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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Oito coisas que aprendi com a educação na Finlândia

Dona de um dos sistemas de ensino mais elogiados do mundo, a Finlândia recebeu, de Fevereiro a Julho deste ano, 35 professores de institutos federais brasileiros para treinamento e capacitação.

Embora em 2012 o país nórdico tenha caído do topo para a 12ª posição do Pisa, o principal exame internacional de educação (o Brasil ficou na 58ª posição do ranking, entre 65 países), ele ainda é apontado pela OCDE – a entidade que aplica o Pisa – como "um dos líderes mundiais em performance académica" e se destaca pela igualdade na educação, alta qualificação de professores e por constantemente repensar seu currículo escolar.
Os docentes brasileiros foram selecionados pelo programa Professores para o Futuro, do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Ministério da Educação), para passar cinco meses estudando a educação finlandesa.
A BBC Brasil conversou com quatro desses professores, para conhecer o que viram na Finlândia e saber se lições trazidas de lá podem facilitar seu trabalho em sala de aula e melhorar a aprendizagem nas instituições públicas de ensino onde actuam.
Apesar das diferenças com o sistema brasileiro, os professores disseram ver como "pequenas revoluções" o que podem agregar do ensino finlandês em suas rotinas.
"Vou começar com um trabalho de formiguinha, mostrando aos meus colegas o que aprendi, gravando minhas aulas e adaptando (as metodologias) à nossa realidade e aos nossos estudantes", diz a professora Giani Barwald Bohm, do Instituto Federal Sul-rio-grandense.
Os 25 institutos federais que enviaram professores ao país nórdico reunem cursos de ensino médio, profissional e superior com ênfase em ciência e tecnologia.
Veja o que os professores aprenderam na Finlândia:

1. Usar mais projetos nas aulas

Os professores entrevistados pela BBC Brasil dizem que projetos elaborados por alunos e a resolução de problemas estão ganhando protagonismo no ensino finlandês, em detrimento da aula tradicional.
São as metodologias chamadas de "problem-based learning" e "project-based learning" (ensino baseado em problemas ou projetos). Neles, problemas – fictícios ou reais da comunidade – são o ponto de partida do aprendizado. Os alunos aprendem na prática e buscam eles mesmos as soluções.
"Os projetos são desenvolvidos sem o envolvimento tão direto do professor, em que os alunos aprendem não só o conteúdo, mas a gerir um plano e lidar com erros", diz Bruno Garcês, professor de Química do Instituto Federal do Mato Grosso, que pretende aplicar o método em aulas de experiências práticas.



Professores brasileiros passaram cinco meses em capacitação na Finlândia

Os professores brasileiros visitaram, na Finlândia, cursos superiores baseados inteiramente nessa metodologia.
"Um curso de Administração tem disciplinas tradicionais no primeiro ano. Mas, nos dois anos e meio seguintes, os alunos deixam de ter professores, passam a ter tutores, formam empresas reais e aprendem enquanto desenvolvem o negócio", diz Francisco Fechine, coordenador do Instituto Federal de Tecnologia da Paraíba.
Não é uma estrutura que sirva para qualquer tipo de curso, mas funciona nos voltados, por exemplo, para empreendedorismo, explica Joelma Kremer, do Instituto Federal de Santa Catarina.
"E os alunos têm uma carga de leitura, para buscar (nos livros) as ferramentas que precisam para resolver os problemas."

2. Foco na produção de conteúdo pelos alunos

A resolução de problemas e projectos é parte de um ensino mais centrado na produção do próprio aluno. Ao professor cabe mediar a interação na sala de aula e saber quais metas têm de ser alcançadas em cada projecto.
"Nós (no Brasil) somos mais centrados no professor preparar a aula, dar e corrigir exercícios. O aluno faz pouco. Podemos dar mais espaço para o aluno avaliar o que ele vai desenvolvendo", diz a professora Giani Barwald Bohm, do Instituto Federal Sul-rio-grandense.
"No modelo tradicional de ensino, quem mais aprende é o professor. Lá (na Finlândia) é o aluno quem tem de buscar conteúdo, e o professor tem que saber qual o objetivo da aula. Para isso você não precisa de muita tecnologia, mas sim de capacitação (dos docentes)", agrega Joelma Kremer.



Professores Fechine, Bruno Garcês e Kelly Santos em sala de aula finlandesa: mais projetos práticos e autonomia dos alunos

3. Repensar o papel da avaliação

Nesse contexto, a avaliação tem utilidade diferente, diz Kremer: "A avaliação está presente, mas os alunos se autoavaliam, avaliam uns aos outros, e o professor avalia os resultados dos projetos".
"Ao reduzir o número de testes (formais) e avaliar mais trabalhos em grupo e actividades diferentes, os professores têm um filme do desempenho do aluno, e não apenas a foto (do momento da prova)", diz Fechine.
"Conhecemos um professor de física finlandês que avaliava seus alunos pelos vídeos que eles gravavam das experiências feitas em casa e mandavam por e-mail ou Dropbox."

4. Usar tecnologia e até a mobília para ajudar o professor

A tecnologia não é parte central desse processo, mas auxilia o trabalho do professor em estimular a participação dos alunos finlandeses.
"Em vez de proibir o celular, os professores os usam em sala de aula para estimular a participação dos alunos – por exemplo, respondendo (via aplicativos especiais) enquetes que tivessem a ver com as aulas", conta Kremer.


Algumas salas têm mobília especialmente projetada para que os alunos possam ser agrupados ou separados
Salas especialmente projetadas e tecnologia amparam o trabalho do professor

"Isso torna a aula mais interessante para eles. E é complicado para a gente ficar dizendo, 'desliga o celular', algo que já começa estabelecendo uma relação de antipatia com o aluno."
Os professores brasileiros também conheceram algumas salas de aula com mobília especialmente projetada, diferente do modelo tradicional de cadeiras individuais voltadas à lousa.
"Muitas salas têm sofás, poltronas, mesas ajustáveis para trabalhos individuais ou em grupo e vários projetores", agrega Kremer. "É um mobiliário pensado para essa metodologia diferente de ensino."
Fechine vai reproduzir parcialmente a ideia no Instituto Federal da Paraíba, trocando as carteiras de braço por mesas que possam ser agrupadas para trabalhos.

