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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A MINHA PARTICIPAÇÃO NA EXPOSIÇÃO COLECTIVA “DUELO DE ROSAS – SENSUALIDADES”na Covilhã

O espaço do antigo café Montalto transformou-se em galeria

 de Arte para acolher uma exposição que reúne mais de 150

 obras de mais de 40 artistas. 






Esta mostra designada de “Duelo das Rosas –

 Sensualidades” foi inaugurada no sábado, 14 de Fevereiro, 

pelas 16h. 



Participei com a tela "Noites loucas do Número Uno"






Foram muitos os artistas presentes que manifestaram a sua

 satisfação por  exporem as obras num local central e

 frequentado por grande número de visitantes, expressando

 a nostalgia do tempo em que as exposições se realizavam

 ali ao lado, no posto de turismo que funcionava nas arcadas

 da câmara.







A exposição dinamizada pela equipa dos Museus Municipais

 apresenta, segundo opinião desta, grande qualidade e

 aspectos pioneiros na cidade como o facto de se trazerem

 obras emblemáticas de conceituados museus nacionais.

 Uma das peças que atrai mais atenções é a “cabrocha 

brasileira” um quadro do conhecido pintor covilhanense,

 Eduardo Malta, cedido temporariamente pelo Museu José

 Malhoa.








.
Ainda de acordo com a coordenação da exposição, é


 possível ao visitante observar como a temática da

 sensualidade foi tratada artisticamente desde as primeiras

 décadas do século XX até aos nossos dias, na pintura, 

escultura, fotografia e instalação.
.
Esta mostra estará patente ao público até 15 de Abril, o 

horário de funcionamento é de terça a domingo entre as 10h

 e as 18h e a entrada é livre.



Fontes:
 http://beira.pt/portal/noticias/duelo-das-rosas-sensualidades-em-exposicao-no-espaco-montalto-na-covilha/
 http://www.urbi.ubi.pt/pag/13686

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.862220327183698.1073742352.100570893

Actualização da Biografia e Exposições da Pintora Olinda Gil

BIOGRAFIA e algumas obras de Olinda Gil
 Olinda nasceu a 9 de Agosto de 1963 na Covilhã, Serra da Estrela. Com 5 anos parte para Moçambique onde o pai já se encontrava.
Almas Africanas
 Foi criada em Moçambique, de lá é a sua alma e o seu primeiro encontro (e acaso o maior) com a felicidade. O pai era dono da Africarte - loja e galeria de arte -, em Nacala, uma cidade do norte de Moçambique e desde criança ficou sob o sortilégio da arte africana. Em Nacala frequentou a pré-primária e a escola primária.
Sevilhanas em Ourique

Kokuanas
 Volta à Covilhã após a descolonização onde passa a adolescência e faz os estudos secundários.
Amigos de Malangatana
Aos 20 anos vai para Braga onde faz estudos superiores. É autodidacta nas Artes. Após o curso do Magistério Primário de Braga licencia-se em História e Ciências Sociais (ensino de) pela Universidade do Minho, em Braga. Profissionalizada no 2º ciclo pela Universidade do Minho e Profissionalizada no 3º ciclo e secundário pela Universidade Aberta, tem leccionado desde há 25 anos no Minho, nos Açores e no Alentejo.
O elefante do Parrot de Nacala
Amamentando
Exposições:

• Exposição na Escola EB 2,3 Gaspar Frutuoso, Ribeira Grande, 2000

• Exposição no Bar Alabote - restaurante-bar, Ribeira Grande, 2000

• Exposição no Bar Sentado em Pé - restaurante-bar, Ponta Delgada, 2000
• Exposição na Junta de Freguesia de Castro Verde - Dia da Mulher em Castro Verde, 2009
• Exposição na Escola Básica Aviador Brito Paes de Colos, Maio de 2010
• Exposição na Escola Secundária de Castro Verde, Abril de 2011
• Exposição Colectiva na Paradigma Art Gallery, Covilhã, Outubro de 2011

