tanto de História e de ter prazer em estudá-la e de saber cada vez mais. Ela sempre foi a minha disciplina preferida e muito cedo, lá pelo 8º ano, decidi que ia ser professora de História. Para os meus colegas era uma ideia estranha pois a História pode ser uma coisa muito monótona durante a adolescência.

Penso que foi nas aulas de História do 8º ano, enquanto aprendia os factos da Revolução Francesa, que comecei a sonhar com Paris e em visitar os seus monumentos.



Dizer que Paris é linda é absolutamente óbvio, a cidade tem um significado único para cada um de nós e depende da nossa cultura, sensibilidade histórica, gosto e formação pessoal.
Os bairros mais importantes que queria conhecer eram o "Quartier Latin", situado na famosa margem esquerda do Sena. O "Marais", bairro repleto de artistas e pessoas do mundo da moda. E Montmartre, com a sua famosa Place du Tertre, os seus pintores e artistas de rua, cafés, esplanadas e restaurantes.
Logo que cheguei, só pensava em ver e subir ao último andar da Torre Eiffel, queria convencer-me de que estava em Paris, de que não estava a sonhar...
O rio Sena, divide Paris em duas partes, com bancos para relaxar, pontes lindas para ligar os dois lados e os famosos “Bateaux Mouches”, que percorrem vários pontos turísticos da cidade e que valem muito a pena. Adorei as praças, os jardins, as ruas, os cafés, os parques, os monumentos, as esplanadas, o rio Sena...
Além de museus, lojas e cafés maravilhosos, existem vários parques e áreas verdes imperdíveis em Paris:
Jardin du Tuileries: Lindo jardim na frente do Museu do Louvre.
Parc du Champ de Mars: Um óptimo lugar para relaxar abaixo da Torre Eiffel.
Jardin de Trocadero: Pequeno jardim do lado oposto do rio, onde fica a Torre Eiffel.
Jardin de Luxembourg: Localizado no 5º Arrondissement, é um dos mais famosos jardins de Paris e também o meu preferido, onde se vê o  Palais du Luxembourg, uma das construções mais bonitas de Paris.
Construída no século XIX, a Torre Eiffel é o monumento mais visitado do mundo!
Todos os anos, milhões de turistas sobem até o topo da torre, onde é possível ver toda a cidade. Para chegar até lá, é preciso adquirir os bilhetes para os elevadores do primeiro e do segundo nível. Ao todo são três níveis abertos para visita, e para chegar ao segundo nível podem subir-se cerca de 300 degraus. O acesso ao terceiro nível é feito somente através de elevadores.

O Moulin Rouge, que em português significa Moinho Vermelho, é um famoso e tradicional cabaré de Paris. O cabaré continua em funcionamento para aqueles que gostam da vida boémia da cidade, e querem reviver o ambiente da Belle Époque. Muito visitei eu em 3 dias, 7, 8 e 9 de Março... o resto ficará para depois.





Não podia deixar de conhecer a Basílica de Sacré-Coer e Montmartre, aqui fiquei a conhecer os locais que aparecem no filme "O Fabuloso Destino de Amélie". A Basílica está localizada no ponto mais alto da cidade, no monte Martre. Após a sua construção, este tipo de arquitetura serviu de inspiração para várias outras catedrais e basílicas ao redor do mundo. O aspecto boémio de Montmartre também tem sua história. Os bares populares com pistas de dança, as famosas guinguettes, atraíram multidões desde o final do final do século XVIII. As pessoas dançavam e bebiam por preços mais baixos em cenários campestres, Montmartre ainda era o campo, longe da cidade.

O pintor Renoir imortalizou um destes lugares, o Moulin de la Gallete, aberto até hoje. A obra acima – Bal au moulin du moulin de la Galette –  encontra-se no Musée d’Orsay.
O período mais glorioso de Montmartre situa-se entre 1900-1914, quando artistas, pintores, escultores, escritores invadiram a área atraídos pela luz e claridade da colina e alugueres mais baratos. Nesta época, a praça Emile Goudeau – berço da arte moderna – foi o endereço de vários deles, inclusive Picasso.
Eles moravam no Bateau Lavoir, antiga fábrica de pianos transformada em ateliers para os artistas. Em 1904, Picasso, ainda pobre, mora em um desses ateliers. O Bateau Lavoir era um lugar precário, onde os moradores gelavam no inverno e se sufocavam no verão. Em 1907 Picasso pintou Les Demoiselles d’Avignon neste endereço.
Mas a história de Montmartre está longe de terminar, o seu charme está intacto. Como prova, o imenso sucesso do filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain".
Considerado o mais importante museu do mundo, e o mais visitado, o Museu do Louvre é onde se encontra um acervo com importantes obras como a Mona Lisa e a Vénus de Milo, e artistas como Goya e Miguel Ângelo.