5. Desenvolvimento de habilidades do século XXI

A professora Giani Barwald Bohm conta que o ensino fundamental finlandês continua dividido em disciplinas tradicionais, mas focado cada vez mais no desenvolvimento de habilidades dos alunos, e não apenas na assimilação de conteúdo tradicional.
"(São desenvolvidas) competências do século XXI, como comunicação, pensamento crítico e empreendedorismo", diz ela.
Para Fechine, estimular a independência do estudante é uma forma de romper o ciclo de "alunos passivos, que só fazem a tarefa se o professor cobrar, interagem muito pouco".


Universidade de Tampere, na Finlândia; jornada escolar finlandesa tem intervalos mais frequentes

6. Intervalos mais frequentes entre as aulas

A Finlândia adota aulas de 45 minutos seguidas de 15 minutos de intervalo na educação básica – prática que Bruno Garcês acha que poderia ser disseminada por aqui. "Tira a tensão de ficar tantas horas sentado", diz.
Fechine também considera a ideia interessante, mas aponta que a grande carga horária no ensino médio brasileiro dificulta sua aplicação e lembra que na Finlândia ela é acompanhada de uma forte cultura de pontualidade. "As aulas começam no horário e aluno rapidamente entra na (rotina de) resolução de problemas."

7. Cultivar elos com a vida real e empresas

Muitos dos projetos dos estudantes finlandeses são tocados em parcerias com empresas, para aumentar sua conexão com a vida real e o mercado de trabalho, algo que Garcês acha que poderia ser mais frequente no Brasil.
"Aqui na área rural do Mato Grosso podemos ter uma interação maior com as fazendas locais, ministrando aulas a partir do que os produtores rurais precisam."
A vantagem disso é que o aluno vê sentido prático e profissional no que está aprendendo, explica Giani Barwald Bohm. "Ele desenvolve algo directamente para o mercado de trabalho, que vai ter relevância para o próprio estudante e é contextualizado com as empresas locais."
Ela destaca também as competições de habilidades práticas desenvolvidas por escolas locais (um preparativo para a competição internacional WorldSkills, que neste ano será realizada em São Paulo, pelo Senai, entre quarta e sábado desta semana).
"As empresas são envolvidas na organização e acompanham os alunos no dia a dia e até ficam de olho para contratá-los depois."


Competição de habilidades entre alunos finlandeses; ensino é voltado para a prática

8. Formação mais prática e valorização do professor

A formação dos professores é apontada como a principal chave do sucesso do ensino finlandês. Os brasileiros observaram lá uma capacitação mais prática, voltada ao dia a dia da sala de aula, e mais interação entre o corpo docente.
"Algumas salas têm dois professores - um como ouvinte do outro caso seja menos experiente", relata Fechine.
"Há uma relação mais direta (entre os professores), com muita conversa entre quem dirige o ensino e quem dá aula", agrega Barwald Bohm.
"Além disso, há uma valorização cultural do professor lá, semelhante à de outras profissões. O salário é equivalente e as condições de trabalho dão bastante tempo para o planejamento das aulas", diz Bruno Garcês.
Fonte:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150807_finlandia_professores_brasileiros_pai?SThisFB

terça-feira, 17 de março de 2015

Falta de escrever à mão 'pode prejudicar desenvolvimento cerebral das crianças'





AFP
Pesquisa sugere que escrever à mão é mais benéfico para crianças


Embora muitos pais não gostassem, sempre obriguei os meus alunos a escreverem muito à mão porque sabia estar a desenvolver-lhes o cérebro e as suas capacidades.

Acham que me agradecerem isso?
Não, coitadinhos dos filhinhos que cansavam o braço e gastavam canetas e cadernos.

Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e telas sensíveis ao toque em vez de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento de crianças.
A neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, nos Estados Unidos, estudou a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro infantil.
Ela estudou crianças que, apesar de ainda não estarem alfabetizadas, eram capazes de identificar letras, mas não sabiam como juntá-las para formar palavras.
No estudo, as crianças foram separadas em grupos diferentes: um foi treinado para copiar letras à mão enquanto o outro usou computadores.
A pesquisa testou a capacidade destas crianças de aprender as letras; mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais áreas do cérebro eram activadas e, assim, tentarem entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizavam com as letras do alfabeto.
O cérebro das crianças foi analisado antes e depois do treino e os cientistas compararam os dois grupos diferentes, medindo o consumo de oxigénio no cérebro para mensurar sua actividade.

Respostas diferentes

Os pesquisadores descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando aprende através da cópia de letras à mão e quando aprende as letras digitando-as num teclado.
As crianças que trabalharam copiando as letras à mão mostraram padrões de activação do cérebro parecidos com os das pessoas alfabetizadas, que conseguem ler e escrever.




AFP
Escrever à mão ativa áreas diferentes do cérebro das crianças

Este não foi o caso com as crianças que usaram o teclado.
O cérebro parece ficar "ligado" e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escrevê-las à mão, estabelecendo uma ligação entre o processo de aprender a escrever e o de aprender a ler.
"Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura quando as crianças começam a passar por este processo", disse James.
Além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever à mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.

Computadores em escolas





AFP
Muitas escolas têm pressa em implantar computadores em classes com crianças cada vez mais jovens

As descobertas da pesquisa podem ser importantes para formular políticas educacionais.
"Em certas partes do mundo, há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, isto (esta pesquisa) pode atenuar (esta tendência)", disse Karin James.
Muitas escolas americanas já transformaram o ensino da escrita à mão em alternativa opcional para professores. Por isso, muitos educadores não ensinam mais caligrafia.
Uma solução poderia seria usar algum programa num tablet que simulasse o acto de escrever à mão.
Mas, pelo que a pesquisa da cientista sugere, nada parece substituir a aprendizagem com a escrita à mão.
Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150212_gch_criancas_teclados_fn

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Professores usam arte urbana para ensinarem crianças excluídas


Na Indonésia, um grupo de professores decidiu usar o grafite para ensinar e integrar crianças que vivem nas ruas. A iniciativa tomou forma graças a um grupo de voluntários e tem recebido apoio de vários setores da sociedade indonésia.
Um dos impulsionadores do projeto é Ronny Pratama, diretor criativo de uma agência de publicidade digital.
“Usamos o grafite como um meio para ensinar porque as crianças que andam na rua têm uma relação próxima com o grafite. Essas crianças juntam-se nas esquinas onde há grafites com imagens obscenas e nomes de grupos de rua. Por isso tivemos a ideia de transformar o grafite em algo útil”, explicou o voluntário de 37 anos.
A iniciativa começou no início de 2013. No espaço de um ano, foi possível organizar 20 projetos em vários pontos da capital.
Há milhares de crianças a trabalhar nas ruas de Jacarta. Nur Robiatul abandonou a escola há três anos, é pedinte e vive na rua.
“Estou muito contente por estar com os meus amigos e aprender coisas que eu não sabia, como inglês e cultura, através do grafite” disse a menina.