• Exposição no Espaço Garrett, Grândola, Novembro e Dezembro de 2011
• Exposição em Braga - Junta de Freguesia de S. Vicente - Fevereiro e Março de 2012
• Exposição em Oeiras – Galeria EntryDecor - Julho de 2012
• Exposição na Vidigueira – Salão das Artes – colectiva - Setembro de 2012

• Exposição nas Caldas da Rainha – Colectiva Artshow - Outubro de 2012
• Exposição em Linda-a-Velha – Centro Comunitário de Linda-a-Velha - Novembro de 2012
• Exposição em Aljustrel –Biblioteca Municipal - Março de 2013
• Exposição na Covilhã – Galeria Casa dos Magistrados - Junho de 2013
• Exposição em Ourique – Biblioteca Municipal - Julho de 2013
• Exposição na Covilhã – Bar Musicais - Julho de 2013
 • Exposição no Cercal do Alentejo – Biblioteca da Escola EB 2,3 - Novembro de 2013
• Exposição em Braga – Mosteiro de Tibães - Dezembro de 2013
 Exposição em Sines – Bar Substância – Janeiro e Fevereiro de 2014
Kanimambo
 • Exposição em Beja – Restaurante Espelho D´Água - Junho e Julho de 2014
        • Exposição em Castro Verde – Bar 7ª Arte – Julho e Agosto de 2014
        • Exposição em Paço D´Arcos – Restaurante Moçambicano "O Queque" – Setembro e Outubro de 2014
        • Exposição colectiva na covilhã – Espaço Montalto- Município da Covilhã - Fevereiro, Março e Abril de 2015
Zambézia

sábado, 12 de julho de 2014

TAP homenageia Malangatana

A companhia aérea de bandeira portuguesa TAP (Membro Apoiante da UCCLA) procedeu a uma homenagem póstuma ao artista plástico 
moçambicano Malangatana Valente Nguenya, atribuindo o seu nome a um avião recentemente adquirido.

http://bit.ly/TUr58l



https://www.facebook.com/MozNice?fref=photo

domingo, 29 de junho de 2014

Esta Professora Despediu-se para Pintar – Agora Os Seus Quadros Valem Milhões

Este magnifico talento escondido fez com que Layla reflectisse sobre a sua vida. “Eu amava a música e amava ensinar ,” declarou, “mas nunca quis admitir que depois de 25 anos de ensino de música, estava a ficar cansada.”

Era este o dilema que Layla vivia, até descobrir a sua artista interior. Layla recebia um salário estável, dinheiro que ela e o seu marido, Robert, um procurador fiscal, usavam para pagar a faculdade dos seus filhos e para ajudar a suportar um pequeno negócio de vinhos da família.

“Mas de repente, toda a gente, incluindo o meu marido, diziam: 'Ensina em part-time e vê se a arte te pode levar a algum lado.' Mas eu sabia que se queria dar oportunidade à arte, tinha que dar tudo de mim.”

Em 2001, dois anos após pendurar a sua primeira pintura na grande parede branca, Layla deixou o trabalho de professora. “O meu marido disse ‘Eu sinto-me como se estivéssemos no Titanic e tu tivesses simplesmente saltado.’”

Layla ouviu todas as estatísticas assustadoras: Apenas 5% dos artistas ganham dinheiro, apenas 5% do mundo da arte tinha saída. Como é que ela faria parte da excepção desses 5%, escapando à regra dos outros 95% dos artistas sem sucesso, tornando a sua arte num negócio? Primeiro, Layla percebeu que precisava de estabelecer objectivos profissionais: Definiu um deadline de dois anos para tornar isto possível. “Se não for capaz de conseguir ganhar no mínimo o meu salário, volto a ser professora.” Pensou.

Layla vestiu uma velha camisa branca de Robert e começou a trabalhar entre 10 a 12 horas por dia. “Sabem como os corredores falam da sensação fantástica que têm quando terminam a maratona? Quando pinto, sinto sempre essa sensação.”


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Esta alegria resultou numa explosão de criatividade e, em 2 anos, Layla conseguiu pintar mais de 200 obras — abstractas, representações de flores, músicos, mulheres, homens. “Fui inspirada pelo estilo e cores que Matisse utilizava.”

