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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Oito coisas que aprendi com a educação na Finlândia

Dona de um dos sistemas de ensino mais elogiados do mundo, a Finlândia recebeu, de Fevereiro a Julho deste ano, 35 professores de institutos federais brasileiros para treinamento e capacitação.

Embora em 2012 o país nórdico tenha caído do topo para a 12ª posição do Pisa, o principal exame internacional de educação (o Brasil ficou na 58ª posição do ranking, entre 65 países), ele ainda é apontado pela OCDE – a entidade que aplica o Pisa – como "um dos líderes mundiais em performance académica" e se destaca pela igualdade na educação, alta qualificação de professores e por constantemente repensar seu currículo escolar.
Os docentes brasileiros foram selecionados pelo programa Professores para o Futuro, do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Ministério da Educação), para passar cinco meses estudando a educação finlandesa.
A BBC Brasil conversou com quatro desses professores, para conhecer o que viram na Finlândia e saber se lições trazidas de lá podem facilitar seu trabalho em sala de aula e melhorar a aprendizagem nas instituições públicas de ensino onde actuam.
Apesar das diferenças com o sistema brasileiro, os professores disseram ver como "pequenas revoluções" o que podem agregar do ensino finlandês em suas rotinas.
"Vou começar com um trabalho de formiguinha, mostrando aos meus colegas o que aprendi, gravando minhas aulas e adaptando (as metodologias) à nossa realidade e aos nossos estudantes", diz a professora Giani Barwald Bohm, do Instituto Federal Sul-rio-grandense.
Os 25 institutos federais que enviaram professores ao país nórdico reunem cursos de ensino médio, profissional e superior com ênfase em ciência e tecnologia.
Veja o que os professores aprenderam na Finlândia:

1. Usar mais projetos nas aulas

Os professores entrevistados pela BBC Brasil dizem que projetos elaborados por alunos e a resolução de problemas estão ganhando protagonismo no ensino finlandês, em detrimento da aula tradicional.
São as metodologias chamadas de "problem-based learning" e "project-based learning" (ensino baseado em problemas ou projetos). Neles, problemas – fictícios ou reais da comunidade – são o ponto de partida do aprendizado. Os alunos aprendem na prática e buscam eles mesmos as soluções.
"Os projetos são desenvolvidos sem o envolvimento tão direto do professor, em que os alunos aprendem não só o conteúdo, mas a gerir um plano e lidar com erros", diz Bruno Garcês, professor de Química do Instituto Federal do Mato Grosso, que pretende aplicar o método em aulas de experiências práticas.



Professores brasileiros passaram cinco meses em capacitação na Finlândia

Os professores brasileiros visitaram, na Finlândia, cursos superiores baseados inteiramente nessa metodologia.
"Um curso de Administração tem disciplinas tradicionais no primeiro ano. Mas, nos dois anos e meio seguintes, os alunos deixam de ter professores, passam a ter tutores, formam empresas reais e aprendem enquanto desenvolvem o negócio", diz Francisco Fechine, coordenador do Instituto Federal de Tecnologia da Paraíba.
Não é uma estrutura que sirva para qualquer tipo de curso, mas funciona nos voltados, por exemplo, para empreendedorismo, explica Joelma Kremer, do Instituto Federal de Santa Catarina.
"E os alunos têm uma carga de leitura, para buscar (nos livros) as ferramentas que precisam para resolver os problemas."

2. Foco na produção de conteúdo pelos alunos

A resolução de problemas e projectos é parte de um ensino mais centrado na produção do próprio aluno. Ao professor cabe mediar a interação na sala de aula e saber quais metas têm de ser alcançadas em cada projecto.
"Nós (no Brasil) somos mais centrados no professor preparar a aula, dar e corrigir exercícios. O aluno faz pouco. Podemos dar mais espaço para o aluno avaliar o que ele vai desenvolvendo", diz a professora Giani Barwald Bohm, do Instituto Federal Sul-rio-grandense.
"No modelo tradicional de ensino, quem mais aprende é o professor. Lá (na Finlândia) é o aluno quem tem de buscar conteúdo, e o professor tem que saber qual o objetivo da aula. Para isso você não precisa de muita tecnologia, mas sim de capacitação (dos docentes)", agrega Joelma Kremer.