Fonte:
http://pt.euronews.com/2014/06/13/professores-usam-arte-urbana-para-ensinar-criancas-excluidas/

Como desenvolver a inteligência emocional do seu filho?

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que uma criança emocionalmente saudável não é aquela que não chora, se frustra ou se irrita, mas aquela que aprimora, constantemente, a compreensão sobre as próprias emoções, como explica o psicólogo Marcelo Mendes, da PUC-Campinas (SP).
A habilidade de reconhecer os próprios sentimentos, compreender os dos outros e saber lidar com eles é o que a psicologia chama de inteligência emocional (QE) – e ela é tão importante quanto o quociente de inteligência (QI), porque confere a serenidade e o discernimento necessários para que as funções cognitivas trabalhem plenamente. Ou seja, de nada adianta seu filho ser um génio se ele não souber lidar com as críticas, por exemplo. Veja cinco pontos-chave para desenvolver a QE no seu filho:
Vínculos afectivos e efectivos: Até os laços familiares exigem empenho e manutenção para se firmarem. Isso significa estar ao lado, acompanhar (e não apenas cobrar), achar o equilíbrio entre intenso e sereno. Mesmo ao mais ocupado dos pais, não pode faltar o momento de conversar, orientar, pegar na mão, olhar nos olhos e entender as angústias. Isso vai contribuir para que o seu filho se sinta seguro e saiba que pode contar com você.
Autoestima: Dizer, o tempo todo, que a criança é a mais linda do mundo não vale muito. Autoestima de verdade tem mais a ver com permitir que ela se sinta segura, arrisque-se mais e confie no próprio potencial, sem depender das opiniões alheias. O elogio é válido desde que seja pertinente. “Em vez de elogiar a capacidade, parabenize o esforço. Aí, sim, a criança será motivada a sempre superar a si mesma.” Isso quer dizer que frases como “Parabéns, você conseguiu terminar a lição” são muito melhores do que “Como você é bom em matemática!” , diz a psicopedagoga Quézia Bombonato, da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).
Resiliência: Está relacionada à capacidade de lidar com problemas e superar obstáculos. Uma revisão de estudos da Universidade da Pensilvânia (EUA) descobriu que equipes escolares preocupadas em ensinar resiliência e otimismo no dia a dia protegem as crianças contra a depressão, aumentam a satisfação com a vida e melhoram a aprendizagem. O exercício dessa habilidade depende da interação com o outro, ao fazer com que a criança entenda que nem sempre tudo vai acontecer como deseja. Às vezes, é preciso esperar, outras, é necessário ceder ou recuar.
Frustrações: Uma boa dose delas dá ao seu filho algo importante: choque de realidade. Não ganhar um brinquedo ou perder um jogo podem fazê-lo sofrer, mas são ótimos ensaios para as situações que precisará enfrentar mais para a frente, quando se deparar com um “não”. Saiba que ele vai se decepcionar e chorar. Mas também vai aprender. Além de dar a negativa, você precisa fazer com que ele entenda o porquê. Assim, vai adquirir uma consciência crítica e a proibição se traduzirá em aprendizado. E se vier a birra, ofereça apoio e afeto. Verbalize que ele está chorando porque sente raiva ou está decepcionado, mas que tem de lidar com isso.
Brincadeira (muita!): Toda angústia ou receio que incomoda seu filho e ele não sabe expressar pode ser manifestado de forma espontânea no ato de brincar. É pela diversão, principalmente coletiva, que se desenvolve o senso de competência, de pertencimento, o controle da agressividade e o bem-estar. “O brincar e a arte são formas de expressão que possibilitam elaborar situações do cotidiano, externando sentimentos”, explica Adriana Friedmann, antropóloga e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (SP). Quando uma criança brinca de casinha e se põe no lugar da mãe, tem a chance de refletir sobre as ações e características do imitado. Ao interagir com outras crianças, aprende a respeitar a opinião do outro, descobre que existem regras e que nem sempre tudo será do jeito dela.
Fonte:

http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2014/06/5-pilares-para-o-seu-filho-desenvolver-inteligencia-emocional.html

domingo, 15 de junho de 2014

10 maneiras de preparar as novas gerações para o século XXI

1- Consciencializar adultos e crianças sobre o impacto das emoções em decisões
Infelizmente, os adultos de maneira geral não têm consciência da importância e do impacto que as emoções têm no quotidiano.  Querendo ou não elas interferem nas nossas decisões e influenciam o nosso futuro. Aprender o b-a-ba das emoções é como se alfabetizar para a vida.
Conhecer a enorme gama de diferentes sentimentos, dar-lhes nome, controlar as emoções e ser capaz de perceber os sentimentos das outras pessoas é a base para todas as relações humanas.
Muitas escolas já trabalham algumas questões emocionais, mas isso acontece sem um objectivo claro e sem necessariamente integração com situações da vida real. Campanhas sociais, acções variadas e programas educacionais em escolas públicas e privadas são maneiras de criar essa consciência nas pessoas. Uma iniciativa de sucesso é o programa Ruler, da Universidade de Yale, que actua em várias escolas no Canadá, Austrália, Inglaterra e Estados Unidos.