Através do “espalha a notícia” Layla começou logo a vender as suas pinturas, e a ganhar tanto dinheiro quanto ganhava quando era professora. Animada e fascinada com o seu pequeno sucesso, enviou fotografias das suas obras para reputados consultores de arte de Nova Iorque e marcou reuniões. “Estava tão nervosa à medida que subia o elevador de um elegante hotel francês, em Nova Iorque, para ir para uma reunião numa suite com uma estranha, levando um livro de fotografias dos meus quadros. Só conseguia pensar: O quê estou aqui a fazer?” declarou.

A mulher, do género a Meryl Streep no filme “O Diabo veste Prada”,  estudava cada página do livros com uma atenção cuidada, e cruzava as mãos com agressividade e em silêncio, sempre que Layla tentava contar as histórias das suas obras. Quando a consultora fechou o livro, já tinha o seu veredicto:

“É bom. Mas nós não queremos saber.” Foi então que ela deu a Layla o conselho que mudou a sua vida: “Como é que um quadro de Layla Fanucci?” Layla tentou formular uma resposta, mas a consultora calou-a, dizendo: “Para conseguirmos vender as suas obras, elas têm que ter um estilo que ninguém consiga imitar.”

A consultora de arte sugeriu que Layla produzisse mais obras nos próximos 6 meses. Foi uma tarefa difícil, mas que aceitou prontamente. “Senti instintivamente que este processo me iria levar onde eu precisava de estar.”



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Nos dois anos que se seguiram Layla ouvia as novas críticas da consultora sobre as suas novas obras, e voltava para o seu estúdio para fazer novas experiências. Durante todo este processo desenvolveu uma obra única, com o estilo Layla Fanucci, cenários de cidades: Pinta camada por camada de cor em para comunicar o estado de espírito de cada cidade —Nova Iorque, Paris, Veneza, e Roma. Quando a pintura seca, Layla adiciona detalhes arquitectónicos, como prédios e pontes, em seguida, dá vida aos quadros pintando pessoas, movimentos e energias antes de cobrir estes cenários com mais cor. Assim acaba por pintar 3 cidades por cima da primeira, criando textura e profundidade, para quando se olhar de perto, ser possível ver as outras cidades e os detalhes arquitectónicos a sobressair.

Layla comprovou as suas capacidades quando entregou à consultora de arte um original seu, que foi exposto, em destaque, numa galeria de arte em Nova Iorque, sendo-lhe também oferecida uma exposição a solo para as suas restantes obras. No entanto, a consultora avisou-a que se as obras não se vendessem, a carreira artística de Layla terminaria naquela momento.

Surpreendentemente,  nove das suas obras venderam-se em apenas um mês.

Desde então, fez várias exposições e vendeu os seus quadros a coleccionadores de todo o mundo. Os críticos louvam as suas obras, e uma característica das mesmas em particular: a conexão de Layla com a música. “Ela captura os ritmos das grandes metrópoles, o esplendor lírico dos céus e a cacofonia das ruas. E olhando para estes cenários, conseguimos perceber o porquê das pessoas estarem sempre a voltar para estes lugares, como músicas que nunca nos cansamos de ouvir, como se encontrássemos algo de novo nelas.”


Layla vendeu recentemente a sua maior obra de todos os tempos, uma pinta de 9mx14m chamada “City of the World Opus II”, por $100,000, quando um turista visitou a sua galeria online e se apaixonou pelas suas obras. “Num ano, vendi 32 pinturas e ganhei tanto dinheiro como aquele que faria caso tivesse continuado como professora durante 33 anos.

