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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Salgueiro Maia: O Rosto da Liberdade

Salgueiro Maia: O Rosto da Liberdade


Esta é uma Banda Desenhada lançada pelo jornal "O Ribatejo", aquando das comemorações dos 25 anos do 25 de abril. Dá como principal rosto da revolução de 1974 o Capitão da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, Fernando Salgueiro Maia. 

Se a BD constitui um género literário autónomo dos três clássicos que conhecemos (prosa, lírica e drama), podemos considerar que este livro conseguiu pegar convenientemente da figura de Salgueiro Maia, e enquadrá-la convenientemente no género literário que é a Banda Desenhada. Com efeito, vivemos nesta obra momento a momento, minuto a minuto aquela noite e aquele dia, desde a saída da EPC até à rendição de Marcello Caetano. 

Foi sem dúvida uma excelente iniciativa d' "O Ribatejo" a publicação desta BD sobre o 25 de abril e Salgueiro Maia. Uma mais que merecida homenagem ao homem que deu a cara por uma revolução, por um ideal, para acabar com "o estado a que chegámos", que, mesmo levando a sua avante, sempre foi ostracizado e menosprezado pelas elites militares e políticas do país que defendeu. 
Fonte:
http://aminhaleituras.blogspot.pt/2014/04/salgueiro-maia-o-rosto-da-liberdade.html

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Capitãs de Abril: As protagonistas que ninguém viu na Revolução

Ana Sofia Fonseca reuniu no livro Capitãs de Abril as histórias de dez mulheres envolvidas no 25 de Abril e que contribuíram, à sua maneira, para a Revolução, num tempo em que só os homens tinham o poder de encetar a mudança.
 
As mulheres dos militares que protagonizaram a revolução de Abril contam as suas vidas pessoais, enredos particulares que se embrenham com a própria história de um país e que nos dão a conhecer um lado menos explorado de um dos principais acontecimentos da história do século XX, em Portugal.
Ao todo, foram dez mulheres que deram a conhecer as suas vivências a Ana Sofia Fonseca, jornalista da SIC, que juntou todas as peripécias no livro Capitãs de Abril, lançado pela editora Esfera dos Livros para assinalar os 40 anos do fim da ditadura.
Ana Sofia Fonseca já tinha abordado o mesmo tema há dez anos, por altura das comemorações do 30.º aniversário da revolução, num trabalho publicado na revista Grande Reportagem. Quis no entanto regressar: “Há temas que tratamos e que fechamos. Há outros a que nos apetece regressar. Desde que escrevi aquela grande reportagem, senti que queria voltar, que queria ouvir mais, que queria contar mais”.
O ponto de vista que é aqui revisitado, da forma profunda e pormenorizada que a reportagem não permite, partiu de uma curiosidade inicial de conhecer um ângulo pouco falado. “Portugal era naquela época um país de homens, o golpe tinha mesmo de ser feito por homens. Nós não tínhamos sequer mulheres nos quartéis”. Foi preciso esperar por 1989 para ver a primeira mulher em quadro permanente do Exército. Em 1992, o Exército Português admitia trinta e quatro militares femininas nas suas fileiras. A primeira mulher com patente de Capitão surge apenas dez anos mais tarde.
Despojadas de direitos civis e submetidas ao poder do chefe de família, as mulheres não deixavam de estar presentes. A curiosidade em saber onde estavam as mulheres levou a jornalista a procurar respostas: “Era impossível elas terem sido apenas espectadoras, completamente remetidas ao papel que o Estado novo lhes tinha entregue”.
A Guerra como detonador
De todas as histórias que ouviu na construção do livro, a autora destaca as memórias que reuniu da Guerra Colonial. “A guerra é o grande detonador da revolta, para homens e mulheres. Muitas destas mulheres também viveram África”. Dina de Carvalho acompanhou Otelo para a guerra. Na primeira Comissão quase morreu, na segunda morre uma filha do casal. Ficava à espera que o marido chegasse das missões no mato, enquanto os helicópteros sobrevoavam a sua casa, carregando os corpos sem vida. Ou Teresa Alves, que deixou a filha única em Portugal para poder acompanhar Vítor Alves. Só as saudades da filha a impediram de vestir por mais tempo a farda, ou até mesmo ver-se no papel de parteira, sem qualquer experiência.
O tema dos retornados que é aliás abordado por esta mesma autora de uma perspectiva quase oposta, no livro Angola, Terra Prometida, que conta a vida desafogada que os portugueses levavam nas ex-colónias, antes da eclosão da guerra.
Ao seguir a ordem cronológica dos eventos na véspera e durante o dia decisivo, Ana Sofia Fonseca vai contando a história das várias vidas “que davam para um ou para vários filmes”. Histórias que se fragmentam, eventos que se dão, vivências escondidas por contar que os explicam. “Ao abordar a revolução deste ângulo, pude também conhecer um lado menos conhecido dos homens que fizeram o golpe. Dentro de quatro paredes, as pessoas são sempre diferentes. Podemos dizer que este é um livro sobre a revolução, na sua intimidade”.
Para além das vivências das mulheres dos militares directamente implicados no golpe, a autora conta também a história de duas protagonistas na sombra, que não se envolveram na revolução por arrasto do militar que amavam: Celeste Caeiro, a mulher que distribuiu os cravos pelas espingardas e que, sem saber bem como, acabou por dar o nome à revolução; e Clarisse Guerra, a única mulher que leu, no auge da revolução, um comunicado do Movimento das Forças Armadas, em directo dos estúdios do Rádio Clube Português.
Outras peripécias da véspera são contadas, “porque todos os golpes têm uma véspera”. Desde Ana Coucello, que chega a bater à máquina os comunicados do MFA, ou Aura Costa Martins, que evita as consequências de uma acção precipitada de Costa Martins, depois de um atraso na transmissão da primeira senha que o levou a pensar que a PIDE teria descoberto a conspiração.
Sem tabus nem nostalgias
Os acontecimentos retratados na primeira pessoa fazem parte “de uma história recente, da história de todos nós. A minha geração não viveu o 25 de Abril, tão pouco Angola, Moçambique ou Guiné.”
Por isso, Ana Sofia Fonseca considera importante compreender o passado recente “sem tabus nem nostalgias”, até porque “temos a sorte de ter as personagens ainda vivas, e é preciso registar essas memórias. É preciso manter a memória viva”. Para perceber o que o país foi, o que a Revolução fez, e o que ficou por fazer.
Fonte:
http://lifestyle.publico.pt/artigos/333563_capitas-de-abril-as-protagonistas-que-ninguem-viu-na-revolucao/-1