Professores Fechine, Bruno Garcês e Kelly Santos em sala de aula finlandesa: mais projetos práticos e autonomia dos alunos

3. Repensar o papel da avaliação

Nesse contexto, a avaliação tem utilidade diferente, diz Kremer: "A avaliação está presente, mas os alunos se autoavaliam, avaliam uns aos outros, e o professor avalia os resultados dos projetos".
"Ao reduzir o número de testes (formais) e avaliar mais trabalhos em grupo e actividades diferentes, os professores têm um filme do desempenho do aluno, e não apenas a foto (do momento da prova)", diz Fechine.
"Conhecemos um professor de física finlandês que avaliava seus alunos pelos vídeos que eles gravavam das experiências feitas em casa e mandavam por e-mail ou Dropbox."

4. Usar tecnologia e até a mobília para ajudar o professor

A tecnologia não é parte central desse processo, mas auxilia o trabalho do professor em estimular a participação dos alunos finlandeses.
"Em vez de proibir o celular, os professores os usam em sala de aula para estimular a participação dos alunos – por exemplo, respondendo (via aplicativos especiais) enquetes que tivessem a ver com as aulas", conta Kremer.


Algumas salas têm mobília especialmente projetada para que os alunos possam ser agrupados ou separados
Salas especialmente projetadas e tecnologia amparam o trabalho do professor

"Isso torna a aula mais interessante para eles. E é complicado para a gente ficar dizendo, 'desliga o celular', algo que já começa estabelecendo uma relação de antipatia com o aluno."
Os professores brasileiros também conheceram algumas salas de aula com mobília especialmente projetada, diferente do modelo tradicional de cadeiras individuais voltadas à lousa.
"Muitas salas têm sofás, poltronas, mesas ajustáveis para trabalhos individuais ou em grupo e vários projetores", agrega Kremer. "É um mobiliário pensado para essa metodologia diferente de ensino."
Fechine vai reproduzir parcialmente a ideia no Instituto Federal da Paraíba, trocando as carteiras de braço por mesas que possam ser agrupadas para trabalhos.

5. Desenvolvimento de habilidades do século XXI

A professora Giani Barwald Bohm conta que o ensino fundamental finlandês continua dividido em disciplinas tradicionais, mas focado cada vez mais no desenvolvimento de habilidades dos alunos, e não apenas na assimilação de conteúdo tradicional.
"(São desenvolvidas) competências do século XXI, como comunicação, pensamento crítico e empreendedorismo", diz ela.
Para Fechine, estimular a independência do estudante é uma forma de romper o ciclo de "alunos passivos, que só fazem a tarefa se o professor cobrar, interagem muito pouco".


Universidade de Tampere, na Finlândia; jornada escolar finlandesa tem intervalos mais frequentes

6. Intervalos mais frequentes entre as aulas

A Finlândia adota aulas de 45 minutos seguidas de 15 minutos de intervalo na educação básica – prática que Bruno Garcês acha que poderia ser disseminada por aqui. "Tira a tensão de ficar tantas horas sentado", diz.
Fechine também considera a ideia interessante, mas aponta que a grande carga horária no ensino médio brasileiro dificulta sua aplicação e lembra que na Finlândia ela é acompanhada de uma forte cultura de pontualidade. "As aulas começam no horário e aluno rapidamente entra na (rotina de) resolução de problemas."

7. Cultivar elos com a vida real e empresas

Muitos dos projetos dos estudantes finlandeses são tocados em parcerias com empresas, para aumentar sua conexão com a vida real e o mercado de trabalho, algo que Garcês acha que poderia ser mais frequente no Brasil.
"Aqui na área rural do Mato Grosso podemos ter uma interação maior com as fazendas locais, ministrando aulas a partir do que os produtores rurais precisam."
A vantagem disso é que o aluno vê sentido prático e profissional no que está aprendendo, explica Giani Barwald Bohm. "Ele desenvolve algo directamente para o mercado de trabalho, que vai ter relevância para o próprio estudante e é contextualizado com as empresas locais."
Ela destaca também as competições de habilidades práticas desenvolvidas por escolas locais (um preparativo para a competição internacional WorldSkills, que neste ano será realizada em São Paulo, pelo Senai, entre quarta e sábado desta semana).
"As empresas são envolvidas na organização e acompanham os alunos no dia a dia e até ficam de olho para contratá-los depois."