“Bem, todos nós temos talentos escondidos,”declarou Layla Fanucci “Se os descobrirmos, temos que os desenvolver todos os dias e deixa-los florir. Eu penso muitas vezes no que podia ter perdido, senão tivesse desistido de um salário estável e confiável, para seguir a minha paixão.”
Fonte:
http://chiadomagazine.blogspot.pt/2014/06/esta-professora-largou-o-emprego-para.html

sábado, 7 de junho de 2014

Maior colecção de gravuras de Rembrandt descoberta em Águeda


Maior coleção de gravuras de Rembrandt descoberta em Águeda
Obra do pintor holandês do século XVII
O acaso de uma arrumação do depósito da Fundação Dionísio Pinheiro, em Águeda, levou à descoberta da maior coleção do mundo de gravuras de Rembrandt, que pertenceu à Biblioteca Nacional de Paris.
A Fundação, criada por testamento de um empresário do setor têxtil que fez fortuna no Porto, tem expostas 14 das 282 gravuras até ao final de junho e tem sido procurada por especialistas, estando aberta a que seja feito um estudo exaustivo da coleção.
Dionísio Pinheiro, que viveu entre 1891 e 1968, foi aos 11 anos trabalhar para o Porto como marçano nos Armazéns Cunha e frequentava à noite a Escola Industrial. Deram-lhe sociedade nos Armazéns e não mais parou, desdobrando-se em atividades comerciais e industriais, de que é exemplo a criação de uma fábrica de tecidos em Rebordões, Santo Tirso.
Fez fortuna e rodeou-se de críticos de arte, galeristas e leiloeiros, construindo sob influência da esposa, Alice Cardoso Pinheiro, uma coleção de arte que por sua vontade, após a morte, teria como destino uma fundação a criar em Águeda, sua terra natal.
Luís Arruda, do conselho de administração da Fundação explica que "foi assim surgindo uma diversidade imensa de peças, desde ourivesaria, a pintura portuguesa do séc. XIX, e arte sacra de vários períodos", que veio do Porto para as instalações construídas para a Fundação, muitas das quais permaneceram em depósito.
Fonte:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=3959981&page=-1
 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Gosto de pintar máscaras africanas

As máscaras sempre foram as protagonistas indiscutíveis da arte africana. A crença de que possuíam determinadas virtudes mágicas transformou-as no centro das pesquisas. O facto é que, para os africanos, a máscara representava um disfarce místico com o qual poderiam absorver forças mágicas dos espíritos e assim utilizá-las em benefício da comunidade: na cura de doentes, em rituais fúnebres, cerimónias de iniciação, casamentos e nascimentos. Serviam também para identificar os membros de certas sociedades secretas.

Máscaras de Olinda Gil

A utilização de máscaras em cerimoniais africanos é prática comum há milhares de anos. No passado elas eram usadas em todos os eventos sociais e religiosos. Com menor intensidade, ainda hoje elas são confeccionadas por algumas tribos que preservam está crença e tradição.
Dispensando a ideia de modelos específicos as máscaras eram criadas com total liberdade. Vários eram os materiais usados para sua confecção: marfim, bronze e terracota destacando-se a madeira como material mais usado.
A máscara representava um disfarce místico com o qual se podia absorver forças mágicas dos espíritos e assim utilizá-las em benefício da comunidade.
Na cultura africana as máscaras são compreendidas como algo que protege quem as usa, são bastante utilizadas em rituais, evocam características e energias dos seres que representam. Para alguns povos, o espírito do elemento representado ali se encarna em quem utiliza a máscara, estabelecendo, naquele momento, uma sagrada relação de participação mística.
Fonte:
http://evooafrica.blogspot.pt/2012/08/as-mascaras-africanas.html

domingo, 25 de maio de 2014

Gonga - António Gomes, um Artista Plástico Angolano

António Gomes Gonga, escultor, pintor, artista plástico de destaque no panorama artístico angolano. Nasceu a 25/04/1964 em Quitende (Aldeia Viçosa) - Município do Quitexe. Diplomado em escultura pelo Instituto Nacional de Formação Artística e Cultural em Luanda. 
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Expôs pela primeira vez, de forma individual em 1994, no hotel Meridien, em Luanda, com a colecção «O desabrochar de um sonho» em pintura e desenho. Tem participado em outras exposições colectivas e individuais desde 1987.
Fonte:

terça-feira, 20 de maio de 2014

Exposição de Pintura em Beja, no Restaurante Espelho d´Água

Durante os meses de Maio e Junho de 2014, estarei em Beja, com uma exposição de pintura no Restaurante Espelho d´Água.
A exposição inicia-se no sábado 24 de Maio e aguardo a vossa visita.


