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quinta-feira, 3 de julho de 2014

PARA HOMENAGEAR FAUSTO

Fausto Bordalo Dias
Ainda não vos tinha deixado umas palavras sobre um dos meus poetas, artistas, compositores  portugueses favoritos.


OIÇAM E DIGAM ALGUMA COISA...



POR VEZES A BOA MÚSICA PORTUGUESA ESTÁ MUITO ACESSÍVEL:



sexta-feira, 13 de junho de 2014

A reconstituição do rosto de Santo António

O Museu de Antropologia de Pádua apresentou esta terça-feira uma reconstituição do rosto de Santo António, falecido em 1231 nessa cidade italiana, com recurso às mais recentes tecnologias de modelação tridimensional.
O resultado da investigação que envolveu ainda o ‘Arc-team Archaeology’, o Centro de Estudos Antonianos e duas instituições brasileiras (o Centro de Tecnologia da Informação “Renato Archer” e o Laboratório de Antropologia e Odontologia Forense da Universidade de São Paulo), vai estar exposto entre os dias 12 e 22 deste mês, no Museu de Devoção Popular, junto à basílica do santo português.
Santo António, cujo nome de Batismo é Fernando, nasceu em Lisboa no final do século XII e ali foi recebido entre os Cónegos Regulares de S. Agostinho; pouco depois da sua ordenação sacerdotal ingressou na Ordem dos Frades Menores (Franciscanos), da qual foi o primeiro professor de Teologia.
A cara apresentada foge à tradicional imagem magra e esguia com que o santo é representado e aproxima-se do fresco que o retrata numa passagem do presbitério da basílica de Pádua.
O padre Luciano Bertazzo, diretor do ‘Centro Studi Antoniani’, explica em entrevista que a forma de retratar Santo António “variou segundo as várias sensibilidades até fixar-se na iconografia do jovem frade”, uma expressão “capaz de suscitar sentimentos de proximidade e confiança, exaltando um modelo de imagem na qual a busca do verdadeiro rosto é relativa, face ao rosto desejado pela própria imaginação simbólica e existencial”.
Os peritos recorreram à ajuda do padre Bertazzo para a reconstituição histórica de alguns detalhes, como a tonsura.
“A reconstrução aconteceu graças à utilização das mais sofisticadas técnicas de antropologia forense, as mesmas que se veem nas mais modernas séries televisivas, que conseguem reconstruir uma fisionomia particular a partir de poucos elementos”, refere hoje o jornal católico italiano ‘Avvenire’.
A edição de quinta-feira do jornal do Vaticano, 'L'Osservatore Romano', já disponível na internet, faz referência a esta reconstrução, uma resposta científica a "séculos de suposições, confiadas à fantasia popular e à criatividade dos artistas".
Fonte:
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/internacional/italia-peritos-apresentam-reconstituicao-do-rosto-de-santo-antonio/

sábado, 7 de dezembro de 2013

Mapa Etno-Musical - Viagem a Portugal através da música


De nota em nota, de instrumento em instrumento, de voz em voz, calcorreando o país através das suas tradições musicais. Na bagagem segue o Mapa Etno-Musical, um projecto no âmbito do Instituto Camões e coordenado pelo músico Júlio Pereira. Aqui, os caminhos fazem-se no virtual, conhecendo as sonoridades de Portugal de Norte a Sul, sem excluir os arquipélagos dos Açores e Madeira.



Mapa Etno-Musical português é o nome da iniciativa que pretende guardar para a posteridade, acessivel a todos os interessados, uma parte da música tradicional portuguesa. O projecto, depois de 20 anos de existência em formato papel, ganha agora vida na Internet, através da iniciativa do Instituto Camões (IC).

O músico Júlio Pereira, mentor do projecto, desenhou como capa de disco, que editou no início dos anos 90, um mapa de Portugal, decorado com os instrumentos tradicionais portugueses. Os sons destes instrumentos ganhavam vida no disco, interpretados pelo músico.

Duas décadas passaram e o mapa do país «jardim da Europa à beira mar plantado», como poetizou Tomás Ribeiro, político, publicista, poeta e escritor no período ultra-romântico português, no final do século XIX, foi aperfeiçoado e adaptou-se à geração das novas tecnologias.

Mapa Etno-musical, que continua a existir em papel, está alojado na página online do Instituto Camões. O sítio da Internet mostra-se como um espaço interactivo, um desafio à exploração com as colunas do computador ligadas. Júlio Pereira, autor da iniciativa, em conversa com o Café Portugal, sublinha que o trabalho não pretende ser académico. «Eu não sou musicólogo. O objectivo é revelar curiosidades de forma rápida e que chegue a toda a gente, sem deixar de ser rigoroso», confessa.

Com uma carreira de 30 anos, Júlio Pereira cresceu rodeado pelas notas musicais. Aos sete anos o pai ensinou-o a tocar bandolim. Cresceu e o rock que «não tem nada a ver com bandolim», ganhou espaço, comenta divertido, Júlio Pereira. Contudo, o encontro com certas pessoas no percurso profissional de Júlio Pereira fizeram o músico deslizar, «naturalmente», como gosta de referir, para os sons tradicionais portugueses. Uma obra que o jornalista João Luís Oliva (responsável pela redacção no presente projecto) descreveu em certo momento como «um trabalho de recuperação renovadora dos sons dos instrumentos tradicionais ‘quase perdidos’». «Não estão perdidos e continuam a ser tocados», assegura Júlio Pereira, referindo mesmo que «andamos com uma ideia errada do que se passa pelo país».