Competição de habilidades entre alunos finlandeses; ensino é voltado para a prática

8. Formação mais prática e valorização do professor

A formação dos professores é apontada como a principal chave do sucesso do ensino finlandês. Os brasileiros observaram lá uma capacitação mais prática, voltada ao dia a dia da sala de aula, e mais interação entre o corpo docente.
"Algumas salas têm dois professores - um como ouvinte do outro caso seja menos experiente", relata Fechine.
"Há uma relação mais direta (entre os professores), com muita conversa entre quem dirige o ensino e quem dá aula", agrega Barwald Bohm.
"Além disso, há uma valorização cultural do professor lá, semelhante à de outras profissões. O salário é equivalente e as condições de trabalho dão bastante tempo para o planejamento das aulas", diz Bruno Garcês.
Fonte:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150807_finlandia_professores_brasileiros_pai?SThisFB

terça-feira, 17 de março de 2015

Falta de escrever à mão 'pode prejudicar desenvolvimento cerebral das crianças'





AFP
Pesquisa sugere que escrever à mão é mais benéfico para crianças


Embora muitos pais não gostassem, sempre obriguei os meus alunos a escreverem muito à mão porque sabia estar a desenvolver-lhes o cérebro e as suas capacidades.

Acham que me agradecerem isso?
Não, coitadinhos dos filhinhos que cansavam o braço e gastavam canetas e cadernos.

Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e telas sensíveis ao toque em vez de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento de crianças.
A neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, nos Estados Unidos, estudou a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro infantil.
Ela estudou crianças que, apesar de ainda não estarem alfabetizadas, eram capazes de identificar letras, mas não sabiam como juntá-las para formar palavras.
No estudo, as crianças foram separadas em grupos diferentes: um foi treinado para copiar letras à mão enquanto o outro usou computadores.
A pesquisa testou a capacidade destas crianças de aprender as letras; mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais áreas do cérebro eram activadas e, assim, tentarem entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizavam com as letras do alfabeto.
O cérebro das crianças foi analisado antes e depois do treino e os cientistas compararam os dois grupos diferentes, medindo o consumo de oxigénio no cérebro para mensurar sua actividade.

Respostas diferentes

Os pesquisadores descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando aprende através da cópia de letras à mão e quando aprende as letras digitando-as num teclado.
As crianças que trabalharam copiando as letras à mão mostraram padrões de activação do cérebro parecidos com os das pessoas alfabetizadas, que conseguem ler e escrever.




AFP
Escrever à mão ativa áreas diferentes do cérebro das crianças

Este não foi o caso com as crianças que usaram o teclado.
O cérebro parece ficar "ligado" e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escrevê-las à mão, estabelecendo uma ligação entre o processo de aprender a escrever e o de aprender a ler.
"Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura quando as crianças começam a passar por este processo", disse James.
Além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever à mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.

Computadores em escolas





AFP
Muitas escolas têm pressa em implantar computadores em classes com crianças cada vez mais jovens

As descobertas da pesquisa podem ser importantes para formular políticas educacionais.
"Em certas partes do mundo, há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, isto (esta pesquisa) pode atenuar (esta tendência)", disse Karin James.
Muitas escolas americanas já transformaram o ensino da escrita à mão em alternativa opcional para professores. Por isso, muitos educadores não ensinam mais caligrafia.
Uma solução poderia seria usar algum programa num tablet que simulasse o acto de escrever à mão.
Mas, pelo que a pesquisa da cientista sugere, nada parece substituir a aprendizagem com a escrita à mão.
Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150212_gch_criancas_teclados_fn

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A ciência da compaixão: “Ensinando meditação as crianças, acabamos com a violência no mundo"

Reportagem sensacional ao Dalai Lama sobre a contribuição dos ensinamentos para o mundo. Legendada.
A educação é muito mais do que transmitir conhecimentos e habilidades por meio dos quais se atingem objectivos limitados. É também abrir os olhos das crianças para as necessidades e direitos dos outros. Precisamos mostrar às crianças que suas ações têm uma dimensão universal. E precisamos encontrar uma forma de estimular seus sentimentos naturais de empatia para que venham a ter uma noção de responsabilidade em relação aos outros. Pois é isso o que nos motiva a agir. Se tivéssemos de escolher entre conhecimento e virtude, a última seria sem dúvida a melhor escolha, pois é mais valiosa. O bom coração que é fruto da virtude é por si só um grande benefício para a humanidade. O mero conhecimento, não. Para isso, é importante o ensino de uma ética secular e laica nas salas de aulas em conjunto com métodos que contribuem para o desenvolvimento de uma mente compassiva, altruísta, equânime e calma como a meditação.
“Se ensinássemos meditação a todas as crianças de 8 anos, eliminaríamos a violência numa geração” Dalai Lama.
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Fonte:
http://www.budavirtual.com.br/ciencia-da-compaixao-ensinando-meditacao-criancas-acabamos-com-violencia-mundo/