O encontro de Salgueiro Maia com Marcelo Caetano



Revolução dos Cravos: 40 anos

Rubrica “Palavras com História…”


O encontro de Salgueiro Maia com o Presidente do Conselho:
«Quando entrei no Quartel, o ambiente que lá existia era de medo e de desejo que aquilo acabasse. As paredes pingavam água, pois os tiros tinham destruído as canalizações do sótão. Falei com o coronel comandante, que não atou nem desatou (…). Entretanto, estão a terminar os quinze minutos e eu volto para marcar novo período.
 Quando regressei ao Quartel, dirigi-me ao comandante e disse-lhe que, se ele não mandava, então eu queria falar com quem mandasse. Conduziram-me à presença de Marcello Caetano; mas para isso passei por uma antecâmara, onde se encontravam Moreira Baptista e Rui Patrício, chorando este como uma criança, olhando o infinito o primeiro.
Marcello estava pálido, barba por fazer, gravata desapertada, mas digno. Fiz-lhe a continência da praxe e disse-lhe que queria a rendição formal e imediata. Declarou-me já se ter rendido ao Sr. General Spínola, pelo telefone, e só aguardava a chegada deste para lhe transferir o Poder, para que o mesmo não caísse na rua!
Estive para lhe dizer que estava lá fora o Poder no povo e que este estava na rua. Declarou esperar que o tratassem com a dignidade com que sempre tinha vivido e perguntou o que ia ser feito dele. Declarei que certamente seria tratado com dignidade, mas não sabia para onde iria, pois isso não me competia a mim decidir. Perguntou a quem competia. Declarei que a «Óscar». Perguntou quem era «Óscar».
Declarei serem vários oficiais, incluindo alguns generais, isto para que ele não ficasse mal impressionado por a Revolução ser feita essencialmente por capitães. Perguntou-me ainda o que ia ser feito do ultramar. Declarei-lhe que a solução para a guerra seria obtida por conversações. Toda esta conversa, tida a sós, teve por fundo o barulho do povo a cantar o Hino Nacional e o Está na hora».

Fonte:
A A.P.H.*- Associação de Professores de História é uma associação científico-pedagógica de professores de História de todos os ciclos e graus de ensino.
Constituída em 1981 (D.R.132, 3ª série, 9/6/81), a APH é uma Associação de Utilidade Pública sem fins lucrativos (D.R. 140, 2ª Série, 20/6/95).

Onde estava eu no dia 25 de Abril de 74?

Onde estava eu no dia 25 de Abril de 74?
Aqui!
Andava eu na escola primária de Nacala e um dia, ao chegar a casa, vejo os meus pais preocupados, a ouvirem notícias na rádio e a mandarem calar os filhos para se perceber melhor.
- O que é que aconteceu? - perguntei.
- Houve uma revolução na Metrópole!...
Não percebia nada de revoluções mas percebi que a nossa vida nunca mais seria a mesma.
Anos depois entendi a liberdade!




Sou retornada com orgulho! Vivi a minha infância em África, vi o seu pôr do sol, tomei banhos no Ìndico, cheirei os seus perfumes, provei os seus sabores, abracei as suas gentes e continuo a pintar essas memórias.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Mulheres que se atreveram a lutar contra a DITADURA - Maria Lamas

Maria Lamas, escritora... Autora do livro "As Mulheres do Meu País", onde se denunciava a miséria. Em 1949 esteve prisioneira no Forte de Caxias, tendo sido posteriormente presa por mais duas vezes, em 1953 e em 1962.



Fonte:

Antigamente É Que Era "bom" facebook

Revolução dos Cravos: 40 anos - Salgueiro Maia

Rubrica “Palavras com História…”

Na madrugada do dia 24 para 25 de abril, Salgueiro Maia proferiu as seguintes palavras: «há diversas modalidades de estados: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui». Os 240 homens que escutaram as palavras proferidas, de forma firme, por Maia rapidamente formaram à sua frente: «a adesão do meu pessoal (…) foi total, ao ponto de ter de excluir gente, para ficar alguém nas instalações».


A A.P.H.*- Associação de Professores de História é uma associação científico-pedagógica de professores de História de todos os ciclos e graus de ensino.
Constituída em 1981 (D.R.132, 3ª série, 9/6/81), a APH é uma Associação de Utilidade Pública sem fins lucrativos (D.R. 140, 2ª Série, 20/6/95).