2- Estimular o brincar
 Sabia que brincar tem um objectivo? Stuart Brown, psiquiatra e fundador do National Institute for Play, se dedica há anos à importância do brincar. Ele estudou o impacto da privação do brincar em criminosos em série e o papel do brincar em diversas espécies animais.
Conclusão: brincar tem uma função biológica e social de sobrevivência. Os animais predadores brincam de lutar e de observar um ao outro, capacidades fundamentais na hora da caça. As crianças brincam para ensaiar habilidades que serão necessárias na vida adulta. Ao brincar elas exercitam a comunicação e aprendem a diferença entre a brincadeira amigável e o bullying. Além disso, elas usam o corpo, se arriscam, resolvem problemas de forma criativa, controlam as emoções e respeitam as regras do jogo. Essas características desenvolvidas através do brincar são a semente do comportamento inovador tão importante actualmente. Brincar é o berço da inovação. Mais do que nunca, estamos carentes de tempo e espaços para brincar, não só na infância, mas na vida adulta também.
“Brincar desenvolve os nossos músculos e habilidades sociais, fertiliza a actividade cerebral, aprofunda e regula as nossas emoções, nos faz perder a noção do tempo e proporciona um estado de equilíbrio.” (Stuart Brown-American Journal of Play).

3- Educar para sustentabilidade 
Grandes desafios ambientais estão por vir. Por isso, não basta ensinar as crianças a reciclar o lixo, a economizar água e a cuidar do meio ambiente. Tudo isso é muito importante, mas é fundamental ajudá-las a formar uma mentalidade sustentável. Ou seja, uma maneira de ver o mundo em que todas as decisões e atitudes diárias tenham na sua essência a noção de durabilidade, de aproveitamento de recursos e de resíduos, de cooperação entre as pessoas, de senso de comunidade e de transparência nas relações. Conceitos como economia circular e consumo consciente devem ser ensinados desde cedo nas escolas.
Um óptimo exemplo é a proposta da Sandal Magna School na Inglaterra. Além de inserir no currículo escolar as noções de sustentabilidade, a escola oferece também um ambiente físico todo planeado de forma sustentável. Ela é considerada uma das escolas com maior eficiência de carbono na Inglaterra e recebeu o prémio de arquitetura Riba Awards (The Royal Institute of British Architects, em inglês), um dos mais rigorosos e conceituados da Inglaterra.
4 -  Investir na primeira infância
Prevenção e intervenção precoce. Essas são as palavras-chave para evitarmos problemas futuros e formarmos cidadãos saudáveis e capazes de tomar decisões adequadas para a nossa sociedade. Por exemplo, uma criança que é diagnosticada precocemente com um transtorno no desenvolvimento pode ser tratada antes que suas dificuldades se cristalizem. Assim, ela terá muito mais probabilidades de se tornar um adulto produtivo.
É fundamental a criação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento de serviços médicos, psicológicos, educacionais e culturais de qualidade voltados para a primeira infância. Investimentos nesta fase podem gerar uma reação em cadeia que fomenta ganhos econômicos e de capital humano durante todo o ciclo de vida.

5 – Construir cidadania digital
“Cidadania Digital é o uso responsável e apropriado da tecnologia” (Mike Ribble-autor de “Raising a Digital Child”).
Cultura digital é um direito de todos, mas isso envolve responsabilidade. Portanto, as novas gerações precisam aprender a viver e a trabalhar nessa nova era de maneira ética e segura. É urgente a criação de programas escolares voltados para o uso adequado da tecnologia. Crianças e adolescentes precisam ter consciência dos riscos do universo digital e do impacto das informações publicadas na internet na vida deles.
Além disso, é importante que as novas gerações não só saibam utilizar as novas tecnologias, mas também conheçam a lógica dos computadores. Assim, estaremos formando cidadãos com mais autonomia digital e controle para criar ferramentas adequadas às necessidades do nosso mundo.
Está a crescer o número de iniciativas que incluem o ensino de programação nas escolas para promover a alfabetização digital.
Entender como funcionam os computadores transcende a área tecnológica e ajuda a compreender o mundo em que estamos vivendo. Com cautela, é possível introduzir o mundo da programação através de uma linguagem lúdica e adequada às capacidades cognitivas das crianças.
O governo da Inglaterra, por exemplo, decretou que a partir de setembro de 2104 será obrigatório o ensino de programação em todas as escolas públicas do país para crianças e adolescentes de 5 a 16 anos.
6 – Repensar o ambiente físico escolar
Que tipo de ambiente escolar favorece o desenvolvimento das habilidades para o século XXI? Espaços amplos, versáteis e com móveis modulares estimulam a colaboração e a interacção entre os estudantes e professores. Inovadores educacionais não usam tanto a palavra “sala de aula” e sim “ambientes de aprendizagem” ou “estúdios de aprendizagem”. A mudança na arquitetura das escolas reflecte a transformação do conceito de ensinar e aprender.
A existência de espaços individuais aconchegantes, chamados “caves”, favorecem a concentração nos momentos em que o aluno preferir aprender sozinho. O novo ambiente escolar oferece diversas formas de aprender.
Escolas como o Projeto Gente, no Rio de Janeiro, e a New Line Learning Academy, na Inglaterra, incorporaram essas mudanças físicas para atender as novas demandas de aprendizagem.

7- Capacitar professores
 Professores e educadores no mundo todo estão sendo cada vez mais desafiados. Eles se encontram na linha de frente da educação, tendo de lidar com um quotidiano escolar difícil, cansativo e pouco valorizado. E agora precisam ainda se adaptar às novas tecnologias e usá-las de forma sensata e integrada ao contexto de cada escola.
Mais do que nunca, os professores necessitam de programas de capacitação para incorporar as novas práticas no quotidiano escolar.
8 – Informar os adultos sobre a revolução na educação
 Ainda há uma falta de informação significativa por parte dos adultos sobre a revolução que está acontecendo na educação ao redor do mundo. Profissionais de diversas áreas, mesmo muito qualificados, muitas vezes nunca ouviram falar nas mudanças pelas quais os sistemas escolares estão passando. Essa situação é preocupante, pois são os adultos que vão contribuir para que essas mudanças se consolidem. Campanhas e acções criativas serão muito bem vindas para informar os adultos sobre as novidades na área da educação.