Estão convidados a visitar esta apresentação dos meus trabalhos.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Pintura de Picasso duplica de valor em dez anos

Pintura de Picasso duplica de valor em dez anos
Le Sauvetage (O Salvamento), uma tela de Pablo Picasso pintada em Novembro de 1932, foi a grande estrela do leilão de arte impressionista e moderna da Sotheby’s que se realizou na noite da passada quarta-feira em Nova Iorque. A obra, uma das 13 do mestre espanhol presentes naquele leilão, atingiu 31,5 milhões de dólares (perto de 23 milhões de euros), após demorada licitação. Foi mais do dobro do valor (15 milhões de dólares) por que fora vendida em 2004, também pela Sotheby’s.
Pintura de Picasso duplica de valor em dez anos
Segundo a nota do catálogo, “o dramático salvamento do mar de Marie-Thérèse é o tema de Le Sauvetage […]. A cena representa as actividades acrobáticas na praia enquanto o corpo lânguido de uma banhista é resgatado da água”. O texto divulgado pela leiloeira também refere que a obra “foi criada no auge da obsessão do artista pela jovem”. Marie-Thérèse Walter foi modelo e amante de Picasso entre 1927 e 1935. O casal teve inclusive uma filha, Maya.
O leilão de quarta-feira, que contava com pinturas e esculturas impressionistas e modernas de nomes como Matisse, Chagall, Monet e Giacometti, realizou um total de 219 milhões de dólares. Apesar destes valores, o New York Times considerou o serão “decepcionante” e “acidentado”, referindo que cerca de um terço das obras ficaram por vender. “Pinturas e esculturas por mestres como Degas, Renoir e Picasso ou estavam demasiado caras ou não eram suficientemente boas para tentar os compradores”, disse o jornal nova-iorquino.
Fonte:
http://sol.sapo.pt/SOL/noticia/105209

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Quadros de antes do Terramoto de 1755 serão expostos ao público em Lisboa

As pinturas antigas estão disponíveis para venda, mas só se poderá adquirir o conjunto das quatro.


As pinturas do século XVIII serão expostas no decorrer da Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa, organizada pela Associação Portuguesa de Antiquários, entre os dias 5 e 13 de Abril.
Os quadros foram adquiridos no mercado de antiquariado internacional e o conjunto dos quatro está agora disponível para venda. “Estes quadros só podem ver vendidos em conjunto, nasceram juntos e pelo menos nas nossas mãos serão vendidos assim”, explica Álvaro Roquette em comunicado.
Os quadros mostram o Hospital Real de Todos-os-Santos, o Palácio da Ribeira, o Mosteiro dos Jerónimos e o Convento de Mafra. Será a primeira vez que os quatro quadros serão expostos.
Datadas de antes do terramoto de 1755, as obras são uma imagem da paisagem lisboeta antes do abalo que deu origem a grandes alterações na reconstrução da cidade.
São pinturas que já contribuíram para o conhecimento de edifícios já desaparecidos bem como para o estudo de hábitos de consumo de obras de arte na segunda metade do século XVIII em Portugal. Têm a dimensão de 50X60cm.
Fonte:
http://www.publico.pt/local/noticia/quadros-de-antes-do-terramoto-de-1755-serao-expostos-em-lisboa-ao-publico-1630846#/3
 

Quadros roubados de Gauguin e Bonnard estiveram 40 anos na cozinha de trabalhador da Fiat

Pinturas Fruits sur une table ou nature au petit chien e La femme aux deux fauteuils tinham sido roubados em 1970, em Londres. Foram agora recuperados em Itália.