Ele ia de Santarém
a caminho de Lisboa
não sabia se ganhava
não sabia se perdia.
Ele ia de Santarém
para jogar a sua sorte
a caminho de Lisboa
em marcha de vida ou morte.
E dentro dele uma voz
todo o tempo lhe dizia:
Levar a carta a Garcia.
Ele ia de Santarém
todo de negro vestido
como um cavaleiro antigo
em cima do tanque verde
com o seu elmo e sua lança
ei-lo que avança e avança
ninguém o pode deter.
Ele ia de Santarém
para vencer ou morrer.
E em toda a estrada o ruído
da marcha do Capitão.
Eram lagartas rangendo
e mil cavalos correndo
contra o tempo sem sentido.
E aquela voz que dizia:
Levar a carta a Garcia.
Era um cavaleiro andante
no peito do Capitão.
E o pulsar do coração
de quem já tomou partido.
Ele ia de Santarém
todo de negro vestido.
Manuel Alegre

segunda-feira, 21 de abril de 2014

HOMENAGEM AO HERÓI DA LIBERDADE - Salgueiro Maia

HOMENAGEM AO HERÓI DA LIBERDADE


Obrigada Salgueiro Maia!
Grândola, vila morena de Olinda Gil
A SALGUEIRO MAIA

Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido

... Aquele que deu tudo e não pediu a paga

Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite

Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício

Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessoa disse

Sophia de Mello Breyner Andresen





Ele ia de Santarém
a caminho de Lisboa
não sabia se ganhava
não sabia se perdia.
Ele ia de Santarém
para jogar a sua sorte
a caminho de Lisboa
em marcha de vida ou morte.
E dentro dele uma voz
todo o tempo lhe dizia:
Levar a carta a Garcia.

Ele ia de Santarém
todo de negro vestido
como um cavaleiro antigo
em cima do tanque verde
com o seu elmo e sua lança
ei-lo que avança e avança
ninguém o pode deter.

Ele ia de Santarém
para vencer ou morrer.

E em toda a estrada o ruído
da marcha do Capitão.
Eram lagartas rangendo
e mil cavalos correndo
contra o tempo sem sentido.
E aquela voz que dizia:
Levar a carta a Garcia.

Era um cavaleiro andante
no peito do Capitão.
E o pulsar do coração
de quem já tomou partido.
Ele ia de Santarém
todo de negro vestido.

Manuel Alegre

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Biografia de José Afonso revela documentos inéditos


Biografia de José Afonso revela documentos inéditos

Uma biografia de José Afonso, com documentos inéditos, intitulada "Zeca Afonso -- Livra-te do Medo", da autoria do jornalista José A. Salvador, que conheceu o intérprete e compositor, é editada na próxima semana.

Trata-se de "uma biografia largamente ilustrada com fotografias, fac-similes de manuscritos e vários documentos inéditos" dos arquivos da polícia política anterior ao 25 de Abril de 1974, a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE), e da censura, estrutura que visava antecipadamente todas as publicações e espetáculos públicos em Portugal, truncando obras ou proibindo-as, como aconteceu às canções "Traz outro amigo também" e "Venham mais cinco", de José Afonso, afirma em comunicado hoje divulgado a Porto Editora, que chancela a obra.
Esta é "a obra mais completa até hoje publicada sobre José Afonso", atesta e editora que a publicará no dia 17 de abril.
"José Afonso foi indiscutivelmente uma das grandes vozes da Revolução de Abril. 'Grândola, Vila Morena' é um tema que, ainda hoje, procura ser instrumento de intervenção, e este ano, além dos 40 anos do 25 de Abril, comemoram-se também os 50 anos [da origem] desta canção", afirma em comunicado a editora que recorda que, em "maio de 1964, José Afonso foi cantar à Sociedade Fraternidade Operária Grandolense, acontecimento que o inspiraria a escrever" a canção do álbum "Cantigas do Maio", de 1971.
A obra é prefaciada pelo jornalista Adelino Gomes e "apresenta uma longa entrevista ao cantautor, bem como depoimentos de familiares e amigos".
Segundo a editora, esta biografia "permite ainda conhecer a relação [de José Afonso] com a literatura, a sua biblioteca, de 829 livros numerados e assinados, o início da carreira, os tempos de perseguição e prisão, e a doença que lhe foi fatal".
Fonte:
http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=3801430
 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PLANIFICAÇÃO ANUAL DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL - 6º Ano

Programa de História e Geografia de Portugal - 2.º Ciclo - 6º ano
 


2.4. PORTUGAL NOS SÉCULOS XV E XVI

2.4.1 De Portugal às ilhas e ao Cabo da Boa Esperança
2.4.2 A chegada à Índia e ao Brasil
2.4.3 O Império Português no século XVI








Arquipélagos da Madeira e dos Açores:

· · os traços morfológicos e os cursos de água;
· · o clima e a vegetação natural;
· · recursos naturais, colonização e actividades económicas.
Os territórios na África, Ásia e América:
· · os recursos naturais e as actividades económicas;
· · a diversidade étnica e cultural das populações;
· · colonos, mercadores e missionários.
2.4.4 A vida urbana no século XVI — Lisboa quinhentista
Elementos do estilo Manuelino
 
· · O crescimento da cidade
· · O porto de Lisboa e o comércio
· · A corte e as criações culturais
Conceitos/noções básicas:
· · Expansão marítima
· · Arquipélago*
· · Vento
· · Corrente marítima
· · Meridiano
· · Paralelo
· · Caravela
· · Nau
· · Carta náutica
· · Astrolábio
· · Quadrante
· · Capitania
· · Missionação
· · Colonização
· · Escravo
· · Etnia
· · Migração
· · Emigração
· · Imigração
· · Planta*
· · Situação
· · Monopólio
· · Especiarias
· · Arte Manuelina
ARTICULAÇÃO COM OS OBJECTIVOS GERAIS