O estilo gótico da arquitetura da catedral que é uma das mais antigas da França encanta a todos. Além disso, os quase duzentos vitrais presentes ali também são de tirar o folego! Todo o interior da catedral, os sinos, os órgãos e os vitrais compõem uma das mais belas atrações da cidade.
Há mais ou menos vinte anos tinha visitado Paris só de passagem, em viagem da Alemanha para o sul de França, nessa altura fui visitar o "Futuroscope", de que falarei noutro post. E em todos estes anos fiquei a sonhar com Paris através do cinema, da leitura e da pintura...
Paris é dividida em 20 bairros numerados, ou arrondissements, organizados em espiral a partir do coração da cidade, onde estão a estação de Châtelet (a mais movimentada) e o Louvre.

Quanto mais baixo é o número do arrondissement, mais central é a sua localização. Tentei ficar entre os arrondissements 1 e 6 (Châtelet/Louvre, Bourse, Marais, île St.-Louis, Quartier Latin, Sorbonne, St.-Germain), e chega-se mais depressa a qualquer canto da cidade.




 Todos esses lugares que visitei e onde tirei dezenas de fotografias, lembravam-me filmes e acontecimentos históricos, fizeram com que deseje voltar sempre e também me fizeram desejar nunca mais sair dali.
Digo também isto porque, a meu lado, no avião de regresso, vinha um português que vive há 50 anos nos arredores de Paris e nunca tinha visitado os monumentos que eu visitei num fim-de-semana. No entanto, desloca-se lá com bastante frequência, em viagens de trabalho.
Tive a sorte de ter um amigo em França que se disponibilizou a ir buscar-nos e levar-nos  ao aeroporto, a mostrar-nos Paris, acompanhando-nos de carro por toda a cidade. Os lugares ligados à revolução que ficam dentro de Paris estão situados num perímetro de cerca de 5 quilómetros. É possível percorrer isso em duas horas a pé e em meia hora de carro, dependendo do trânsito que é normalmente infernal. Nada sobrou da Bastilha – a prisão e fortaleza foi totalmente destruída em 1789 – mas passa-se pela praça que lembra a sua existência e  pensa-se no avanço dos filhos da pátria e no fim do direito divino dos reis.

  E ainda há muito mais para visitar numa próxima vez, a Place du Châtelet e o "Les Invalides", onde está o túmulo de Napoleão I, o Bonaparte. E, a cerca de 20 quilómetros de Paris, está Versalhes, um palácio de 700 quartos, que pertencia à  família real francesa (e depois ao imperador Napoleão I) que foi cercado pelos revolucionários em 1789...





Fontes:
http://zenpasstravel.wordpress.com/2010/11/01/a-torre-eiffel-3/
http://blogdotiburon.com/2013/12/02/paris-dia-3/
http://viagens-a-2.blogspot.pt/2007/08/paris.html
http://www.360meridianos.com/2011/11/monumentos-de-paris-historia.HTML

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

REPORTAGEM "Visita de Estudo a Miróbriga"

Saímos da escola por volta das 10.30, passámos pela Tanganheira e entrámos na estrada das curvas até Santiago do Cacém.

Quando chegámos a Miróbriga fomos visitar o museu que também é o centro de acolhimento e interpretação. 


No museu vimos moedas, pedaços de cerâmica, de vidro, colunas, telhas, e muitos objetos construídos pelos romanos.

Depois apareceu um senhor que era guia e trabalhava no museu, ele explicou-nos tudo o que a gente ia visitando.

Esta cidade tem mais de 2000 anos e tinha cerca de 2500 habitantes no tempo dos romanos.

Andámos em cima da calçada romana, subimos escadas romanas e visitámos insúlas, tabernae, termas, ponte romana, o fórum (praça principal), os templos e as dómus. 


Não pudémos ver o hipódromo porque está situado dentro de uma propriedade privada.
Nas termas vimos três piscinas, uma onde tomavam banho de água quente, outra de água morna e outra de água fria. 

Os romanos eram muito limpos e asseados, gostavam de tomar banho e faziam sauna, jogos e massagens. 


As senhoras também faziam depilação e tratamento da pele nas termas.

Seguidamente  fomos visitar o castelo de Santiago do Cacém.  





quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Fim de semana em Ponte de Lima

Cá estamos nós a passar um fim de semana de descanso em Ponte de Lima. Gosto muito de Ponte de Lima, o Minho fascina-me com a sua paisagem, as suas gentes, as tradições e a sua gastronomia.

Ponte romana/medieval de Ponte de Lima


Monumento às Feiras Novas e ao Folclore, de Salvador Vieira, em Ponte de Lima .




Monumento evocativo da Lenda do Rio Lethes- Rio do Esquecimento nas margens do Rio Lima em pleno centro histórico


LENDA DO RIO DO ESQUECIMENTO
Existem várias lendas relacionadas com o Rio Lima mas esta é a mais conhecida e refere-se à passagem pela nossa região de Décio Juno Bruto, comandante das legiões Romanas, com os seus soldados.