 

A polícia italiana anunciou esta quarta-feira a inesperada descoberta de dois quadros desaparecidos dos pintores franceses Paul Gauguin (1848-1903) e Pierre Bonnard (1867-1947), que tinham sido roubados em Londres, em 1970, de casa de uma rica família britânica.
Numa conferência de imprensa em Roma, e na presença do ministro dos Bens Culturais, Dario Franceschini, foi revelada a recuperação de Fruits sur une table ou nature au petit chien (Fruta sobre uma mesa ou natureza com cão pequeno), que Gauguin pintou em 1889, dedicado à condessa N(imal), e de La femme aux deux fauteuils (Mulher com dois sofás), de Bonnard, sem data.
A primeira pintura foi avaliada, segundo o general Mariano Mossa, responsável pela unidade da polícia italiana que tutela o património cultural – citado pela AFP –, entre 15 e 35 milhões de euros. Para a segunda, o jornal La Reppublica avança uma verba próxima dos 600 mil euros.
As duas telas foram recuperadas há cerca de dois meses, na Sicília, na cozinha de um operário reformado da Fiat. Segunda a descrição desta história, que a polícia italiana classificou como “rocambolesca”, este trabalhador, um “apaixonado por arte”, comprou os dois quadros num leilão anónimo em Turim, quando aí ainda viva, em 1975, tendo pago por ambos a quantia ridícula de 45 mil liras (o correspondente, no câmbio actual, a… 23 euros).
Naturalmente desconhecendo o valor (e a identidade dos autores) das obras.
“O operário pendurou-os na parede da sua cozinha, primeiro em Turim, depois na Sicília, quando se reformou, e onde estiveram durante 40 anos até terem sido recuperados”, descreveu ontem Mariano Mossa.
O percurso que a polícia italiana conseguiu reconstituir das obras diz que elas foram abandonadas, após o roubo em Londres, numa viagem de comboio Paris-Turim, tendo depois ido parar à secção “Perdidos  & Achados” da estação de caminhos-de-ferro desta cidade italiana. Foi daí que chegaram depois, anonimamente, ao leilão de 1975.
O trabalho da polícia italiana sobre este caso não está ainda concluído, foi ontem referido em Roma. Contudo, sabe-se já que os quadros de Gauguin e Bonnard eram propriedade da família londrina Mark-Kennedy. E “os herdeiros poderão, a partir de agora, reivindicar a propriedade das obras”, anunciou Mariano Mossa.
Também a forma como a polícia italiana chegou à identificação das obras tem contornos “extraordinários”. A partir da informação sobre o desaparecimento dos quadros, e tendo também recorrido a artigos publicados, na época, no The New York Times e num diário de Singapura, o departamento romano especializado em património roubado iniciou um demorado inquérito, que foi dirigido pelo procurador-adjunto Giancarlo Capaldo.
Segundo a reconstituição citada pela AFP, os investigadores procuraram em catálogos de museus e de leiloeiras, e também na Internet, e foram descobrindo pormenores estranhos, como, por exemplo, que a pintura de Gauguin surgia recenseada num catálogo de 1964, mas já não numa sua actualização de 2001.
De forma que não foi explicitada, a polícia italiana teve acesso a fotografias dos quadros em posse do operário reformado da Fiat. E, com recurso a advogados e especialistas, acabou por fazer a ligação entre essas telas e a notícia do seu roubo na capital inglesa em 1970.
“É uma história verdadeiramente fascinante e incrível, é o símbolo do trabalho extraordinário, mesmo que pouco visível, concluído passados tantos anos” pelos agentes dedicados ao património cultural, felicitou-se o ministro Dario Franceschini.
Mas a investigação não está terminada, assinalou o general Mariano Mossa, fazendo notar que é preciso ainda reconstituir “as várias etapas do percurso dos quadros” desde o roubo em Londres até ao guichet dos “Perdidos & Achados” da estação de caminho-de- ferro de Turim.
Um dos pormenores ainda a explicar é a redução do tamanho original da tela de Gauguin, de 49x54 cm, para os actuais 46,5x53 cm…
A recuperação dos quadros dos dois pintores franceses foi, no entanto, apresentada como uma vitória para este departamento da polícia italiana, criado há quase meio século para se ocupar especificamente de arte roubada e desaparecida, e que gere o maior banco de dados do mundo neste domínio, ascendendo a mais de cinco milhões de objectos.
Fonte:
http://www.publico.pt/cultura/noticia/quadros-roubados-de-gauguin-e-bonnard-recuperados-em-italia-1630687#/0