— Com o tratamento deste subtema pretende-se que os alunos:
· · relacionem a expansão marítima com factores físicos e humanos, sensibilizando-se para os conceitos de interacção/causalidade;
· · reconheçam o contributo das grandes viagens para o conhecimento da Terra; reconheçam os principais contrastes na distribuição dos elementos naturais, nos arquipélagos da Madeira e dos Açores;
· · reconheçam diferenças nos modos de vida dos povos contactados pelos Portugueses;
· · desenvolvam os conceitos de diferença/contraste através do conhecimento dos modos de vida dos vários grupos sociais da Lisboa quinhentista;
· · distingam diferenças entre este período e a nossa época, sensibilizando-se para o conceito de mudança;
· · reconheçam valores patentes em acções individuais ocorridas no quadro da expansão marítima;
· · desenvolvam atitudes de respeito para com povos de culturas diferentes;
· · reconheçam alterações que a expansão operou em Portugal e noutras regiões do mundo, sensibilizando-se para os conceitos de interacção/causalidade.

 
OBSERVAÇÕES/SUGESTÕES METODOLÓGICAS

INTERPRETAÇÃO/CLARIFICAÇÃO DE CONTEÚDOS E DE CONCEITOS/NOÇÕES BÁSICAS


— Sugere-se que:
· · se efectue o estudo das viagens de exploração altântica de forma sucinta, acentuando-se a progressão espacial e referindo-se a importância dos ventos e das correntes marítimas nas rotas seguidas;
· · se destaque a acção do Infante D. Henriques e de D. João II nas iniciativas de expansão marítimas, e se refiram algumas motivações para a realização das viagens;
· · se seleccione a viagem de Vasco da Gama ou de Pedro Álvares Cabral para exemplificação das condições concretas das grandes viagens marítimas;
· · se localizem os territórios do Império Português no século XVI, evidenciando a posição das ilhas atlânticas relativamente aos continentes europeu, africano e americano;
· · se evidenciem, no estudo dos traços morgológicos dos arquipélagos da Madeira e dos Açores alocalização das maiores e menores altitudes, a disposição do relevo em relação à costa e as características dos cursos de água, referindo os condicionalismos impostos à fixação humana pelo relevo;
· · se evidencie a distribuição da temperatura e da vegetação nos dois arquipéalgos, salientando a existência de variações climáticas regionais;
· · se refiram as condições climáticas regionais;
· · se refiram as condições climáticas e de vegetação que permitiram a fixação de colonos e a intordução de novas espécies vegetais;
 
· · se aborde de forma sucinta a diversidade étnica e cultural das populações dos territórios na África, América e Ásia, destacando as características mais facilmente observáveis realtivas aos modos de vida dominantes;
· · se acentue o papel de colonos mercadores e missionários na dinamização de permutas culturais;
· · se evidencie a situação da cidade de Lisboa em relação ao País e à região e a importância do sítio, referindo o papel das ribeiras e vales que permitiram o crescimento da cidade, bem como a construção de duas cercas sucessivas e a expansão;
· · em direcção ao Terreiro do Paço, Ribeira e Santos;
· · se refiram, de forma sucinta, como aspectos marcantes da vida quotidiana no porto da Lisboa quinhentista: o movimento comerical marítimo, a vida dos burgueses e da gente do mar, a permanência de mercadores estrangeiros, a existência de elevado número de escravos, a movimentação das gentes, a construção naval e as actividades artesanais;
· · se sublinhe a importância da Corte como centro cultural, destacando as principais criações deste período.
TÉCNICAS/ACTIVIDADES

— Sugerem-se, entre outras, as seguintes actividades:
· · continuação da organização do atlas da aula;
· · continuação da construção do friso cronológico;
· · registo, num planisfério, de intinerários seguidos pelos navegadores;
· · observação de mapas com as correntes máritimas e os ventos, e comparação com as rotas seguidas;
· · observação e interpretação de mapas com as áreas do Império Português no século XVI;
· · observação e interpretação de mapas hipsométricos das ilhas;
· · observação de gráficos de temperatura e precipitação, de estações meteorológicas situadas nos arquipélagos;
· · observação e interpretação sumária de mapas com a distribuição da precipitação nas Ilhas e sia comparação com o mapa hipsométrico; museu com testemunhos deste período;
· · actividades multidisciplinares com Língua Portuguesa, Educação Visual e Tecnológica, Educação Musical e Ciências da Natureza.
NÚMERO DE AULAS PREVISTAS — 16
 
2.5 DA UNIÃO IBÉRICA À RESTAURAÇÃO

2.5.1 A morte de D. Sebastião e a sucessão ao trono
2.5.2 O domínio filipino e os levantamentos populares
2.5.3 A revolta do 1.º de Dezembro de 1640 e a Guerra da Restauração

Conceitos/noções básicas:
· · Restauração
· · Motim
ARTICULAÇÃO COM OS OBJECTIVOS GERAIS

— Com o tratamento deste subtema pretende-se que os alunos:
· · reconheçam acontecimentos que produziram alterações em Portugal neste período, sensibilizando-se para os conceitos de interacção/causalidade;
· · reconheçam a acção de indivíduos ou grupo na resistência ao domínio espanhol;
· · reconheçam valores éticos patentes em acções individuais ou colectivas.
OBSERVAÇÕES/SUGESTÕES METODOLÓGICAS