domingo, 29 de junho de 2014

Esta Professora Despediu-se para Pintar – Agora Os Seus Quadros Valem Milhões

Este magnifico talento escondido fez com que Layla reflectisse sobre a sua vida. “Eu amava a música e amava ensinar ,” declarou, “mas nunca quis admitir que depois de 25 anos de ensino de música, estava a ficar cansada.”

Era este o dilema que Layla vivia, até descobrir a sua artista interior. Layla recebia um salário estável, dinheiro que ela e o seu marido, Robert, um procurador fiscal, usavam para pagar a faculdade dos seus filhos e para ajudar a suportar um pequeno negócio de vinhos da família.

“Mas de repente, toda a gente, incluindo o meu marido, diziam: 'Ensina em part-time e vê se a arte te pode levar a algum lado.' Mas eu sabia que se queria dar oportunidade à arte, tinha que dar tudo de mim.”

Em 2001, dois anos após pendurar a sua primeira pintura na grande parede branca, Layla deixou o trabalho de professora. “O meu marido disse ‘Eu sinto-me como se estivéssemos no Titanic e tu tivesses simplesmente saltado.’”

Layla ouviu todas as estatísticas assustadoras: Apenas 5% dos artistas ganham dinheiro, apenas 5% do mundo da arte tinha saída. Como é que ela faria parte da excepção desses 5%, escapando à regra dos outros 95% dos artistas sem sucesso, tornando a sua arte num negócio? Primeiro, Layla percebeu que precisava de estabelecer objectivos profissionais: Definiu um deadline de dois anos para tornar isto possível. “Se não for capaz de conseguir ganhar no mínimo o meu salário, volto a ser professora.” Pensou.

Layla vestiu uma velha camisa branca de Robert e começou a trabalhar entre 10 a 12 horas por dia. “Sabem como os corredores falam da sensação fantástica que têm quando terminam a maratona? Quando pinto, sinto sempre essa sensação.”


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Esta alegria resultou numa explosão de criatividade e, em 2 anos, Layla conseguiu pintar mais de 200 obras — abstractas, representações de flores, músicos, mulheres, homens. “Fui inspirada pelo estilo e cores que Matisse utilizava.”

Através do “espalha a notícia” Layla começou logo a vender as suas pinturas, e a ganhar tanto dinheiro quanto ganhava quando era professora. Animada e fascinada com o seu pequeno sucesso, enviou fotografias das suas obras para reputados consultores de arte de Nova Iorque e marcou reuniões. “Estava tão nervosa à medida que subia o elevador de um elegante hotel francês, em Nova Iorque, para ir para uma reunião numa suite com uma estranha, levando um livro de fotografias dos meus quadros. Só conseguia pensar: O quê estou aqui a fazer?” declarou.

A mulher, do género a Meryl Streep no filme “O Diabo veste Prada”,  estudava cada página do livros com uma atenção cuidada, e cruzava as mãos com agressividade e em silêncio, sempre que Layla tentava contar as histórias das suas obras. Quando a consultora fechou o livro, já tinha o seu veredicto:

“É bom. Mas nós não queremos saber.” Foi então que ela deu a Layla o conselho que mudou a sua vida: “Como é que um quadro de Layla Fanucci?” Layla tentou formular uma resposta, mas a consultora calou-a, dizendo: “Para conseguirmos vender as suas obras, elas têm que ter um estilo que ninguém consiga imitar.”

A consultora de arte sugeriu que Layla produzisse mais obras nos próximos 6 meses. Foi uma tarefa difícil, mas que aceitou prontamente. “Senti instintivamente que este processo me iria levar onde eu precisava de estar.”



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Nos dois anos que se seguiram Layla ouvia as novas críticas da consultora sobre as suas novas obras, e voltava para o seu estúdio para fazer novas experiências. Durante todo este processo desenvolveu uma obra única, com o estilo Layla Fanucci, cenários de cidades: Pinta camada por camada de cor em para comunicar o estado de espírito de cada cidade —Nova Iorque, Paris, Veneza, e Roma. Quando a pintura seca, Layla adiciona detalhes arquitectónicos, como prédios e pontes, em seguida, dá vida aos quadros pintando pessoas, movimentos e energias antes de cobrir estes cenários com mais cor. Assim acaba por pintar 3 cidades por cima da primeira, criando textura e profundidade, para quando se olhar de perto, ser possível ver as outras cidades e os detalhes arquitectónicos a sobressair.

Layla comprovou as suas capacidades quando entregou à consultora de arte um original seu, que foi exposto, em destaque, numa galeria de arte em Nova Iorque, sendo-lhe também oferecida uma exposição a solo para as suas restantes obras. No entanto, a consultora avisou-a que se as obras não se vendessem, a carreira artística de Layla terminaria naquela momento.

Surpreendentemente,  nove das suas obras venderam-se em apenas um mês.

Desde então, fez várias exposições e vendeu os seus quadros a coleccionadores de todo o mundo. Os críticos louvam as suas obras, e uma característica das mesmas em particular: a conexão de Layla com a música. “Ela captura os ritmos das grandes metrópoles, o esplendor lírico dos céus e a cacofonia das ruas. E olhando para estes cenários, conseguimos perceber o porquê das pessoas estarem sempre a voltar para estes lugares, como músicas que nunca nos cansamos de ouvir, como se encontrássemos algo de novo nelas.”


Layla vendeu recentemente a sua maior obra de todos os tempos, uma pinta de 9mx14m chamada “City of the World Opus II”, por $100,000, quando um turista visitou a sua galeria online e se apaixonou pelas suas obras. “Num ano, vendi 32 pinturas e ganhei tanto dinheiro como aquele que faria caso tivesse continuado como professora durante 33 anos.

“Bem, todos nós temos talentos escondidos,”declarou Layla Fanucci “Se os descobrirmos, temos que os desenvolver todos os dias e deixa-los florir. Eu penso muitas vezes no que podia ter perdido, senão tivesse desistido de um salário estável e confiável, para seguir a minha paixão.”
Fonte:
http://chiadomagazine.blogspot.pt/2014/06/esta-professora-largou-o-emprego-para.html

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Professores usam arte urbana para ensinarem crianças excluídas


Na Indonésia, um grupo de professores decidiu usar o grafite para ensinar e integrar crianças que vivem nas ruas. A iniciativa tomou forma graças a um grupo de voluntários e tem recebido apoio de vários setores da sociedade indonésia.
Um dos impulsionadores do projeto é Ronny Pratama, diretor criativo de uma agência de publicidade digital.
“Usamos o grafite como um meio para ensinar porque as crianças que andam na rua têm uma relação próxima com o grafite. Essas crianças juntam-se nas esquinas onde há grafites com imagens obscenas e nomes de grupos de rua. Por isso tivemos a ideia de transformar o grafite em algo útil”, explicou o voluntário de 37 anos.
A iniciativa começou no início de 2013. No espaço de um ano, foi possível organizar 20 projetos em vários pontos da capital.
Há milhares de crianças a trabalhar nas ruas de Jacarta. Nur Robiatul abandonou a escola há três anos, é pedinte e vive na rua.
“Estou muito contente por estar com os meus amigos e aprender coisas que eu não sabia, como inglês e cultura, através do grafite” disse a menina.


Fonte:
http://pt.euronews.com/2014/06/13/professores-usam-arte-urbana-para-ensinar-criancas-excluidas/

Como desenvolver a inteligência emocional do seu filho?

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que uma criança emocionalmente saudável não é aquela que não chora, se frustra ou se irrita, mas aquela que aprimora, constantemente, a compreensão sobre as próprias emoções, como explica o psicólogo Marcelo Mendes, da PUC-Campinas (SP).
A habilidade de reconhecer os próprios sentimentos, compreender os dos outros e saber lidar com eles é o que a psicologia chama de inteligência emocional (QE) – e ela é tão importante quanto o quociente de inteligência (QI), porque confere a serenidade e o discernimento necessários para que as funções cognitivas trabalhem plenamente. Ou seja, de nada adianta seu filho ser um génio se ele não souber lidar com as críticas, por exemplo. Veja cinco pontos-chave para desenvolver a QE no seu filho:
Vínculos afectivos e efectivos: Até os laços familiares exigem empenho e manutenção para se firmarem. Isso significa estar ao lado, acompanhar (e não apenas cobrar), achar o equilíbrio entre intenso e sereno. Mesmo ao mais ocupado dos pais, não pode faltar o momento de conversar, orientar, pegar na mão, olhar nos olhos e entender as angústias. Isso vai contribuir para que o seu filho se sinta seguro e saiba que pode contar com você.
Autoestima: Dizer, o tempo todo, que a criança é a mais linda do mundo não vale muito. Autoestima de verdade tem mais a ver com permitir que ela se sinta segura, arrisque-se mais e confie no próprio potencial, sem depender das opiniões alheias. O elogio é válido desde que seja pertinente. “Em vez de elogiar a capacidade, parabenize o esforço. Aí, sim, a criança será motivada a sempre superar a si mesma.” Isso quer dizer que frases como “Parabéns, você conseguiu terminar a lição” são muito melhores do que “Como você é bom em matemática!” , diz a psicopedagoga Quézia Bombonato, da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).
Resiliência: Está relacionada à capacidade de lidar com problemas e superar obstáculos. Uma revisão de estudos da Universidade da Pensilvânia (EUA) descobriu que equipes escolares preocupadas em ensinar resiliência e otimismo no dia a dia protegem as crianças contra a depressão, aumentam a satisfação com a vida e melhoram a aprendizagem. O exercício dessa habilidade depende da interação com o outro, ao fazer com que a criança entenda que nem sempre tudo vai acontecer como deseja. Às vezes, é preciso esperar, outras, é necessário ceder ou recuar.
Frustrações: Uma boa dose delas dá ao seu filho algo importante: choque de realidade. Não ganhar um brinquedo ou perder um jogo podem fazê-lo sofrer, mas são ótimos ensaios para as situações que precisará enfrentar mais para a frente, quando se deparar com um “não”. Saiba que ele vai se decepcionar e chorar. Mas também vai aprender. Além de dar a negativa, você precisa fazer com que ele entenda o porquê. Assim, vai adquirir uma consciência crítica e a proibição se traduzirá em aprendizado. E se vier a birra, ofereça apoio e afeto. Verbalize que ele está chorando porque sente raiva ou está decepcionado, mas que tem de lidar com isso.
Brincadeira (muita!): Toda angústia ou receio que incomoda seu filho e ele não sabe expressar pode ser manifestado de forma espontânea no ato de brincar. É pela diversão, principalmente coletiva, que se desenvolve o senso de competência, de pertencimento, o controle da agressividade e o bem-estar. “O brincar e a arte são formas de expressão que possibilitam elaborar situações do cotidiano, externando sentimentos”, explica Adriana Friedmann, antropóloga e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (SP). Quando uma criança brinca de casinha e se põe no lugar da mãe, tem a chance de refletir sobre as ações e características do imitado. Ao interagir com outras crianças, aprende a respeitar a opinião do outro, descobre que existem regras e que nem sempre tudo será do jeito dela.
Fonte:

http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2014/06/5-pilares-para-o-seu-filho-desenvolver-inteligencia-emocional.html

domingo, 15 de junho de 2014

10 maneiras de preparar as novas gerações para o século XXI

1- Consciencializar adultos e crianças sobre o impacto das emoções em decisões
Infelizmente, os adultos de maneira geral não têm consciência da importância e do impacto que as emoções têm no quotidiano.  Querendo ou não elas interferem nas nossas decisões e influenciam o nosso futuro. Aprender o b-a-ba das emoções é como se alfabetizar para a vida.
Conhecer a enorme gama de diferentes sentimentos, dar-lhes nome, controlar as emoções e ser capaz de perceber os sentimentos das outras pessoas é a base para todas as relações humanas.
Muitas escolas já trabalham algumas questões emocionais, mas isso acontece sem um objectivo claro e sem necessariamente integração com situações da vida real. Campanhas sociais, acções variadas e programas educacionais em escolas públicas e privadas são maneiras de criar essa consciência nas pessoas. Uma iniciativa de sucesso é o programa Ruler, da Universidade de Yale, que actua em várias escolas no Canadá, Austrália, Inglaterra e Estados Unidos.