9 – Proporcionar educação financeira aliada às emoções
 Muitas pessoas chegam à vida adulta sem nenhuma preparação para se organizarem financeiramente. Isto porque lhes faltou um ensino mais estruturado sobre gestão financeira nos anos escolares. Mais ainda, faltou considerar as emoções na hora de lidar com dinheiro.
Ensinar uma criança a planear os seus gastos, a ter metas financeiras, a economizar e a ficar longe de dívidas é fundamental. Mas junto com tudo isso é necessário ensiná-la também que sentimentos como  ansiedade, preocupação e culpa acompanham e influenciam directamente cada decisão ligada ao dinheiro. Aprender a controlar esses sentimentos previne inúmeros problemas financeiros ao longo da vida.

10 – Criar programas educacionais com foco nas habilidades sócio emocionais
Muitas escolas já incorporam no seu dia a dia debates sobre empatia, colaboração e criatividade. Porém, ainda não há um foco no desenvolvimento das competências para o século XXI. Os protagonistas escolares ainda são as matérias tradicionalmente avaliadas nos testes.
O ensino das habilidades socioemocionais deve acontecer de forma integrada ao currículo escolar. Ou seja, os professores podem aproveitar situações do quotidiano para abordar essas capacidades e ao mesmo tempo ensinar conceitos de física, matemática, história e português. O uso de projectos pode ser muito eficiente para integrar diversos aspectos ao redor de um único tema.
Pesquisas e iniciativas importantes em alguns países já comprovaram que estas habilidades melhoram a aprendizagem e se tornam tão importantes quanto o conhecimento das matérias tradicionais.
Os Estados Unidos estão a incluir programas em larga escala que desenvolvem as capacidades não cognitivas nas escolas .
Por exemplo, o Institute for Social and Emotional Learning oferece programas para várias escolas ao redor do mundo.
É importante ressaltar que programas como estes precisam nascer a partir das necessidades de alunos e professores. Portanto, a participação deles na criação de novas formas de ensinar e de aprender é essencial.
Precisamos de uma mentalidade aberta para abraçarmos todas estas novidades e possibilidades. E de uma visão crítica para avaliarmos quais opções nos servem melhor.
Com o tempo toda esta diversidade de possibilidades de aprender, ensinar e trabalhar serão incorporadas em nosso dia a dia de forma mais natural.


Fonte:
http://porvir.org/porpensar/10-maneiras-de-preparar-novas-geracoes-para-vida/20140613

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Filmes sobre Autismo e Asperger

Para aqueles que querem compreender melhor o autismo e o asperger.

1. Rain Man (1988)
Rain Man
O insensível Charlie Babbitt espera receber uma grande herança após a morte de seu pai, a quem ele não via há anos. Mas Raymond (Dustin Hoffman), seu irmão mais velho, internado numa instituição médica, alguém cuja existência Charlie ignorava até então, é que recebe toda a fortuna. Raymond é um “autista sábio” com habilidades mentais seriamente limitadas em algumas áreas, mas com capacidade de génio noutras. Quando Charlie rapta Raymond, numa longa e maluca viagem atravessando o país, rumo a Los Angeles, aprende algumas lições sobre a vida.

http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-rain-man-dublado-online.html

2. Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador (1993)
Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador


Endora, Estados Unidos. Gilbert Grape (Johnny Depp) é um adolescente que, desde a morte do pai, é o responsável por sustentar a família. Sua mãe Bonnie (Darlene Cates) sofre de obesidade mórbida desde que entrou em depressão, após o suicídio do marido, o que faz com que Arnie (Leonardo DiCaprio) fique sob os cuidados de Grape. Há ainda duas irmãs, Amy (Laura Harrington) e Ellen (Mary Kate Schellhardt), que estão sempre ocupadas na cozinha. A vida em família é repleta de carinho e proteção, apesar das dificuldades enfrentadas. Até que Grape se apaixona por Betty (Mary Steenburgen), uma dona de casa casada. Agora ele terá que lidar com a problemática família ao mesmo tempo que quer aprender os segredos da moça.
http://filmeonlinetocadoscinefilos.blogspot.pt/2013/08/gilbert-grape-aprendiz-de-sonhador-1993.html

3.Testemunha do Silêncio (1994)
Não há pistas, nem motivos, nem suspeitos. E a única testemunha ocular sabe que nem tudo poderá ser dito. Ele é uma criança autista de nove anos, cujas memórias do brutal massacre de seus pais estão seladas dentro dele, a não ser que um determinado e carinhoso psicólogo infantil possa aceder a elas.
http://www.youtube.com/watch?v=wZay5lGzWZg




4. À Sombra do Piano (1996)
Franny luta por mais de trinta anos para dar apoio e respeito a Rosetta, sua irmã mais nova, que é autista. Ela acredita que Rosetta tenha uma intensa vida emocional e intelectual escondida sob o seu rosto impassível. O principal obstáculo é a mãe, Regina, uma cantora lírica que abandonou a carreira para se dedicar à família e agora, amarga e ressentida, é obcecada por controle e carente de adulação.

5. Código Para o Inferno (1998)
cartaz de Código Para o Inferno
Art Jeffries (Bruce Willis), um renegado agente do FBI, combate inescrupulosos agentes federais para proteger Simon, um garoto autista de 9 anos, que desvendou um “indecifrável” código secreto. Ele consegue ler o Mercury, um avançado código criptográfico do governo americano, tão facilmente, quanto outros garotos lêem inglês. Essa habilidade, torna vulnerável esse código de 1 bilhão de dólares, especialmente se os inimigos do governo descobrirem Simon e o capturarem. Nick Kudrow (Alec Baldwin), chefe do projeto Mercury, ordena que a “ameaça” seja eliminada, sem imaginar que Jeffries está envolvido.

http://www.assistironlinefilmes.tv/codigo-para-o-inferno-dublado-1998.html



6. Ressurreição (1998)
Conta a história de uma jovem mulher (Loretta), que vive em Chicago com sua mãe e dois filhos, uma delas (Tracy) tem autismo. Por insistência da mãe, Loretta vai passar o verão com as filhas numa cidadezinha do interior, onde vivem os seus tios (que têm alzheimer). Durante sua estadia, aprende a lidar melhor com os problemas dos filhos e os seus próprios.