INTERPRETAÇÃO/CLARIFICAÇÃO DE CONTEÚDOS E DE CONCEITOS/NOÇÕES BÁSICAS


— Sugere-se que:
· · se referencie, na abordagem à crise política surgida com a morte de D. Sebastião, a batalha de Alcácer-Quibir e se identifiquem os principais pretendentes à sucessão do Cardeal D. Henrique;
· · se refira a acção de D. António Prior do Grato como tentativa de resistência à invasão de Portugal pelo exército espanhol e à instauração da União Ibérica;
· · se destaquem, na abordagem ao período filipino, a duração da União Ibérica e os motins populares, surgidos no final deste período, como manifestações de descontentamento face ao domínio espanhol e às difícies condições de vida;
· · se baseie o tratamento da Revolta de 1640 na descrição/narração dos principais acontecimentos quie estiveram na origem da subida ao poder de D. João IV;
· · se efectue uma referência à longa duração da Guerra da Restauração e se seleccionem, para descrição e se seleccionem, para descricção/narração, alguns episódios militares deste período.
TÉCNICAS/ACTIVIDADES

— Sugerem-se, entre outras, as seguintes actividades:
· · continuação da organização do atlas da aula;
· · continuação da construção do friso cronológico;
· · análise de árvores genealógicas simplificadas com a ascendência de Filipe II, de D. António Prior do Crato e de D. João IV;
· · observação de um mapa de localização das principais batalhas e das principais localidades fortificadas neste período;
· · análise e comentário de textos e/ou documentos adaptados relativos a este período;
· · observação/leitura e comentário de gravuras, diapositivos, diaporamas, filmes ou banda desenhada relacionados com acontecimentos ocorridos neste período;
· · visita a locais onde existam fortalezas da época, caso esses locais estejam próximos do local onde os alunos vivem;
· · dramatização de episódios relacionados com a restauração da independência, em articulação com as actividades da Área-Escola.
NÚMERO DE AULAS PREVISTAS — 4

2.6 PORTUGAL NO SÉCULO XVIII**

2.6.1 O Império Colonial português do século XVIII
· · A extensão dos territórios
· · Recursos naturais e actividades económicas
· · Os movimentos da população; o tráfico de escravos
2.6.2 A sociedade portuguesa no tempo de D. João V








2.6.3 Lisboa pombalina




Conceitos/noções básicas:
· · Inquisição
· · Cristão-novo
· · Monarquia absoluta
ARTICULAÇÃO COM OS OBJECTIVOS GERAIS

— Com o tratamento deste subtema pretende-se que os alunos:
· · relações entre as formas de organização do espaço português no século XVIII e os elementos naturais e humanos;
· · reconheçam diferenças nos modos de vida dos diversos grupos sociais, sensibilizando-se para os conceitos de diferenças/contraste;
· · estabeleçam diferenças entre este período e a nossa época sensibilizando-se para o conceito de mudança;
· · desenvolvam atitudes de respeito e de solidariedade para com pessoas e povos de culturas diferentes;
· · reconheçam no património cutlural testemunhos deste período, sensibilizando-se para os conceitos de permanência e de mudança;
· · desenvolvam o sentido estético, através da apreciação de criações artísticas e literárias deste período.
 
OBSERVAÇÕES/SUGESTÕES METODOLÓGICAS

INTERPRETAÇÃO/CLARIFICAÇÃO DE CONTEÚDOS E DE CONCEITOS/NOÇÕES BÁSICAS


— Sugere-se que:
· · se evidencie a importância que o Brasil teve neste período, no conjunto das colónias portuguesas;
· · se efectue o estudo dos recursos naturais, relacionando os produtos vegetais, animais e minerais com as suas regiões de origem e pondo em evidência a importância das novas culturas introduzidas em Portugal continental (milho e batata);
· · se refiram as principais actividades económicas, no reino e no Brasil, a partir do estudo de exemplos da vida quotidiana;
· · se relacione a intensificação das correntes migratórias para o Brasil com a cultura do açúcar e a exploração mineira;
· · se caracterize, através de exemplos da vida quotidiana, a sociedadede portuguesa no tempo de D. João V, referindo,n omeadamente, o papel da Inquisição;
· · se identifiquem, a propósito da abordagem da vida quotidiana no tempo de D. João V, exemplos de manifestações de poder absoluto (o fasuto da Corte, as cerimónias públicas e as construções monumentais);
· · se saliente, no estudo da vida em Lisboa no tempo do Marquês, o papel centralizador e o carácter inovador da sua acção do espaço da Lisboa reconstruída.
TÉCNICAS/ACTIVIDADES

— Sugerem-se, entre outras, as seguintes actividades:
· · continuação da organização do atlas da aula;
· · continuação da construção do friso cronológico;
· · construção do planisfério com a extensão do Império Português no século e comparação com o mapa elaborado para o século XVI;
· · localização das principais regiões de produção açucareira e de exploração mineira no Brasil;
· · leitura e interpretação da gráficos e quadros relativos à imigração no Brasil, à produção de açúcar e às remessas de ouro brasileiro para Portugal;
· · análise e comentário de textos e/ou documentos adaptados das sociedades portuguesa e brasileira neste período;
· · observação da planta da cidade de Lisboa reconstruída e comparação reconstruída e comparação com as plantas de épocas anteriores;
· · observação/leitura e comentário de gravuras e diapositivos, filmes ou banda desenhada sobre este período;
· · reconstituição, sob forma plástica, de aspectos da vida quotidiana num genho de açúcar, no Brasil;
· · dramatização de episódios relativos a aspectos da vida quotidiana desta época;
· · elaboração, pelos alunos, de pequenas biografias de algumas das principais figuras deste período;
· · organização de um debate sobre a escravatura;
· · visita de trabalho a um monumento ou a um museu com vestigios da época;
· · actividades multidisciplinares com Língua Portuguesa, Educação Musical, Educação Visual e Tecnológica e Ciências da Natureza.
NÚMERO DE AULAS PREVISTAS — 13