2- Estimular o brincar
 Sabia que brincar tem um objectivo? Stuart Brown, psiquiatra e fundador do National Institute for Play, se dedica há anos à importância do brincar. Ele estudou o impacto da privação do brincar em criminosos em série e o papel do brincar em diversas espécies animais.
Conclusão: brincar tem uma função biológica e social de sobrevivência. Os animais predadores brincam de lutar e de observar um ao outro, capacidades fundamentais na hora da caça. As crianças brincam para ensaiar habilidades que serão necessárias na vida adulta. Ao brincar elas exercitam a comunicação e aprendem a diferença entre a brincadeira amigável e o bullying. Além disso, elas usam o corpo, se arriscam, resolvem problemas de forma criativa, controlam as emoções e respeitam as regras do jogo. Essas características desenvolvidas através do brincar são a semente do comportamento inovador tão importante actualmente. Brincar é o berço da inovação. Mais do que nunca, estamos carentes de tempo e espaços para brincar, não só na infância, mas na vida adulta também.
“Brincar desenvolve os nossos músculos e habilidades sociais, fertiliza a actividade cerebral, aprofunda e regula as nossas emoções, nos faz perder a noção do tempo e proporciona um estado de equilíbrio.” (Stuart Brown-American Journal of Play).

3- Educar para sustentabilidade 
Grandes desafios ambientais estão por vir. Por isso, não basta ensinar as crianças a reciclar o lixo, a economizar água e a cuidar do meio ambiente. Tudo isso é muito importante, mas é fundamental ajudá-las a formar uma mentalidade sustentável. Ou seja, uma maneira de ver o mundo em que todas as decisões e atitudes diárias tenham na sua essência a noção de durabilidade, de aproveitamento de recursos e de resíduos, de cooperação entre as pessoas, de senso de comunidade e de transparência nas relações. Conceitos como economia circular e consumo consciente devem ser ensinados desde cedo nas escolas.
Um óptimo exemplo é a proposta da Sandal Magna School na Inglaterra. Além de inserir no currículo escolar as noções de sustentabilidade, a escola oferece também um ambiente físico todo planeado de forma sustentável. Ela é considerada uma das escolas com maior eficiência de carbono na Inglaterra e recebeu o prémio de arquitetura Riba Awards (The Royal Institute of British Architects, em inglês), um dos mais rigorosos e conceituados da Inglaterra.
4 -  Investir na primeira infância
Prevenção e intervenção precoce. Essas são as palavras-chave para evitarmos problemas futuros e formarmos cidadãos saudáveis e capazes de tomar decisões adequadas para a nossa sociedade. Por exemplo, uma criança que é diagnosticada precocemente com um transtorno no desenvolvimento pode ser tratada antes que suas dificuldades se cristalizem. Assim, ela terá muito mais probabilidades de se tornar um adulto produtivo.
É fundamental a criação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento de serviços médicos, psicológicos, educacionais e culturais de qualidade voltados para a primeira infância. Investimentos nesta fase podem gerar uma reação em cadeia que fomenta ganhos econômicos e de capital humano durante todo o ciclo de vida.

5 – Construir cidadania digital
“Cidadania Digital é o uso responsável e apropriado da tecnologia” (Mike Ribble-autor de “Raising a Digital Child”).
Cultura digital é um direito de todos, mas isso envolve responsabilidade. Portanto, as novas gerações precisam aprender a viver e a trabalhar nessa nova era de maneira ética e segura. É urgente a criação de programas escolares voltados para o uso adequado da tecnologia. Crianças e adolescentes precisam ter consciência dos riscos do universo digital e do impacto das informações publicadas na internet na vida deles.
Além disso, é importante que as novas gerações não só saibam utilizar as novas tecnologias, mas também conheçam a lógica dos computadores. Assim, estaremos formando cidadãos com mais autonomia digital e controle para criar ferramentas adequadas às necessidades do nosso mundo.
Está a crescer o número de iniciativas que incluem o ensino de programação nas escolas para promover a alfabetização digital.
Entender como funcionam os computadores transcende a área tecnológica e ajuda a compreender o mundo em que estamos vivendo. Com cautela, é possível introduzir o mundo da programação através de uma linguagem lúdica e adequada às capacidades cognitivas das crianças.
O governo da Inglaterra, por exemplo, decretou que a partir de setembro de 2104 será obrigatório o ensino de programação em todas as escolas públicas do país para crianças e adolescentes de 5 a 16 anos.
6 – Repensar o ambiente físico escolar
Que tipo de ambiente escolar favorece o desenvolvimento das habilidades para o século XXI? Espaços amplos, versáteis e com móveis modulares estimulam a colaboração e a interacção entre os estudantes e professores. Inovadores educacionais não usam tanto a palavra “sala de aula” e sim “ambientes de aprendizagem” ou “estúdios de aprendizagem”. A mudança na arquitetura das escolas reflecte a transformação do conceito de ensinar e aprender.
A existência de espaços individuais aconchegantes, chamados “caves”, favorecem a concentração nos momentos em que o aluno preferir aprender sozinho. O novo ambiente escolar oferece diversas formas de aprender.
Escolas como o Projeto Gente, no Rio de Janeiro, e a New Line Learning Academy, na Inglaterra, incorporaram essas mudanças físicas para atender as novas demandas de aprendizagem.