7. Experimentando a Vida (1999)
Molly: Experimentando a Vida (Molly) - Poster / Capa / Cartaz
Elisabeth Shue interpreta Molly, uma jovem autista que sai do período de internação e fica sob os cuidados de seu irmão, Buck (Aaron Eckhart). Ele permite que a irmã inicie um tratamento experimental. Molly se transforma num génio, com inteligência superior, para a surpresa de Buck. Mas esse progresso acaba sendo relativo, já que Molly não se livra completamente da sua extrema concentração autista. Buck e sua irmã enfrentam agora outro grande desafio.
http://www.filmesdetv.com/molly.html


8. Uma Viagem Inesperada (2004)
Quando Corrine descobre que seus dois filhos gémeos são autistas, ela fica inconformada, mas acaba aceitando o veredicto. Ela então conta ao marido sobre o facto, e ele lhe diz que não quer lidar com o problema do autismo. Por isso, Corrine o abandona, e passa a criar os meninos sozinha. Ela coloca-os numa escola e não informa sobre problema dos meninos. Mas a atitude estranha das crianças faz com que os professores a acusem de maus tratos e, quando Corrine conta a verdade, eles a mandam procurar outra escola.
http://www.youtube.com/watch?v=Tvccq9KE4oQ

9. Loucos de Amor (2005)
Donald Morton (Josh Hartnett) e Isabelle Sorenson (Radha Mitchell) sofrem da síndrome de asperger, uma espécie de autismo que provoca disfunções emocionais. Donald trabalha como motorista de táxi, adora os pássaros e tem uma incomum habilidade em lidar com números. Ele gosta e precisa seguir um padrão em sua vida, para que possa levá-la de forma normal. Entretanto, ao conhecer Isabelle em seu grupo de ajuda tudo muda em sua vida.
http://filmeonlinetocadoscinefilos.blogspot.pt/2013/08/crazy-loucos-de-amor-2005-direcao-jean.html


10. Um Certo Olhar (2006)
Alex Hughes, um ex-presidiário, está em viagem para Winnipeg, no Canadá, para se encontrar com a mãe de seu falecido filho. Pelo caminho ele dá boleia a Vivienne (Emily Hampshire), jovem que vai visitar a mãe, mas o veículo de Alex sofre um sério acidente, que mata Vivienne. Alex decide então falar com a mãe de Vivienne e vai até sua casa. Ele descobre que a mãe, Linda, é uma mulher autista de alta funcionalidade. Ela o convence a ficar mais tempo, após o funeral e, naqueles dias, Alex descobre novas amizades e aprende mais sobre a singularidade de Linda mesmo enquanto se esforça para lidar com sua própria dor.
http://filmeonlinetocadoscinefilos.blogspot.pt/2013/07/um-certo-olhar-2006-direcao-marc-evans.html

11. O Nome dela é Sabine (2007)
O Nome Dela é Sabine
A atriz Sandrine Bonnaire narra a história da irmã Sabine, que é autista, através de imagens filmadas ao longo de 25 anos. Sandrine testemunha o momento actual de Sabine, que depois de uma estadia infeliz num hospital psiquiátrico, passa a viver numa estrutura adaptada a ela. E, dessa forma, numa casa na região de Charente, na França, reencontra a felicidade. A partir desse episódio, o documentário mostra a penúria e o despreparo de algumas instituições especializadas e as dramáticas consequências que podem causar aos doentes.

http://pt.fulltv.tv/elle-s-appelle-sabine.html




12. Ben X: A Fase Final (2007)
Ben X - A Fase Final (Ben X) - Poster / Capa / Cartaz
Ben é um jovem que sofre da síndrome de asperger e que se isola em sua própria realidade no mundo de Archlord, um jogo virtual. Seu modo de vida causa estranheza aos seus colegas de classe, que o julgam e não o aceitam.
http://pt.fulltv.tv/ben-x.html




13. Sei Que Vou Te Amar (2008)
Thomas Mollison é um jovem de 16 anos que quer apenas ter uma vida normal. O seu irmão mais velho, Charlie, tem autismo e TDAH e o funcionamento de toda sua família gira em torno de lhe oferecer um ambiente de vida seguro. Ao mudar-se para uma nova casa e uma nova escola, Thomas conhece Jackie Masters e começa a apaixonar-se por ela. Quando a sua mãe fica confinada à cama devido à gravidez, Thomas então deve assumir a responsabilidade de cuidar do seu irmão, o que pode custar a sua relação com Jackie, especialmente quando isso desencadeia um violento confronto na família durante a sua festa de aniversário.
http://assistirfilmes.net/filme-sei-que-vou-te-amar-dublado.html

14. Mary e Max: Uma Amizade Diferente (2009)
Mary e Max – Uma Amizade Diferente
Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle, uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz, um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com síndrome de asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e 2 continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é exploram a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebés, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais.
http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-mary-e-max-uma-amizade-diferente-dublado-online.html

15. O Menino e o Cavalo 
cartaz de O Menino e o Cavalo
O jornalista britânico Rupert Isaacson se apaixonou pela americana Kristin Neff, professora de psicologia, quando viajava pela Índia. Sete anos depois, em 2001, nasceu seu filho Rowan. O mundo parecia perfeito até o menino ser diagnosticado com autismo. Tendo recorrido a todo tipo de terapia, sem sucesso, Rupert decide apostar numa jornada espiritual. Percebendo o amor do filho por cavalos, ele pesquisa como conciliar este fato com a busca por uma técnica de cura ancestral. A família parte assim para a Mongólia, onde, cavalgando por milhas, irão atrás do xamã mais poderoso da região.
http://tv-ao-vivo.org/tv-online-gratis-o-menino-e-o-cavalo.html



16. A Mother’s Courage: Talking Back to Autism (2009)
Narrado por Kate Winslet, este inspirado filme mostra a busca de uma mulher para desbloquear a mente de seu filho autista. Margret encontra os principais especialistas e advogados no assunto e se conecta com várias outras famílias tocadas pelo autismo. À medida em que se depara com terapias inovadoras, Margret encontra a esperança de que seu filho possa ser capaz de se expressar em um nível que nunca pensou ser possível.
http://filmikz.ch/watch/7725/A-Mother-s-Courage--Talking-Back-to-Autism--2009---fkz.php