2.7 1820 E O TRIUNFO DOS LIBERAIS

2.7.1 As invasões napoleónicas
· · A saída da Corte para o Brasil
· · A resistência aos invasores e a intervenção inglesa
2.7.2 A revolução liberal de 1820
· O movimento revolucionário
· A acção das Cortes Constituintes
· A independência do Brasil
2.7.3 A luta entre liberais e absolutistas

Conceitos/noções básicas:
· · Guerra civil
· · Cortes Constituintes
· · Constituição
· · Monarquia liberal
ARTICULAÇÃO COM OS OBJECTIVOS GERAIS

— Com o tratamento deste subtema pretende-se que os alunos:
· · reconheçam acontecimentos que produziram alterações na sociedade portuguesa deste período, sensibilizando-se para os conceitos de interacção/causalidade;
· · reconheçam a participação de indivíduos ou de grupos em acontecimentos importantes ocorridos neste período;
· · reconheçam valores éticos patentes em acções individuais ou colectivas.
OBSERVAÇÕES/SUGESTÕES METODOLÓGICAS

INTERPRETAÇÃO/CLARIFICAÇÃO DE CONTEÚDOS E DE CONCEITOS/NOÇÕES BÁSICAS


— Sugere-se que:
· · se efectue uma breve referência ao não cumprimento por Portugal do Bloqueio Continental, relacionando-o com a primeira invasão francesa e a saída da Corte para o Brasil;
· · se refire, de forma sucinta, a resistência aos invasores, identificando-se algumas batalhas, realçando-se a participação das populações na resistência e o carácter violento e de destruição que a guerra assumiu;
· · se efecute uma breve referência ao papel desepenhado pelo exército inglês na luta contra os Franceses;
· · se relacione o defragrar de Revolução de 1820 com o descontentamento face à permanência dos Ingleses em Portugal e à estadia da Corte no Brasil;
· · se efectue o tratamento da Revolução de 1820 de forma sucinta, destacando-se os principais episódios ocorridos e a acção de figuras como, por exemplo, Manuel Fernandes Tomás;
· · se destaque a acção das cortes Constituição de 1822 e os princípios fundamentais da monarquia liberal nela consignados, evidenciando-se a ruptura em relação à monarquia absoluta;
· · se identifiquem personagens relevantes ligadas às posições em confronto.
TÉCNICAS/ACTIVIDADES

— Sugerem-se, entre outras, as seguintes actividades:
· · continuação da organização do atlas da aula;
· · continuação da construção do friso cronológico;
· · registo, numa mapa de Portugal, dos itinerários das invasões francesas;
· · análise e comentário de documentos adaptados relativos a este período;
· · leitura de extractos adaptados da constituição de 1822;
· · observação/leitura de gravuras, diapositivos, diaporamas, filmes ou banda desenhada relacionados com acontecimentos ocorridos neste período;
· · exposição e narração pelo professor e/ou alunos de acontecimentos ocorridos neste período, recorrendo, sempre que possível a episódios significativos relacionados com a região em que os alunos vivem;
· · elaboração, pelos alunos, de pequenas biografias de algumas das principais figuras deste período;
· · dramatização de episódios relacionados com acontecimentos ocorridos com acontecimentos ocorridos neste período, em articulação com as actividades da Área-Escola.
NÚMERO DE AULAS PREVISTAS — 5

2.8 PORTUGAL NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX

2.8.1 O espaço português
· · Os recursos naturais e as inovações tecnológicas
· · Distribuição espacial das diferentes actividades
· · Os movimentos da população
2.8.2 A vida quotidiana
· · No campo
· · Nas grandes cidades
Conceitos/noções básicas:
· · Baldio
· · Pousio
· · Indústria*
· · Numeramento
· · Recenseamento
· · Crescimento da população
· · Êxodo rural
· · Mobilidade
· · Operariado
ARTICULAÇÃO COM OS OBJECTIVOS GERAIS

— Com o tratamento deste subtema pretende-se que os alunos:
· · reconheçam os principais contrastes na distribuição das diversas actividades económicas no espaço português, na segunda metade do século XIX;
· · comparem formas de organização espacial do território português em diferentes períodos, sensibilizando-se para os conceitos de mundança/permanência;
· · distinguam diferenças entre este período e a nossa época, sensibilizando-se para o conceito de mudança;
· · relacionem as inovações tecnológicas com as alterações ocorridas na sociedade portuguesa neste período, sensibilizando-se para os conceitos de interacção/causalidade;
· · reconheçam no património cultural testemunhos deste período, sensibilizando-se para o conceito de permanência;
· · desenvolva a sensibilidade estética, através da apreciação de criações artística, através da apreciação de criações artísticas e literárias deste período;
· · desenvolvam atitudes de respeito pela pessoa humana, a propósito da valorização da abolição da escravatura e da pena de morte.
OBSERVAÇÕES/SUGESTÕES METODOLÓGICAS

INTERPRETAÇÃO/CLARIFICAÇÃO DE CONTEÚDOS E DE CONCEITOS/NOÇÕES BÁSICAS


— Sugere-se que:
· · se evidencie a necessidade, sentida neste período, de intensificar o aproveitamento dos recursos minerais do País (carvão, ferro, cobre) e a expansão do cultivo do arroz e da batata;
· · se salientem as transformações no espaço, resultantes do aproveitamento dos recursos minerais e da modernização da agricultura (ocupação dos baldios, substituição do pousio pelo cultivo da batata);
· · se destaque o surgimento das zonas industriais (Lisboa/Setúbal e Porto/Guimarães), em contraste com o conjunto do país agrícola;
· · se evidencie o contributo da máquina a vapor para o desenvolvimento de novas formas de produção industrial;
· · se estabeleçam comparações simples entre as formas de produção artesanal e industrial;
· · se saliente o crescimento da população e a oposição entre o litoral norte, mais povoado, e o resto do País;
· · se explique a importância do êxodo rural;
· · se faça uma breve Abordagem ao grande surto da emigração, principais áreas de saída e países de destino;
· · se indetifiquem as grandes inovações tecnológicas, salientando a implantação e evolução da rede ferroviária e a sua importância para o desenvolvimento das actividades económicas e para a maior mobilidade de pessoas e bens;
· · se comparem os modos de vida dos vários grupos sociais nas grandes cidades (Lisboa e Porto) e no campo, sobretudo no que diz respeito a actividades económicas, alimentação, vestuário, divertimento e cultura;
· · se refira, a propósito da vida quotidiana, o aparecimento de um novo grupo social — o operariado —, a progressiva perda de privilégios da nobreza e o aumento da importância da burguesia;
· · se refiram de forma sucinta, ainda a propósito da vida quotidiana, a importância da abolição da escravatura e da pena de morte, as principais medidas tomadas no âmbito do enisno e algumas obras artísticas e literárias deste período e seus autores.
TÉCNICAS/ACTIVIDADES

— Sugerem-se, entre outras, as seguintes actividades:
· · continuação da organização do atlas da aula;
· · continuação da construção do friso cronológico;
· · construção de um planisfério com a extensão do imnpério na segunda metade do século XIX e comparação com o elaborado para o século XVIII;
· · localização, em mapas, das principais áreas industriais;
· · leitura e interpretação de gráficos e quadros estatísticos relativos à evolução da população portuguesa e à emigração;
· · observação e interpretação de mapas com a distribuição da população em Portugal, neste período período;
· · análise e comentário de documentos adaptados (especialmente obras literárias) e textos relativos a aspectos da sociedade portuguesa neste período;
· · observação e interpretação de mapas com a evolução da rede ferroviária;
· · realização de um debate sobre a pena de morte;
· · observação/leitura e comentário de gravuras, diapositivos, diaporamas, filmes ou banda desenhada sobre este período;
· · dramatização de episódios relativos a aspectos da vida quotidiana;
· · elabotação, pelos alunos, de pequenas biografias de algumas das principais figuras deste período;
· · visita de trabalho a um monumento, fábrica ou museu com vestígios desta época;
· · recolha de materiais diversificados, em trabalhos de equipa e muitidisciplinar, integradoi nas actividfades da Área-Escola, tendo em vista a realização de uma exposição sobre o período em estudo.
NÚMERO DE AULAS PREVISTAS — 14

2.9 A REVOLUÇÃO REPUBLICANA

2.9.1 A acção militar no 5 de Outubro e a queda da Monarquia 2.9.2 A 1.ª República
· · A Constituição republicana
· · As principais medidas no domínio da educação e do trabalho
· · O movimento sindical
· · A instabilidade governativa
Conceitos/noções básicas:
· · República*
· · Alfabetização
· · Sindicato
· · Greve
ARTICULAÇÃO COM OS OBJECTIVOS GERAIS

— Com o tratamento deste subtema pretende-se que os alunos:
· · reconheçam acontecimentos que produziram mudanças significativas em Portugal, sensibilizando-se para os conceitos de interacção/causalidade;
· · reconheçam a participação de indivíduos ou grupos em acontecimentos importantes ocorridos neste período;
· · reconheçam valores éticos patentes em acções individuais ou colectivas;
· · compreendam relações entre o passado e o presente, atravès do reconhecimento de mudanças e permanências.
OBSERVAÇÕES/SUGESTÕES METODOLÓGICAS

INTERPRETAÇÃO/CLARIFICAÇÃO DE CONTEÚDOS E DE CONCEITOS/NOÇÕES BÁSICAS


— Sugere-se que:
· · se identifiquem motivos que levaram à Revolução de 5 de Outubro;
· · se desta quem os principais episódios ocorridos em 5 de Outubro de 1910, a acção popular no apoio aos republicanos e a desorganização do exército fiel à monarquia;
· · se relacione a Revolução de 5 de Outubro com a queda do regime monárquico e a instauração de um regime republicano;
· · se destaque os princípios consignados na Constituição de 1911, que caracterizam um regime de tipo republicano;
· · se refiram algumas figuras relevantes da 1.ª República, nomeadamente António José de Alçmeida é Afonso Costa;
· · Se mencionem, relativamente às medidas tomadas no campo do ensino. o aumento e a gratuitidade da escolaridade obrigatória e a criação de novos cursos;
· · se destaquem, como principais medidas no domínio do trabalho, a institucionalização do direito à greve, de um dia de descanso semanal e as oito horas de trabalho diário;
· · se efectue uma breve referência ao aumento da imprensa operária, ao aparecimento e ou reorganização de associações operárias e intensificação do movimento grevista, como manifestações de reforço do movimento operário.
TÉCNICAS/ACTIVIDADES

— Sugerem-se, entre outras, as seguintes actividades:
· · continuação da construção do friso cronológico;
· · análise e comentário de textos e/ou documentos adaptados relativos a este período, nomeadamente notícias de jornais da época;
· · leitura de extractos adaptados da Constituição de 1911;
· · observação/leitura e comentário de gravura, diapositivos, diaporamas, filmes ou banda desenhada relacionados com acontecimentos ocorridos neste período;
· · leitura e comentário de quadros com dados relativos ao ensino primário, ao analfabetismo e ao movimento grevista.
NÚMERO DE AULAS PREVISTAS — 4

2.10 OS ANOS DA DITADURA

2.10.1 O golpe militar em 28 de Maio
2.10.2 Salazar e o Estado Novo
· · A política de obras públicas
· · As restrições às liberdades
· · A oposição ao Estado Novo
2.10.3 A guerra colonial