7- Capacitar professores
 Professores e educadores no mundo todo estão sendo cada vez mais desafiados. Eles se encontram na linha de frente da educação, tendo de lidar com um quotidiano escolar difícil, cansativo e pouco valorizado. E agora precisam ainda se adaptar às novas tecnologias e usá-las de forma sensata e integrada ao contexto de cada escola.
Mais do que nunca, os professores necessitam de programas de capacitação para incorporar as novas práticas no quotidiano escolar.
8 – Informar os adultos sobre a revolução na educação
 Ainda há uma falta de informação significativa por parte dos adultos sobre a revolução que está acontecendo na educação ao redor do mundo. Profissionais de diversas áreas, mesmo muito qualificados, muitas vezes nunca ouviram falar nas mudanças pelas quais os sistemas escolares estão passando. Essa situação é preocupante, pois são os adultos que vão contribuir para que essas mudanças se consolidem. Campanhas e acções criativas serão muito bem vindas para informar os adultos sobre as novidades na área da educação.

9 – Proporcionar educação financeira aliada às emoções
 Muitas pessoas chegam à vida adulta sem nenhuma preparação para se organizarem financeiramente. Isto porque lhes faltou um ensino mais estruturado sobre gestão financeira nos anos escolares. Mais ainda, faltou considerar as emoções na hora de lidar com dinheiro.
Ensinar uma criança a planear os seus gastos, a ter metas financeiras, a economizar e a ficar longe de dívidas é fundamental. Mas junto com tudo isso é necessário ensiná-la também que sentimentos como  ansiedade, preocupação e culpa acompanham e influenciam directamente cada decisão ligada ao dinheiro. Aprender a controlar esses sentimentos previne inúmeros problemas financeiros ao longo da vida.

10 – Criar programas educacionais com foco nas habilidades sócio emocionais
Muitas escolas já incorporam no seu dia a dia debates sobre empatia, colaboração e criatividade. Porém, ainda não há um foco no desenvolvimento das competências para o século XXI. Os protagonistas escolares ainda são as matérias tradicionalmente avaliadas nos testes.
O ensino das habilidades socioemocionais deve acontecer de forma integrada ao currículo escolar. Ou seja, os professores podem aproveitar situações do quotidiano para abordar essas capacidades e ao mesmo tempo ensinar conceitos de física, matemática, história e português. O uso de projectos pode ser muito eficiente para integrar diversos aspectos ao redor de um único tema.
Pesquisas e iniciativas importantes em alguns países já comprovaram que estas habilidades melhoram a aprendizagem e se tornam tão importantes quanto o conhecimento das matérias tradicionais.
Os Estados Unidos estão a incluir programas em larga escala que desenvolvem as capacidades não cognitivas nas escolas .
Por exemplo, o Institute for Social and Emotional Learning oferece programas para várias escolas ao redor do mundo.
É importante ressaltar que programas como estes precisam nascer a partir das necessidades de alunos e professores. Portanto, a participação deles na criação de novas formas de ensinar e de aprender é essencial.
Precisamos de uma mentalidade aberta para abraçarmos todas estas novidades e possibilidades. E de uma visão crítica para avaliarmos quais opções nos servem melhor.
Com o tempo toda esta diversidade de possibilidades de aprender, ensinar e trabalhar serão incorporadas em nosso dia a dia de forma mais natural.


Fonte:
http://porvir.org/porpensar/10-maneiras-de-preparar-novas-geracoes-para-vida/20140613