17. Adam (2009)
Adam, um rapaz com síndrome de asperger, é apaixonado por astronomia, e passa a morar sozinho após a morte do pai. Tem um único amigo para apoiá-lo, Harlan. O filme trata do seu relacionamento com uma nova vizinha, a professora Beth. Foi escrito e dirigido por Max Mayer, que teve a ideia quando ouviu uma entrevista de um homem que sofria da doença. Foi premiado no Sundance Film Festival e no Method Fest Independent Film Festival do ano seguinte.

http://pt.fulltv.tv/adam.html




18. Temple Grandin (2010)
Temple Grandin – Dublado
É baseado no livro Uma Menina Estranha, da própria Temple, uma mulher com autismo que acabou se tornando uma das maiores especialistas do mundo em manejo de gado e planeamento de currais e matadouros.


http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-temple-grandin-dublado-online.html








19. Um Time Especial (2011)
Baseado no livro The Legend of Mickey Tussler, o filme conta a história de um técnico de uma liga juvenil de baisebol que chama um garoto com autismo para ser seu lançador. Os dois terão que vencer preconceitos e a rejeição de alguns jogadores da equipa para seguir em frente.
http://melhoresfilmescristaos.blogspot.pt/2014/01/um-time-especial.html





20. Meu filho, meu mundo (1979)
Meu Filho, Meu Mundo (Son-Rise: A Miracle of Love)
Quando nasceu, Raun era um saudável e feliz bebé. Com o passar dos meses, os seus pais começam a observar que há alguma coisa estranha com ele, sempre com um ar ausente. Um dia vem a confirmação do que suspeitavam… Raun era autista. Decidem então penetrar no mundo da criança, acreditando que somente o milagre do amor poderá salvá-lo.
http://www.sessaodatarde.net/filmes/3092/meu-filho-meu-mundo


21. O garoto que podia voar (1986)
Após a morte dos pais, num acidente de avião, um garoto fecha-se e não conversa com ninguém. Ele vive com o tio alcoólico e é tratado como autista. Na escola, porém, torna-se amigo de uma bela jovem, que conquista sua confiança e o faz “voar” sobre a cidade.
http://www.mixturefilmes.net/2012/07/assistir-o-garoto-que-podia-voar.html

Retratos de Família (Family Pictures) - Poster / Capa / Cartaz
22. Retratos de família (1993)
Retratos de Família é a saga de uma família americana, que durante três décadas, lutou para sobreviver e manter o convívio familiar.
Uma história de promessas feitas e promessas quebradas, que tem como pivô da maior crise a descoberta que o seu terceiro filho é autista. Transformações, corações feridos, amor e paixão, são sentimentos mais profundos na luta por uma reconciliação.
http://www.filmesdetv.com/family-pictures.html

Prisioneiro do Silêncio (David's Mother) - Poster / Capa / Cartaz
23. Prisioneiro do Silêncio (1994)
Sally Goodman tem um filho adolescente, David (Goorjian) com uma disfunção mental. A excessiva dedicação ao filho fe-la perder boa parte de sua vida e felicidade. E agora o marido e a filha ameaçam afastar-se dela. Sally então conhece um homem (Sam Waterston) que parece ter grande e saudável influência sobre David.
http://www.youtube.com/watch?v=B-Lr9VdED7w


A Lenda do Pianista do Mar
 24.  A Lenda do Pianista do mar (1998)
Um garoto nasce em pleno alto-mar, ganhando o nome do ano em que nasceu: 1900. A criança cresce num mundo encantado de fortes ventos tempestuosos e cobertas balançando, conhecendo toda a existência disponível a seu toque nos confins do transatlântico em que nasceu. Já crescido, seu talento natural no piano chama a atenção da lenda do jazz Jelly Roll Morton, que sobe a bordo para desafiar 1900 para um duelo. Indiferente com sua súbita notoriedade, 1900 mantém uma fixação pelo mar, sendo sempre seduzido pelos sons do oceano.
http://www.frivfilmes.com/a-lenda-do-pianista-do-mar-m16705/

After Thomas on-line gratuito
25. Um amigo inesperado (2006)
É a História de Kyle Gram que é um menino que sofre de autismo. Seus pais fazem de tudo para tentar se comunicar com ele até que o garoto ganha um cachorro e o baptiza com o nome de Thomas. Através do cão, os pais conseguem criar uma relação com o menino que o ajudará a escapar do seu silêncio. 
http://pt.fulltv.tv/after-thomas.html


26. Autismo: o musical (2007)
Henry, filho de Stephen Stills (do Crosby, Stills e Nash), refere-se ao mundo através de um conhecimento quase enciclopédico de dinossauros. 
Lexy, catorze anos de idade, à beira da adolescência, tem um novo interesse nos meninos. 
Wyatt, precocemente verbal e aterrorizada por bullies, tem uma paixão por orquídeas. 
Adão aprendeu sozinho a tocar gaita blues, antes dos dois anos, e actualmente tem levado o violoncelo. Além de seus interesses e actividades, todas essas crianças também têm alguma forma de autismo.
O documentário de Tricia Regan segue cinco famílias diferentes, participantes do Projecto Miracle (um programa de teatro criado especificamente para crianças com necessidades especiais).
http://filmow.com/autismo-o-musical-t31511/

My Name Is Khan on-line gratuito
27. Meu nome é Khan  (2010)
Rizwan Khan, um muçulmano da região Borivali de Mumbai, sofre do transtorno de Asperger. Mas Rizwan consegue viver praticamente de forma normal, chegando até a casar com uma mulher em São Francisco, Estados Unidos. Depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, Rizwan é detido por engano pelas autoridades americanas no aeroporto de Los Angeles por causa de seu incomum comportamento. É quando ele conhece Radha, uma terapeuta que vai ajudar o rapaz a lidar com sua situação e sua aflição. O problema é que agora Rizwan tem seu nome numa lista de suspeitos. Para resolver essa questão, ele decide fazer uma jornada ao encontro do presidente americano Barak Obama e limpar sua ficha.
http://pt.fulltv.tv/my-name-is-khan.html