Certo dia, Décio Juno Bruto, com as suas tropas, chegaram à margem de um rio.
Os soldados, ao observarem a paisagem maravilhosa, a tranquilidade e a pureza das águas desse rio, pensaram que estavam junto ao rio Lethes, o rio do esquecimento.
Reza a lenda, que quem atravessasse este rio, perderia completamente a memória.
Nunca mais se lembraria da família, nem da Pátria.
Décio Bruto procurou um lugar seguro, onde os seus homens pudessem atravessar sem perigo e ordenou que iniciassem a travessia.




Os soldados receando os poderes do rio recusaram-se a fazer a travessia.
O comandante das tropas romanas, pegou na bandeira e atravessou o rio.
Já na outra margem, chamou pelos nomes dos seus homens, um a um, provando que não tinha perdido a memória e que a lenda do rio não era verdadeira.

Fontes:
http://dolethes.blogspot.com/2010/06/lenda-do-rio-lethes.html

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Gibraltar, a História de um Rochedo

Em 2002 visitei Gibraltar e fiquei admirada com a estadia num território completamente britânico aqui mesmo ao nosso lado. Entramos por fronteiras vigiadas, onde somos revistados por guardas da rainha vestidos à maneira inglesa, as ruas, as placas e as lojas lembram-nos que estamos numa região inglesa. Resolvi então investigar mais um pouco sobre o assunto.
 

A península de Gibraltar é um território britânico ultramarino, localizado próximo da ponta mais meridional da Península Ibérica, sobre o Estreito de Gibraltar. Este pequeno território de apenas quatro milhas quadradas tem cerca de 30 000 habitantes, faz fronteira com Espanha e é famoso pelo seu maciço de pedra calcária que se eleva de forma impressionante do mar circundante. O estreito é uma separação natural entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, e entre dois continentes: Europa e África. Ao norte, encontra-se a Espanha; ao sul, Marrocos e Ceuta, enclave espanhol no norte de África. Era conhecido na antiguidade como "Os Pilares de Hércules".

Em Gibraltar há inúmeras espécies de animais selvagens, sendo um paraíso para os amantes da Natureza. Por exemplo, os Macacos da Barbaria são os únicos animais selvagens que existem em toda a Europa e podem ser vistos no seu habitat natural e são a atracção principal para os turistas que visitam a ilha.


O nome Gibraltar tem origem na expressão árabe jabal al-Tariq que significa "Montanha de Tarique". A montanha, um rochedo militarmente estratégico na entrada do mar Mediterrâneo, protege o estreito que une África ao continente europeu. O nome Gibraltar tem por finalidade perpectuar os feitos do general árabe muçulmano Tariq ibn Ziyad que no ano de 711 d.C., ao tomar o reino visigótico na Península Ibérica acabou e pôs fim ao extermínio em massa de judeus naquela região. Gibraltar também é conhecida por "Gib" ou "The Rock" (o Rochedo).

Uma força anglo-neerlandesa liderada por Sir George Rooke apoderou-se de Gibraltar em 1704. O território foi cedido à Grã-Bretanha pela Espanha no Tratado de Utrecht em 1713, como parte do pagamento da Guerra da Sucessão Espanhola. Nesse tratado, Espanha cedeu à Inglaterra "… a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes … para sempre, sem qualquer excepção ou impedimento."

Apesar de tudo, o tratado de cessão estipula que nenhum comércio por terra entre Gibraltar e a Espanha deve ocorrer, excepto para provisões em caso de emergência se Gibraltar não conseguir ser abastecida por mar. Uma condição especial nesse tratado é que "nenhuma permissão deve ser dada sob qualquer pretexto, tanto a judeus quanto a mouros, para morarem ou terem residência na dita cidade de Gibraltar". Esta restrição foi rapidamente ignorada, e por muitos anos tanto judeus como árabes moraram pacificamente em Gibraltar. Numa cláusula de reversão, se a coroa britânica quiser abandonar Gibraltar, deve oferecê-la primeiro à Espanha.

Nos tempos de Franco, as fronteiras do "rochedo" estiveram encerradas, dificultando a vida aos seus 30 mil habitantes. A passagem de pessoas e bens voltou a ser possível em 1985.
Num referendo de 1967, a população de Gibraltar ignorou a pressão espanhola e votou maciçamente por permanecer uma dependência britânica. Mais recentemente, num segundo referendo que ocorreu em novembro de 2002, 99% dos votantes rejeitaram qualquer proposta de partilha de soberania entre o Reino Unido e a Espanha. No entanto, os gibraltinos têm procurado um status mais avançado e um relacionamento com o Reino Unido que reflita o presente nível de auto-governo. Uma nova constituição para o território foi submetida a aprovação.

Em julho de 2009 o ministro dos Negócios Estrangeiros de Madrid, Miguel Ángel Moratinos, fez uma visita histórica a Gibraltar, a primeira vez em 300 anos que um ministro espanhol visitou o "rochedo", não deixando, contudo, de reclamar a soberania de Espanha.
Fontes:
http://www.aproximaviagem.pt/html/n2/12_gibraltar.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gibraltar
http://gibraltarlibre.blogspot.pt/p/mentiras-sobre-gibraltar.html