Conceitos/noções básicas:
· · Ditadura
· · Censura
· · Liberdade de expressão
· · Oposição política
· · Guerra colonial
ARTICULAÇÃO COM OS OBJECTIVOS GERAIS

— Com o tratamento deste subtema pretende-se que os alunos:
· · reconheçam acontecimentos que produziram mudanças significativas em Portugal, sensibilizando-se para os conceitos de interacção/causalidade;
· · desenvolvam o espírito crítico a partir da análise de actuações concretas de indivíduos ou de grupos;
· · reconheçam valores éticos patentes em acções individuais ou colectivas;
· · reconheçam a necessidade de defesa de valores demcráticos;
· · compreendam relações entre o passado e o presente, através do reconhecimento de mudança e permanências.
OBSERVAÇÕES/SUGESTÕES METODOLÓGICAS

INTERPRETAÇÃO/CLARIFICAÇÃO DE CONTEÚDOS E DE CONCEITOS/NOÇÕES BÁSICAS


— Sugere-se que:
· · se identifiquem motivos que levaram ao golpe militar de 28 de Maio, efectuando uma breve referência a episódios ocorridos e às principais figuras nele envolvidas;
· · se relacione o golpe militar de 28 de Maio com a queda da 1,ª República e a instauração de uma ditadura militar;
· · se efectue referência à acção de Salazar no saneamento financeiro e à política de obras públicas do Estado Novo;
· · se evidenciem, como características da ditadura de Salazar, a ausência de liberdades de expressão e de reunião, a censura prévia, a polícia política, a repressão ao movimento sindical e a existência de um partido único;
· · se referenciem episódios e movimentos organizados de resistência ao Estado Novo, relacionando-os com a restrições às liberdades e as condições de vida.
TÉCNICAS/ACTIVIDADES

— Sugerem-se, entre outras, as seguintes actividades:
· · continuação da construção do friso cronológico;
· · análise e comentário de textos e/ou documentos adaptados relativos a este período, nomeadamente notícias de jornais da época, correspondência, depoimentos escritos fornecidos pelo professor ou recolhidos pelos alunos, individualmente ou em grupo;
· · recolha de dados sobre construções com carácter monumental que testemunhem a política de obras públicas do Estado Novo;
· · recolha de depoimentos orais de familiares e ou amigos sobre a guerra colonial e a resistência à ditadura salazarista;
· · observação de postais, gravuras, fotografias ou filmes que documentem a época.
NÚMERO DE AULAS PREVISTAS — 5

2.11 O 25 DE ABRIL E A CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA

2.11.1 A acção militar e popular em 25 de Abril
2.11.2 A independência das colónias
2.11.3 A Constituição de 1976 e o restabelecimento da democracia

Conceitos/noções básicas:
· Democracia*
· Descolonização
· Direito de voto
· Poder central
· Governo
· Assembleia da República
· Região Autónoma
· Poder local
· Autarquia
· Câmara Municipal*
· Junta de Freguesia
ARTICULAÇÃO COM OS OBJECTIVOS GERAIS

— Com o tratamento deste subtema pretende-se que os alunos:
  • reconheçam a Revolução de Abril como um conjunto de acontecimento que produziram mudanças significativas em Portugal, sensibilizando-se para os conceitos de interacção/causalidade;
  • compreendam relações entre o passado e o presente, através do reconhecimento de mudanças e permanências;
  • desenvolvam o espírito crítico, a partir da análise de actuações concretas de indivíduos ou de grupos no processo revolucionário;
  • reconheçam valores éticos patentes em acções individuais ou colectivas;
  • reconheçam a necessidade de defesa de valores democráticos.
OBSERVAÇÕES/SUGESTÕES METODOLÓGICAS

INTERPRETAÇÃO/CLARIFICAÇÃO DE CONTEÚDOS E DE CONCEITOS/NOÇÕES BÁSICAS


— Sugere-se que:
  • se identifiquem motivos que levaram à Revolução de Abril;
  • se referenciem, de forma breve, os principais episódios ocorridos em 25 de Abril;
  • se evidenciem a acção de figuras que se destacaram na Revolução de Abril e as movimentações populares de adesão;
  • se destaquem, como consequências do 25 de Abril, o restabelecimento da democracia, descolonização e a Constituição de 1976;
  • se evidenciem como aspectos importantes consignados na Constituição, a garantia dos direitos e liberdades individuais, a institucionalização do poder local e a participação directa e activa dos cidadãos na vida política do País;
  • se identifiquem órgãos do poder local (câmara municipal e junta de freguesia) e órgãos de poder central (Presidente da República, Governo e Assembleia da Republica), distinguindo os órgãos representativos do poder nas regiões autónomas.
TÉCNICAS/ACTIVIDADES

— Sugerem-se, entre outras, as seguintes actividades:
  • continuação da organização do atlas da aula;
  • continuação da construção do friso cronológico;
  • análise e comentário de notícias sobre a Revolução, em jornais de 25 de Abril e dias seguintes;
  • análise e comentário de notícias em jornais da época, sobre a independência das colónias;
  • observação/leitura e comentário de gravuras, diapositivos, filmes e cartzes relativos ao 25 de Abril;
  • audição e comentário de gravações sonoras de acontecimentos ocorridos no dia 25 de Abril;
  • organização de um debate sobre a democracia;
  • leitura e comentário de extractos da Constituição de 1976;
  • recolha individual ou em grupo de materiais sobre a Revolução de 25 de Abril, para a realização de uma exposição a integrar nas actividades da Área-Escola;
NÚMERO DE AULAS PREVISTAS — 6

* Conceitos já abordados no 1.º ciclo.
** Subtema de tratamento mais aprofundado.