Filme Ocean Heaven Legendado Assistir Online
28. Ocean Heaven (2010)
A história do amor incansável de um pai pelo seu filho autista. Uma pessoa em cada mil nasce com autismo. Como consequência, a China tem 1 milhão de pacientes autistas. Dafu é um deles: parece distraído, repete o que as pessoas lhe dizem, nada com maestria, mantém tudo em casa em lugares determinados e talvez não esteja totalmente ciente da morte de sua mãe, ocorrida há alguns anos. Trabalhando num aquário, Sam Wong mostra extremo cuidado e carinho com seu filho de 22 anos. Com a generosa ajuda de seus vizinhos, os dois vivem prosperamente. Porém, Wong compreende muito bem que um dia deixará o mundo e seu filho ficará sozinho. O que ele ainda não descobriu é que esse dia pode estar mais perto do que imagina.
http://3000filmes.com/ocean-heaven-assistir-online-legendado/

Tão Forte e Tão Perto – Dublado
29. Tão forte, tão perto (2012)
Oskar Schell (Thomas Horn) é um garoto muito apegado ao pai, Thomas (Tom Hanks), que inventou que Nova York tinha um distrito hoje desaparecido para fazer com que o filho tivesse iniciativa e aprendesse a falar com todo tipo de pessoas. Thomas estava no World Trade Center no fatídico 11 de Setembro de 2001, tendo falecido devido aos ataques terroristas. A perda foi um choque para Oskar e sua mãe, Linda (Sandra Bullock). Um ano depois, Oskar teme perder as lembranças do pai. Um dia, ao vasculhar o guarda-roupas dele, quebra acidentalmente um pequeno vaso azul. Dentro dele há um envelope onde aparece escrito Black e, dentro dele, uma misteriosa chave. Convencido que ela é um enigma deixado pelo pai para que o pudesse desvendar, Oskar inicia uma expedição pela cidade de Nova York, em busca de todos os habitantes que tenham o sobrenome de Black.
http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-tao-forte-e-tao-perto-dublado-online.html
30. Forrest Gump, o contador de histórias/forrest gump
Forrest Gump – O Contador de Histórias – Dublado
Forrest Gump (Tom Hanks) - Quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de rapaz com QI abaixo da média que, por obra do acaso, consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietname e no caso Watergate.


http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-forrest-gump-o-contador-de-historias-dublado-online.html









31. O enigma das cartas

O Enigma Das Cartas – DubladoO marido de Ruth Matthews (Kathleen Turner) morre numa queda, durante a noite, quando fazia escavações arqueológicas numas ruínas Maias, e a filha do casal, Sally (Asha Menina), reage à morte do pai de maneira muito estranha, pois ao voltar para sua casa não profere uma só palavra. Quando o comportamento de Sally piora, Ruth se vê obrigada a deixar que Jacob T. Beerlander (Tommy Lee Jones), um especialista em crianças autistas, examine sua filha. Jacob tenta tirar Sally da sua desordem mental por métodos tradicionais, mas Ruth tenta de outra maneira, ao reproduzir em grande escala um castelo de cartas que sua filha tinha construído. Por mais estranho que seja, Ruth crê que só assim terá Sally de volta.
















http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-o-enigma-das-cartas-dublado-online.html



32. Uma criança diferente
Jan Maka era uma criança feliz e cheia de energia - uma criança como outra qualquer. Do dia para a noite, a vida de sua família vira-se de cabeça para baixo quando se descobre que ele é "diferente": Jan é autista. Como é viver com uma criança afectada por essa desordem neurológica? A contundente curta de Anna Barczewska descreve a luta de todos os pais de crianças com autismo. 
Título: Uma Criança Diferente
Título Original: A Child Unlike any Other
Género: Documentário
Duração: 11min

Ano: 2005

33. Uma família especial

Filme muito raro que retrata muito bem o AUTISMO dos 4 filhos desta mãe que encara de forma muito bem humorada as situações difíceis que vive. Dos sete filhos de Maggi, quatro são autistas em maior ou menor grau. Determinada, Maggi empreende então uma surpreendente luta, repleta de momentos mágicos, alegres e tristes, para ajudar seus filhos especiais a ter uma vida feliz. Drama verídico da história de Jackie Jackson.



http://filmow.com/uma-familia-especial-t32288/





34. Jogo subterrâneo

Martin (Felipe Camargo) é um pianista que criou para si próprio um jogo, que tem como objetivo encontrar a mulher de sua vida. Sempre que entra num vagão do metro ele escolhe uma mulher que o atraia e passa a torcer que ela siga o mesmo caminho que ele. Apenas, caso isto ocorra, ele se pode tentar aproximar dela. Com várias tentativas frustradas, Martin conhece algumas pessoas que mudam a sua vida: Tânia (Daniela Escobar), uma mulher que se apaixona por ele e tem uma filha autista (Thávyne Ferrari), e Laura (Júlia Lemmertz), uma escritora cega. Seguindo seu jogo Martin conhece Ana (Maria Luísa Mendonça), que o atrai de tal forma que faz com que ele abandone as regras que ele próprio criou. Ana inicia então um romance com Martin, que se baseia em mistérios que um mantém para o outro. 
http://pt.fulltv.tv/jogo-subterr-neo.html

35. Niceland - Cidade de Sonho
Niceland - Cidade de Sonho (DVD-Vídeo) Jed e Chloe entraram na casa dos 20 anos, estão apaixonados e têm uma deficiência mental. Quando Jed causa acidentalmente a morte do gato de Chloe, ela refugia-se no silêncio e perde a vontade de viver. Jed está convencido que deve haver algo na vida que o ajude a recuperar o espírito de Chloe. Num momento de catarse, Jed descobre que ele próprio sabe a resposta que tem andado à procura.  Agora tem de se despachar para as dizer a Chloe. Mas quando chega ao hospital, a cama dela está vazia...






Fontes:
http://autismoerealidade.org/noticias/19-filmes-que-trazem-o-autismo-e-o-asperger-preparados-para-assistir/
http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/30-filmes-que-trazem-o-autismo-e-o-asperger-preparados-para-assistir
http://cmaeel.blogspot.pt/2012/07/recomendacoes-de-filmes.html http://www.autismonossahistoria.com.br/node/27