Começamos, então, a descoberta neste Mapa-Etnomusical. Um mapa de Portugal povoado de pequenas imagens, todas elas familiares. Nas ilustrações, a cargo de Sara Nobre, vemos ranchos folclóricos do Minho, no Norte ocidental. Mais a oriente os pauliteiros. Descemos e deparamo-nos com os zés-pereiras, o reque-reque e a concertina, sem esquecer os cabeçudos que desfilam muitas vezes ao ritmo destes instrumentos. Rumamos ainda mais a sul, pelo mapa. Este faz uma «divisão geográfica por já desusadas províncias porque pareceu-nos o mais adequado e eficaz, atendendo às particularidades geográficas e sociais de cada região e à permanência dos seus nomes na nossa memória», lê-se na nota introdutória do trabalho. Pelo Baixo Alentejo, conhecemos o tamborilheiro e fogueteiro. Chegamos ao Algarve para ouvir o Leva-Leva, canto entoado pelos pescadores de sardinha, durante a recolha das redes. Antes mesmo de terminar a viagem pelos sons portugueses, voamos até às regiões autónomas, Açores e Madeira.

Cada região é acompanhada por uma descrição, assim como cada som reproduzido é, também ele, acompanhado por uma contextualização onde é explicada a sua utilização, bem como os aspectos físicos. Aproximamo-nos do final de viagem. No regresso trazemos na memória um vasto mundo etno-musical que cabe no pequeno Portugal.
Fontes:


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

OS CONTOS TRADICIONAIS

ORIGEM: Antigamente, as pessoas, nos seus serões, contavam histórias irreais ou  verídicas, pois não tinham outra diversão. Geralmente essas histórias eram contadas à lareira.
O conto popular teve origem não nas camadas mais cultas da sociedade, mas sim no povo. Talvez venha daí o facto de não ser escrito, pois as pessoas, geralmente, não sabiam ler.
As pessoas mais velhas são os agentes de transmissão do conto. São elas que, normalmente, transmitem esses contos aos seus netos. Assim, o conto vai de geração em geração e muitas vezes é alterado, pois “Quem conta um conto acrescenta um ponto”.
O conto é pois, uma narrativa com raiz na tradição oral. O seu relato ocorria, em geral, num ambiente comunitário, ao serão.

CARACTERÍSTICAS: O conto prende-se pois, com o povo e com a população mais rural, menos «letrada».
A estrutura, basicamente, desenvolvia-se em cinco momentos: 
          . a  apresentação da situação; 
          . o acontecimento perturbador; 
          . os acontecimentos e peripécias passados pelo herói 
          . o desaparecimento do motivo perturbador 
          . a conclusão.

As personagens principais são, de um modo geral, anónimas e poucas, envolvendo classes sociais diferentes; reduzem-se muitas vezes a  três elementos: a heroína, o herói e  o elemento representativo do mal (fada, bruxa ou velha).

O espaço e o tempo são muito vagos ou quase nulos; são indefinidos e indeterminados.

O encantamento e a simbologia dos nomes e dos números impõem-se no evoluir das histórias (é constante a referência ao número três). Uma das características do conto é a presença do maravilhoso: é característico haver dragões, fadas, feiticeiras, bruxas...

Os contos também têm uma característica muito importante: a moralidade (que muitas vezes pode ser expressa em provérbio). Nela assistimos sempre ao triunfo do Bem sobre o Mal.
Os contos que, normalmente, são contados às crianças são muito importantes, pois têm uma dupla função, lúdica e didáctica, ou seja, elas podem divertir-se e aprender ao mesmo tempo. Destinavam-se, sobretudo, a passar uma mensagem moralizadora, mas também a divertir e entreter o núcleo familiar, os amigos e vizinhos.

EVOLUÇÃO: O conto passa a ser reconhecido literariamente como género narrativo bastante tardiamente. Mas já no séc. XVI, em França, Perraut reunira alguns contos tradicionais, passando-os às à escrita. 
No séc. XIX, os Irmãos Grimm, na Alemanha, ou Teófilo Braga e Almeida Garrett, em Portugal, fizeram o mesmo, publicando muitas histórias que até aí não tinham sido escritas. No entanto, mantém características de conto popular como, por exemplo, a curta extensão, o teor moralizante, a concentração do espaço e do tempo e o número reduzido de personagens.

Conto Popular - O que é o conto popular.

O que é um conto popular?

Também conhecido como conto tradicional, é um texto narrativo, geralmente curto, criado e enriquecido pela imaginação popular e que procura deleitar, entreter ou educar o ouvinte. A sua origem perdeu-se no tempo. Ninguém é dono e senhor dos contos populares. Por isso, cada povo e cada geração contam-nos à sua maneira, às vezes corrigindo e acrescentando um ou outro pormenor no enredo. Daí o provérbio: “Quem conta um conto acrescenta um ponto”.
Fontes: